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Dólar dispara contra o Real em meio à cautela antes da decisão do Copom

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O dólar acelerou sua valorização frente ao real nesta quarta-feira, à medida que investidores aguardavam o desfecho da reunião de política monetária do Banco Central do Brasil (Copom), envolta em incertezas sobre o ritmo de afrouxamento da taxa de juros. Além disso, a tendência global de maior cautela também contribuiu para a queda do apetite por risco, impactando as moedas emergentes.

Às 10h18 (horário de Brasília), o dólar à vista subia 0,74%, sendo negociado a 5,1058 reais para venda. Na Bolsa de Valores B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo registrava alta de 0,56%, cotado a 5,115 reais.

De acordo com Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos, a volatilidade do dólar reflete a ansiedade do mercado antes da decisão do Copom. “O mercado está aguardando a decisão do Copom, agendada para hoje. Há muita expectativa em relação aos próximos passos, especialmente no que diz respeito ao ritmo de redução da taxa de juros”, disse Massote.

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O momento é de incerteza quanto à magnitude do corte na taxa de juros pelo Copom nesta quarta-feira. Na última reunião, o Banco Central indicou que manteria o ritmo de redução em 0,50 ponto percentual, mas, desde então, o cenário global e doméstico mudou, levando o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a sinalizar uma possível desaceleração para 0,25 ponto percentual. Essa mudança pegou o mercado de surpresa, alterando as expectativas dos investidores.

Operadores de contratos futuros de juros passaram a atribuir quase 90% de chance de um ajuste mais cauteloso, de 0,25 ponto percentual, enquanto anteriormente se esperava a continuidade do corte de meio ponto percentual. A recente publicação do boletim Focus também refletiu essa mudança de percepção, com a maioria dos economistas agora projetando uma redução mais modesta.

Um ritmo mais lento de corte nos juros normalmente seria positivo para o real, pois preservaria a atratividade da renda fixa para investidores estrangeiros. No entanto, alguns analistas advertem que, se o Banco Central desacelerar o afrouxamento devido a preocupações fiscais, isso poderia reverter qualquer benefício para a moeda nacional, já que a solidez das contas públicas é um fator crucial para a confiança dos investidores.

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Adicionalmente, as incertezas fiscais foram agravadas pelo estado de calamidade no Rio Grande do Sul, afetado por enchentes devastadoras que deixaram pelo menos 95 mortos e 128 desaparecidos. O Congresso aprovou na terça-feira um decreto legislativo que reconhece o estado de calamidade no Rio Grande do Sul, permitindo o envio de recursos federais ao Estado sem afetar a meta fiscal do governo ou violar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Com todas essas questões em jogo, o mercado segue cauteloso, aguardando a conclusão da reunião do Copom e as orientações futuras para a política monetária. Na véspera, o dólar à vista fechou a 5,0681 reais para venda, uma leve queda de 0,13%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil crescem em maio, mas acumulado da safra segue em queda

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As exportações brasileiras de café registraram crescimento de 3,6% em maio de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado, sinalizando a entrada da nova safra no mercado. Apesar do avanço mensal, o desempenho acumulado da temporada 2025/26 ainda reflete uma oferta mais restrita, com queda nos embarques em relação ao ciclo anterior.

Dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que o país exportou 3,089 milhões de sacas de 60 quilos em maio. No entanto, a receita cambial gerada pelos embarques recuou 16% no período, totalizando US$ 1,05 bilhão.

Safra menor impacta desempenho acumulado

No acumulado dos 11 primeiros meses do ano-safra 2025/26, entre julho de 2025 e maio de 2026, o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas de café, volume 17,7% inferior ao registrado no mesmo período da temporada anterior.

A receita obtida com as exportações alcançou US$ 13,612 bilhões, apresentando leve recuo de 0,7% na comparação anual.

Já entre janeiro e maio de 2026, os embarques somaram 14,745 milhões de sacas, queda de 12,4% frente às 16,825 milhões de sacas exportadas no mesmo período de 2025. As receitas geradas atingiram US$ 5,552 bilhões, redução de 14,6%.

Segundo o Cecafé, o comportamento do mercado está alinhado com o período de transição entre a entressafra e a entrada da nova produção brasileira.

Entrada dos cafés canéforas impulsiona embarques

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, destaca que a recuperação observada em maio está diretamente ligada à chegada dos primeiros volumes da safra 2026/27, especialmente dos cafés canéforas, grupo que engloba conilon e robusta.

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A expectativa é de que os embarques ganhem força nos próximos meses, acompanhando o avanço da colheita dos cafés arábica e o aumento da disponibilidade de produto.

O setor trabalha com perspectiva positiva para a nova temporada, impulsionada pelas boas condições climáticas registradas na maior parte das regiões produtoras e pelo potencial de uma safra volumosa e de qualidade.

Logística e cenário internacional seguem no radar

Apesar das perspectivas favoráveis para o aumento das exportações no segundo semestre, o setor acompanha fatores que podem limitar o desempenho dos embarques.

Entre os desafios apontados estão os gargalos logísticos nos portos brasileiros, as tensões geopolíticas internacionais e as incertezas relacionadas à política comercial dos Estados Unidos, um dos principais mercados consumidores de café.

Colheita avança, mas ritmo permanece abaixo da média

Levantamento da Safras & Mercado indica que a colheita da safra brasileira de café 2026/27 alcançou 30% da área até 10 de junho.

O avanço representa crescimento de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda permanece abaixo dos 35% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33%.

Conilon apresenta maior avanço nos trabalhos

A colheita dos cafés canéforas segue mais adiantada, com 43% da produção já colhida.

Mesmo assim, o ritmo continua abaixo do observado no ano passado e da média histórica para o período, ambos em 49%.

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No Espírito Santo, principal produtor nacional de conilon, apenas 39% da safra havia sido colhida até o início de junho. Segundo analistas do mercado, o atraso está relacionado à maturação mais lenta das lavouras nesta temporada.

Chuvas atrasam colheita do café arábica

A colheita do café arábica também avança em ritmo mais lento. Os trabalhos alcançaram 23% da produção, abaixo dos 26% registrados em igual período de 2025 e da média de 25% observada nos últimos cinco anos.

As chuvas frequentes têm dificultado a operação das máquinas e o andamento dos trabalhos em importantes regiões produtoras, especialmente no Sul de Minas Gerais, maior polo de produção de café arábica do país.

Apesar do atraso, as avaliações iniciais da safra são positivas. Técnicos do mercado destacam bom potencial produtivo e qualidade satisfatória dos grãos, especialmente em relação à formação e ao padrão das peneiras, fator importante para a valorização do produto no mercado.

Perspectiva é de aumento da oferta no segundo semestre

Com o avanço da colheita e a expectativa de uma das maiores safras dos últimos anos, o setor projeta crescimento da disponibilidade de café ao longo do segundo semestre.

Caso as condições climáticas permaneçam favoráveis e a logística de exportação opere sem maiores restrições, o Brasil deverá ampliar sua presença no mercado internacional nos próximos meses, reforçando sua posição como maior exportador mundial de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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