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Dólar recua com dados econômicos e tensão externa; Ibovespa registra alta nesta segunda-feira

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Dólar hoje: recuo aproveita clima externo e indicadores internos

O dólar comercial opera em queda nesta segunda-feira (16), refletindo um cenário misto entre indicadores econômicos domésticos e menor aversão ao risco nos mercados internacionais. Por volta das 10h30, a moeda americana era cotada a R$ 5,28, com recuo diário próximo de 0,8%, após forte alta na véspera, quando fechou acima de R$ 5,32.

Investidores seguem atentos ao avanço do conflito no Oriente Médio e às repercussões na cotação do petróleo, que permanece elevada. Ao mesmo tempo, monitoram dados econômicos no Brasil e nos Estados Unidos.

Tendência da moeda ao longo do ano

No acumulado deste mês, o dólar apresenta alta frente ao real, apesar da queda observada hoje. No acumulado anual, o real se valorizou diante do dólar, em meio à menor percepção de risco e às perspectivas de dados econômicos mais sólidos.

Ibovespa sobe com apoio de indicadores econômicos e fluxo externo

O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, mostra desempenho positivo nesta segunda-feira, refletindo um alívio nas preocupações com a tensão geopolítica e dados econômicos alinhados com as expectativas de mercado. Por volta do mesmo horário da manhã, o índice era negociado em cerca de 182,7 mil pontos, com alta superior a 1,5%.

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O desempenho positivo foi impulsionado por setores ligados a commodities e por ações de empresas beneficiadas por um ambiente externo mais favorável, com investidores acompanhando de perto a agenda de política monetária global.

Fatores que influenciam o mercado
Geopolítica e petróleo

O conflito no Oriente Médio segue sendo um fator determinante para os mercados financeiros globais, impactando o preço do petróleo e a percepção de risco dos investidores. Em momentos de maior cautela, ativos considerados de refúgio, como o dólar, tendem a se valorizar.

Indicadores econômicos locais

No Brasil, dados como o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) e as projeções do Boletim Focus influenciam o humor dos investidores. Estes indicadores ajudam a calibrar expectativas para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para esta semana.

Resumo dos indicadores de mercado (16/03/2026)
  • Dólar (USD/BRL)
    • Cotação aproximada: R$ 5,28
    • Tendência intraday: leve queda após alta recente
  • Ibovespa
    • Índice atual: 182.690 pontos
    • Sentimento: fortalecido no intraday por fatores externos mais estáveis
Contexto econômico brasileiro

A economia brasileira apresenta crescimento estável nos últimos anos, com expansão do PIB em 2024 e 2025, além de inflação controlada, reforçando a resiliência diante de incertezas globais. O mercado acompanha de perto a política monetária, especialmente a taxa Selic, que influencia a atratividade de ativos brasileiros, câmbio e índices acionários.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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