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Dólar abre em queda com expectativa por cortes de gastos e inflação nos EUA

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Nesta quarta-feira (13), o dólar abriu em baixa, refletindo um dia de agenda econômica menos movimentada no Brasil, embora o cenário fiscal continue a dominar as atenções do mercado. Na sessão anterior, a moeda norte-americana ficou praticamente estável, com leve alta de 0,01%, fechando cotada a R$ 5,7698. Já o índice Ibovespa encerrou em queda de 0,14%, atingindo 127.698 pontos.

O mercado financeiro segue aguardando o anúncio de cortes de gastos públicos prometidos pelo governo federal desde o fim do segundo turno das eleições municipais. Esse pacote é visto como fundamental para garantir o cumprimento do arcabouço fiscal, que limita o crescimento da dívida pública. Para investidores, a redução de gastos representa um sinal de que o governo pretende equilibrar as contas, o que ajuda a reduzir a percepção de risco e a evitar uma alta ainda maior do dólar.

Devido à valorização da moeda americana frente ao real nas últimas semanas, o Banco Central decidiu realizar hoje um leilão de compra e venda de dólares, uma ação que visa controlar o avanço da taxa de câmbio.

Cotação do dólar e Ibovespa

Às 9h desta quarta-feira, o dólar registrava uma queda de 0,61%, sendo cotado a R$ 5,7344. No acumulado da semana, a moeda americana já subiu 0,57%, recuou 0,20% no mês e registra alta de 18,90% no ano.

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O Ibovespa, que inicia suas operações às 10h, registrou queda de 0,14% na sessão anterior, fechando em 127.698 pontos. O índice acumula ganhos de 0,03% na semana, perda de 1,42% no mês e recuo de 4,70% no ano.

Fatores que impactam os mercados

Com a ausência de grandes eventos na agenda econômica desta quarta-feira, o foco dos investidores se voltou para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada pela manhã. O documento indicou que o cenário econômico se apresenta mais desafiador devido ao aumento das projeções de inflação.

Segundo o Copom, uma contenção permanente dos gastos públicos pode impulsionar o crescimento econômico do Brasil nos próximos anos, ao reduzir o endividamento e abrir espaço para menores taxas de juros, o que beneficiaria o consumo e os investimentos produtivos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou as reuniões com ministros nos últimos dias em busca de um acordo sobre cortes de despesas para alcançar as metas fiscais. Até agora, representantes de pelo menos 12 ministérios participaram das discussões, com previsão de que cinco deles — incluindo Saúde, Educação e Desenvolvimento Social — sejam afetados pelos cortes.

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A demora na definição das medidas, entretanto, continua a preocupar o mercado. Analistas apontam que a falta de um anúncio rápido pode aumentar a desconfiança e levar investidores a buscar proteção, valorizando o dólar em relação ao real.

Expectativas inflacionárias e cenário externo

Além disso, o mercado está atento ao último boletim Focus, que mostrou uma nova alta nas expectativas de inflação para este ano, agora estimada em 4,62%, acima da meta de 3% (com margem entre 1,5% e 4,5%). Para 2025, a projeção de inflação subiu de 4,03% para 4,10%.

No exterior, a recente eleição de Donald Trump nos Estados Unidos gerou novas incertezas nos mercados globais, com a expectativa de que suas políticas possam pressionar a inflação americana e levar a novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). O desempenho da economia chinesa também permanece no radar, com investidores decepcionados com o último pacote de estímulos anunciado pelo governo chinês.

O cenário, tanto interno quanto externo, reforça a cautela dos investidores e destaca a importância de uma definição rápida sobre os cortes de gastos no Brasil para estabilizar o mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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