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Dólar em queda e mercado atento às decisões do Copom e Fed na próxima semana

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O dólar opera em queda nesta sexta-feira (13), em um cenário de agenda econômica mais tranquila, mas marcado por grande expectativa para a próxima semana, quando ocorrerão reuniões decisivas de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. No dia anterior, a moeda americana recuou 0,51%, encerrando o dia cotada a R$ 5,6191, enquanto o Ibovespa registrou queda de 0,48%, fechando aos 134.029 pontos.

Na quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, se reúnem para definir suas respectivas taxas de juros. No Brasil, o mercado aguarda uma possível nova elevação da Selic, enquanto nos Estados Unidos há a expectativa de que o Fed inicie um ciclo de cortes nas taxas.

Às 09h15 desta sexta-feira, o dólar registrava queda de 0,22%, cotado a R$ 5,6065. No acumulado da semana, a moeda apresentou alta de 0,52%, queda de 0,24% no mês e avanço de 15,80% no ano.

Já o Ibovespa, que inicia suas operações às 10h, registrou na véspera uma queda de 0,48%. Com isso, o principal índice da bolsa acumulou perdas de 0,40% na semana, recuo de 1,45% no mês e uma leve queda de 0,12% no ano.

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Expectativas para os Bancos Centrais

O fechamento desta semana reflete a cautela dos investidores em relação às decisões de política monetária, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Novos dados econômicos divulgados recentemente alimentam as análises do mercado, que tenta antecipar os próximos movimentos do Banco Central brasileiro e do Fed.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de julho surpreendeu positivamente, ao apresentar uma contração de apenas 0,4%, após uma alta de 1,4% em junho. No acumulado do ano, o índice mostra uma alta de 2,6%, indicando resiliência econômica, impulsionada, sobretudo, pelo setor de serviços, que cresceu 1,2% em julho e permanece 15,4% acima do nível pré-pandemia.

Ainda assim, a força do setor de serviços levanta dúvidas sobre o controle da inflação, que segue perto do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma leve deflação de 0,02% em agosto, mas a inflação acumulada em 12 meses atingiu 4,24%, próximo do limite de 4,50% estipulado pelo BC.

Esses números mantêm as expectativas de que o Copom possa aumentar novamente a taxa Selic, atualmente em 10,50% ao ano. O Boletim Focus já reflete essa perspectiva, com economistas prevendo que a Selic alcance 11,25% até o final de 2024, ante uma projeção anterior de 10,50%.

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Cenário nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) divulgado pelo Departamento de Comércio nesta semana mostrou que a inflação anual está em 3,2%, sem alterações em relação ao mês anterior. Este é o último dado relevante antes da reunião do Fed, e o mercado espera que o banco central inicie um ciclo de cortes nas taxas de juros. Analistas estão divididos entre um corte de 0,25 ou 0,50 ponto percentual.

Embora a inflação nos EUA tenha caído ao menor patamar desde fevereiro de 2021, ela ainda se mantém acima da meta do Fed, de 2%. Contudo, o desaquecimento do mercado de trabalho, com a taxa de desemprego em 3,2%, reforça a expectativa de que o banco central americano realize até três cortes nas taxas de juros ainda em 2024.

Os próximos dias serão decisivos para os mercados globais, que aguardam com atenção as decisões dos Bancos Centrais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Feijão 2ª safra no Rio Grande do Sul tem queda de 45% na área plantada, mas produtividade supera estimativa

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A colheita do feijão da segunda safra foi concluída no Rio Grande do Sul com forte redução da área cultivada em relação ao ciclo anterior. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, a área plantada foi reestimada em 9.818 hectares, representando uma queda de 45,7% na comparação com a safra passada.

Apesar da expressiva retração na área destinada à cultura, o desempenho das lavouras foi positivo. A produtividade média estadual alcançou 1.414 quilos por hectare, resultado ligeiramente superior à estimativa inicial de 1.401 kg/ha, demonstrando bom desempenho das áreas cultivadas ao longo do ciclo.

Geadas reduziram rendimento em parte das lavouras

Na região administrativa de Ijuí, uma das principais produtoras de feijão do Estado, a colheita também foi finalizada. O rendimento médio ficou em 1.604 quilos por hectare, abaixo das projeções iniciais.

Segundo a Emater/RS-Ascar, a redução da produtividade foi provocada pelos efeitos das geadas registradas durante os estágios vegetativo e reprodutivo da cultura, comprometendo o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas.

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Mesmo assim, os resultados foram considerados satisfatórios diante das condições climáticas enfrentadas durante o desenvolvimento da segunda safra.

Preço do feijão recua no mercado gaúcho

No mercado, a comercialização apresentou leve desvalorização na última semana.

O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que a saca de 60 quilos de feijão foi negociada, em média, a R$ 179,73, registrando queda de 1,36% em relação aos R$ 182,20 observados na pesquisa anterior.

A redução acompanha o comportamento do mercado no encerramento da colheita, período em que a maior disponibilidade do produto tende a exercer pressão sobre as cotações.

Cenário da segunda safra

Embora o Rio Grande do Sul tenha registrado uma significativa redução da área destinada ao feijão de segunda safra, a manutenção da produtividade em níveis satisfatórios demonstra a eficiência das lavouras remanescentes. Para os produtores, o comportamento dos preços e as condições climáticas continuarão sendo fatores decisivos para o planejamento da próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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