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Dólar inicia quinta-feira com foco em decisões do Copom e juros nos EUA

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Nesta quinta-feira (7), o dólar opera sob a influência de importantes acontecimentos que movimentam os mercados financeiros. Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil elevou a taxa Selic para 11,25% ao ano, uma medida que visa controlar a inflação e impacta diretamente o custo do crédito no país.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), banco central americano, também está em foco, com expectativa de uma nova redução nas taxas de juros, atualmente entre 4,75% e 5,00% ao ano. Caso ocorra, essa será a segunda redução após o ciclo de cortes iniciado em setembro. Ao mesmo tempo, o mercado segue repercutindo o resultado das eleições presidenciais, em que Donald Trump foi reeleito, trazendo expectativas de políticas econômicas protecionistas.

Cotações do Dólar e Ibovespa

Na quarta-feira, o dólar apresentou queda de 1,26%, fechando a R$ 5,6742. Durante o dia, atingiu a mínima de R$ 5,6647 e a máxima de R$ 5,8619. Com esse desempenho, a moeda americana acumula uma queda de 3,33% na semana e de 1,85% no mês, mas registra uma valorização de 16,93% no ano.

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O índice Bovespa, principal indicador da bolsa brasileira, também teve leve recuo de 0,24%, encerrando aos 130.341 pontos. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 1,73%, um ganho mensal de 0,48%, mas apresenta queda anual de 2,86%.

Impactos no Mercado Financeiro

A perspectiva de um governo Trump mais protecionista, com restrições ao comércio com a China e aumento de tarifas para outros países, incluindo o Brasil, gera incertezas para o comércio brasileiro. As medidas podem reduzir as exportações, afetando a balança comercial e a oferta de dólares no Brasil, o que pode pressionar a inflação.

Além disso, a postura protecionista pode elevar os preços nos Estados Unidos, aumentando a inflação no país e pressionando o Federal Reserve a manter taxas de juros elevadas. Taxas de juros mais altas tornam os títulos americanos, como as Treasuries, mais atrativos para investidores internacionais, fortalecendo o dólar.

Expectativas de Cortes de Gastos no Brasil

Outro ponto de atenção é o pacote de cortes de gastos do governo brasileiro, com objetivo de preservar o equilíbrio fiscal. Na manhã desta quinta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que as reuniões ministeriais sobre o tema já foram concluídas. Agora, as propostas serão discutidas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deverá encaminhá-las ao Congresso Nacional para aprovação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de diesel no Brasil deve bater recorde em 2026 com 70,8 milhões de m³, impulsionado pelo agronegócio

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Demanda por diesel deve atingir novo recorde histórico em 2026

O consumo de diesel no Brasil deve alcançar um novo patamar histórico em 2026, refletindo o dinamismo do agronegócio, da indústria e da logística. Segundo relatório da StoneX, a demanda por diesel B está projetada em 70,8 milhões de metros cúbicos, crescimento de 1,9% na comparação anual.

O avanço é sustentado principalmente pelo ritmo da colheita agrícola, aumento das exportações e intensificação do transporte rodoviário de cargas.

“A recuperação do consumo está diretamente ligada à dinâmica econômica do país, especialmente ao agro e à logística”, destaca o especialista de Inteligência de Mercado, Bruno Cordeiro.

Início de ano mais fraco, mas tendência é de recuperação

Apesar da projeção positiva, o início de 2026 apresentou desempenho mais moderado. As vendas de diesel registraram queda de 1,7% no primeiro bimestre, impactadas por fatores pontuais:

  • Atraso na colheita da soja
  • Antecipação de compras no fim de 2025
  • Ajustes tributários, como aumento do ICMS

No entanto, indicadores recentes já sinalizam retomada. Em março, o fluxo de veículos pesados em rodovias pedagiadas cresceu 7,5%, refletindo o aquecimento do transporte de cargas no país.

Regiões Sul e Sudeste lideram crescimento da demanda

No recorte regional, o relatório aponta que as regiões Sudeste e Sul devem concentrar a maior expansão do consumo de diesel, impulsionadas por:

  • Recuperação da produção agrícola
  • Desempenho da atividade industrial
  • Intensificação do fluxo logístico rumo aos portos
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Já o Centro-Oeste deve apresentar crescimento mais moderado, influenciado pela expectativa de menor produção de grãos, embora haja avanço no transporte de etanol de milho.

Produção nacional cresce e reduz necessidade de importações

Do lado da oferta, a produção nacional de diesel A ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março.

Esse movimento reflete esforços das refinarias para ampliar a oferta interna diante das incertezas globais no mercado de energia.

Com isso, a expectativa é de redução nas importações, que devem somar 17,2 milhões de m³ em 2026, queda de 0,6% na comparação anual.

Biodiesel avança acima do diesel e reforça papel estratégico

No segmento de biocombustíveis, o crescimento será ainda mais expressivo. A demanda por biodiesel deve avançar 7,2%, atingindo 10,4 milhões de m³ em 2026.

O desempenho é impulsionado por:

  • Aumento da mistura obrigatória para B15
  • Crescimento da demanda por diesel
  • Busca por alternativas para reduzir dependência externa

“O crescimento do biodiesel reflete tanto o aumento da mistura quanto o dinamismo da demanda por diesel no país”, explica a analista Isabela Garcia.

Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O relatório aponta que o óleo de soja continuará como principal insumo para a produção de biodiesel, com participação estimada em 84,7%.

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O avanço é favorecido pela ampla oferta interna e pela expectativa de esmagamento recorde de soja no país.

Em um cenário alternativo com adoção da mistura B16, a demanda por biodiesel pode chegar a 10,76 milhões de m³.

Cenário internacional ainda traz incertezas

Mesmo com o ambiente externo marcado por volatilidade — incluindo tensões geopolíticas no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços de energia —, a avaliação é de que a demanda por diesel no Brasil deve se manter resiliente.

Isso porque o consumo do combustível está diretamente ligado à atividade econômica, especialmente:

  • Transporte de cargas
  • Produção agroindustrial
  • Cadeias logísticas

Por outro lado, um cenário de deterioração econômica global pode impactar negativamente o consumo no curto prazo.

A expectativa de recorde no consumo de diesel em 2026 reforça o papel central do agronegócio e da logística na demanda por energia no Brasil, enquanto o avanço do biodiesel consolida a transição para uma matriz mais diversificada e estratégica no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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