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Dólar Desvaloriza com Expectativas de Políticas do Fed e Possível Retorno de Trump

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Nesta terça-feira, o dólar apresentou uma ligeira queda em relação ao real, devolvendo os ganhos registrados no dia anterior. Esse movimento ocorre enquanto os investidores ponderam a possibilidade de um segundo mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos e o início de um ciclo de afrouxamento monetário pelo Federal Reserve.

Às 9h53, o dólar à vista caía 0,17%, sendo cotado a 5,4353 reais na venda. Na B3, o contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo recuava 0,32%, a 5,444 reais na venda.

Nesta manhã, os mercados globais focavam em dois fatores principais: a possibilidade de retorno do ex-presidente Donald Trump à Casa Branca no próximo ano e a expectativa de cortes de juros pelo banco central dos EUA. Na sessão de segunda-feira, o dólar se fortaleceu frente às moedas de mercados emergentes, incluindo o Brasil, com a avaliação de que a tentativa de assassinato do candidato presidencial republicano no sábado aumentou as chances de sua vitória na eleição de novembro.

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Os ganhos do dólar foram impulsionados pelos temores sobre o impacto de um novo governo Trump na política comercial global e na inflação, o que diminuiu o apetite por risco dos investidores. “O atentado parece ter dado força à campanha… isso tende a colocar um pouco de pressão. Ele é um candidato que tende a defender um crescimento maior, ou seja, (gera) aumento de expectativa de estímulo fiscal”, comentou Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

No entanto, o avanço da moeda norte-americana sobre os mercados emergentes nesta manhã foi limitado pela crescente expectativa de cortes de juros pelo Fed já em setembro, fomentada por declarações do presidente do banco central, Jerome Powell. Powell afirmou na segunda-feira que as três leituras de inflação dos EUA no segundo trimestre “aumentam um pouco a confiança” de que o ritmo de alta dos preços está voltando para a meta do Fed de forma sustentável.

Operadores passaram a precificar a possibilidade de três cortes de juros ainda este ano, sendo o primeiro na reunião de setembro, seguido de cortes adicionais em novembro e dezembro. Eles apostam em 68 pontos-base de cortes em 2024, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME. Quanto mais o Fed cortar os juros, pior para o dólar, que se torna comparativamente menos atraente à medida que os rendimentos dos Treasuries diminuem.

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O dólar recuava frente ao rand sul-africano, com baixa de 0,2%, e mantinha-se estável em relação ao peso mexicano. O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,14%, a 104,390, recuperando-se dos menores patamares em cinco semanas.

No cenário nacional, o mercado volta suas atenções para o Banco Central, que terá o diretor de Política Monetária, Gabriel Galípolo, palestrando no Fórum Anual de Economia e Cooperativismo de Crédito, promovido pelo Sicredi, às 16h.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inverno no Rio Grande do Sul exige manejo reforçado para proteger vacas leiteiras e manter a produtividade

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As condições climáticas do inverno no Rio Grande do Sul demandam atenção especial dos produtores de leite para preservar a saúde do rebanho e evitar impactos na produtividade. Apesar da boa adaptação das vacas da raça Holandesa às baixas temperaturas, a combinação de frio, vento e alta umidade representa um desafio importante para o manejo das propriedades leiteiras.

Segundo a superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski, o frio, por si só, não costuma comprometer o desempenho dos animais. Pelo contrário, as temperaturas mais amenas podem até favorecer a produção de leite.

“As vacas leiteiras da raça Holandesa toleram muito bem o frio, que pode inclusive contribuir para o conforto térmico e para a produção. O maior desafio durante o inverno gaúcho é a associação entre frio, vento e umidade, característica frequente nesta época do ano”, explica.

Umidade e barro aumentam riscos sanitários

Entre as principais recomendações para o período está a manutenção de ambientes secos e protegidos, especialmente após chuvas. A presença constante de barro e umidade favorece a proliferação de agentes causadores de doenças e pode comprometer diretamente o bem-estar animal.

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De acordo com a especialista, os impactos são observados principalmente na saúde dos cascos e na incidência de mastite, uma das enfermidades que mais geram prejuízos à atividade leiteira.

“É fundamental garantir que os animais tenham acesso a áreas secas e protegidas. O excesso de umidade aumenta significativamente os riscos de problemas nos cascos e favorece a ocorrência de mastite”, destaca.

Terneiras exigem atenção redobrada no inverno

As categorias mais jovens do rebanho também estão entre as mais vulneráveis às condições climáticas adversas. Durante o inverno, cresce a incidência de doenças respiratórias, tornando essencial a adoção de medidas preventivas.

Instalações limpas, camas secas, proteção contra correntes de vento e ambientes adequadamente manejados contribuem para reduzir os riscos sanitários e melhorar o desenvolvimento dos animais.

Segundo Maíza, o conforto das terneiras deve ser tratado como prioridade para minimizar perdas e garantir melhores índices produtivos no futuro.

Nutrição, conforto e sanidade são fundamentais

Além da infraestrutura adequada, fatores como alimentação balanceada, monitoramento sanitário e manejo eficiente continuam sendo determinantes para o desempenho do rebanho durante os meses mais frios do ano.

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A especialista ressalta que a combinação de boas práticas de manejo, nutrição adequada e atenção ao conforto animal permite que os produtores atravessem o inverno sem comprometer a produtividade da atividade leiteira.

Com planejamento e cuidados preventivos, é possível reduzir os efeitos das condições climáticas típicas do Sul do Brasil, preservar a saúde dos animais e manter a eficiência dos sistemas de produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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