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Dólar recua em meio a expectativas sobre inflação e decisão do Copom

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O dólar opera em queda nesta segunda-feira (9), após encerrar a última sessão com um novo recorde nominal, cotado a R$ 6,0713. A moeda norte-americana registrava baixa de 0,17%, sendo negociada a R$ 6,0608 às 9h18. Na sexta-feira (6), a valorização do dólar foi de 1%, acumulando ganhos de 1,18% na semana e no mês, e alta de 25,12% no ano.

Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 1,50% no último pregão, fechando aos 125.946 pontos. O índice acumulou avanço semanal e mensal de 0,22%, mas registrou queda de 6,14% no acumulado do ano. As negociações no mercado acionário brasileiro tiveram início às 10h desta segunda-feira.

Expectativas por decisões econômicas

Os investidores iniciam a semana atentos a uma série de indicadores econômicos. No Brasil, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), prevista para terça-feira (10), deve fornecer novas diretrizes para as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). A reunião do colegiado do Banco Central, marcada para quarta-feira, poderá resultar em mais um aumento da taxa Selic.

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De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda, as expectativas do mercado para a inflação de 2024 subiram para 4,84%, ultrapassando o teto da meta estabelecida em 4,50%. O cenário mantém a pressão sobre a política monetária, reforçando a possibilidade de continuidade no ciclo de alta dos juros.

Cenário internacional: inflação e política monetária

Nos Estados Unidos, o foco está nos dados de inflação ao consumidor, também aguardados para esta semana. Esse indicador é fundamental para as próximas decisões do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Relatórios recentes, como o payroll divulgado na última sexta-feira, mostraram uma aceleração na criação de vagas de emprego, com 227 mil postos abertos em novembro, apesar de adversidades como furacões e greves. No entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,2%, sinalizando um mercado de trabalho em enfraquecimento.

Especialistas, como Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, afirmam que o ambiente atual de desaceleração econômica e inflação moderada poderá permitir novos cortes de juros pelo Fed. Contudo, as condições para 2025 apresentam maior complexidade, com sinais de proteção econômica por parte do governo americano e possíveis aumentos de tarifas comerciais, conforme sinalizado pelo presidente eleito Donald Trump.

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Tensão na Ásia e Europa

Na China, indicadores de preços ao consumidor e no atacado sugerem enfraquecimento econômico, o que levou o governo a anunciar novos incentivos fiscais e monetários para 2025. Enquanto isso, na Europa, os mercados aguardam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Geopolítica também entra no radar com as tensões na Síria, que continuam a influenciar o humor dos mercados globais.

Conclusão

O cenário doméstico e internacional mantém os mercados em estado de alerta. Com dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além de decisões importantes de política monetária, a semana promete ser movimentada, influenciando diretamente as negociações com o dólar e o mercado acionário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção de milho para silagem recua no Rio Grande do Sul após impactos climáticos na safra 2025/26

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A safra de milho destinada à produção de silagem no Rio Grande do Sul encerra o ciclo 2025/26 com redução na produtividade e no volume colhido. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a colheita já ultrapassa 99% da área cultivada no estado, consolidando um cenário marcado pelos impactos das adversidades climáticas ao longo da temporada.

De acordo com a entidade, as geadas registradas durante o ciclo produtivo comprometeram parte das lavouras implantadas mais tardiamente. Muitas dessas áreas, inicialmente planejadas para a produção de grãos, foram redirecionadas para a ensilagem diante da perda de potencial produtivo e da inviabilidade de completar adequadamente o ciclo para colheita de grãos.

Geadas alteraram o destino das lavouras

A mudança de estratégia permitiu aos produtores aproveitar a biomassa disponível e reduzir parte dos prejuízos causados pelas baixas temperaturas.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o redirecionamento das áreas para a produção de silagem foi uma alternativa para preservar valor econômico das lavouras afetadas, garantindo o abastecimento de alimento para os rebanhos e minimizando perdas na atividade pecuária.

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Produtividade fica abaixo da estimativa inicial

A produtividade média estadual foi revisada para 36.878 quilos por hectare, resultado que representa queda de 3,8% em relação à projeção inicial de 38.338 quilos por hectare, divulgada no período de plantio.

O desempenho reflete os efeitos das condições climáticas adversas registradas ao longo da safra, que impactaram diretamente o desenvolvimento das plantas e o potencial produtivo das lavouras.

Área cultivada também apresenta redução

A área efetivamente cultivada com milho para silagem no Rio Grande do Sul totalizou 349.085 hectares, segundo dados do IBGE.

O número representa retração de 2% em comparação à safra 2024/25, quando foram cultivados 356.300 hectares.

A redução da área, somada à menor produtividade observada durante o ciclo, contribuiu para a diminuição do volume final produzido no estado.

Produção estadual recua em relação à safra anterior

Com os ajustes realizados ao longo do acompanhamento da safra, a produção gaúcha de milho para silagem foi estimada em 12,87 milhões de toneladas.

O resultado é 0,7% inferior ao registrado na temporada anterior, quando a colheita alcançou 12,96 milhões de toneladas.

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Na comparação com a previsão inicial para a safra 2025/26, que indicava potencial de 14,03 milhões de toneladas, a redução chega a 8,3%.

Clima foi principal fator de impacto

A revisão das estimativas confirma que os eventos climáticos tiveram influência decisiva sobre o desempenho da cultura no estado. Além das geadas, as oscilações climáticas observadas ao longo do ciclo limitaram o rendimento das lavouras e reduziram o potencial produtivo inicialmente projetado.

Mesmo diante dos desafios, a rápida adaptação dos produtores permitiu o aproveitamento de parte das áreas afetadas, garantindo oferta de silagem para a pecuária gaúcha e reduzindo os impactos econômicos da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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