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Dólar abre junho em queda e mercado monitora Focus, confiança empresarial e indicadores dos EUA

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O mercado financeiro brasileiro iniciou a segunda-feira (1º) com o dólar em queda frente ao real, refletindo a cautela dos investidores diante da divulgação do Boletim Focus, indicadores de confiança empresarial e novos dados econômicos dos Estados Unidos.

Por volta das 9h41, o dólar comercial registrava desvalorização de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,0272. Na sessão anterior, encerrada na sexta-feira (29), a moeda norte-americana havia avançado 0,21%, fechando cotada a R$ 5,0424.

O movimento ocorre após um mês marcado por forte volatilidade nos mercados globais, influenciado pelas expectativas em torno da política monetária norte-americana, pelo comportamento da economia chinesa e pelas perspectivas para a atividade econômica brasileira.

No cenário doméstico, investidores acompanham atentamente a divulgação do Boletim Focus do Banco Central, que reúne as projeções das principais instituições financeiras para inflação, taxa Selic, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e câmbio.

Além disso, indicadores de confiança empresarial ajudam a medir o ritmo da atividade econômica nacional, fator relevante para as decisões futuras de política monetária.

Mercado externo segue no radar

Nos Estados Unidos, os agentes financeiros monitoram indicadores econômicos que podem oferecer pistas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central americano.

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Dados relacionados à atividade industrial, emprego e inflação seguem sendo determinantes para as expectativas sobre os juros da maior economia do mundo, influenciando diretamente o fluxo de capital para mercados emergentes, como o Brasil.

A combinação entre juros elevados nos Estados Unidos e sinais de desaceleração econômica global continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre moedas e bolsas internacionais.

Ibovespa acumula forte queda em maio

Enquanto o dólar iniciou a semana em baixa, o mercado acionário brasileiro tenta se recuperar após um mês negativo.

Na sexta-feira, o Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,73%, aos 173.787 pontos, pressionado principalmente pela realização de lucros, saída de capital estrangeiro e incertezas sobre o cenário internacional. O índice acumulou retração superior a 7% em maio, configurando um dos piores desempenhos mensais dos últimos anos.

Apesar da correção recente, o principal índice da Bolsa brasileira ainda mantém valorização expressiva no acumulado de 2026.

Desempenho dos mercados
  • Dólar
    • Cotação na abertura: R$ 5,0272
    • Fechamento anterior: R$ 5,0424
    • Acumulado da semana: +0,28%
    • Acumulado do mês: +1,83%
    • Acumulado do ano: -8,13%
  • Ibovespa
    • Fechamento anterior: 173.787 pontos
    • Acumulado da semana: -1,37%
    • Acumulado do mês: -7,22%
    • Acumulado do ano: +7,86%
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Câmbio segue próximo de R$ 5,00

Mesmo com a alta registrada nos últimos dias, o dólar permanece próximo da faixa psicológica de R$ 5,00, nível observado em diversos momentos de maio. Dados do mercado financeiro mostram que a moeda americana continua acumulando desvalorização frente ao real em 2026, favorecida pela manutenção dos juros elevados no Brasil e pela entrada de recursos estrangeiros em renda fixa nacional.

Analistas avaliam que o comportamento do câmbio nas próximas semanas dependerá da trajetória dos juros nos Estados Unidos, da evolução das contas públicas brasileiras e do fluxo de investimentos internacionais para mercados emergentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do algodão recua no mercado interno com demanda enfraquecida; USDA projeta estoques globais menores

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O mercado brasileiro de algodão encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo o ritmo lento dos negócios e a retração da demanda da indústria têxtil. Com menor volume de negociações e compradores mais cautelosos, as cotações da pluma registraram novas quedas nas principais regiões produtoras do país.

De acordo com levantamento da Safras Consultoria, o enfraquecimento da demanda doméstica contribuiu para a redução dos preços tanto no mercado físico quanto nas indicações de compra para entrega futura.

Algodão registra queda nas principais praças de comercialização

Em Rondonópolis (MT), uma das principais referências do mercado nacional, a pluma foi negociada a R$ 3,97 por libra-peso, recuo de 1,23% em comparação com a semana anterior.

No mercado destinado à indústria, o interesse permaneceu concentrado em contratos de curto prazo. As indicações de compra para algodão colocado no CIF de São Paulo ficaram em torno de R$ 4,14 por libra-peso, queda de 2,36% frente aos R$ 4,24 por libra-peso observados na semana anterior.

Segundo analistas, a combinação entre demanda moderada e postura cautelosa dos compradores segue limitando uma recuperação mais consistente dos preços no mercado interno.

USDA mantém projeção para safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe poucas alterações para o balanço da fibra.

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A produção norte-americana de algodão para a temporada 2026/27 foi mantida em 13,3 milhões de fardos, mesmo volume projetado no relatório anterior. Para a safra 2025/26, a estimativa permanece em 13,9 milhões de fardos.

As exportações dos Estados Unidos também foram mantidas em 12,3 milhões de fardos para a próxima temporada, enquanto o consumo interno segue projetado em 1,6 milhão de fardos.

Apesar da estabilidade na produção e na demanda, os estoques finais dos EUA foram revisados para baixo, passando de 3,9 milhões para 3,7 milhões de fardos na safra 2026/27. Na temporada atual, os estoques são estimados em 4,2 milhões de fardos.

Estoques globais recuam e reforçam equilíbrio mais apertado

O relatório do USDA também aponta um cenário de redução dos estoques mundiais de algodão, fator que tende a oferecer suporte ao mercado internacional nos próximos meses.

A produção global para a temporada 2026/27 foi mantida em 116,04 milhões de fardos. Já o consumo mundial foi levemente revisado para cima, passando de 121,69 milhões para 121,76 milhões de fardos.

Com isso, os estoques finais globais foram reduzidos de 71,84 milhões para 71,13 milhões de fardos. Para a safra 2025/26, a previsão era de 76,63 milhões de fardos.

O resultado indica que o consumo global continuará superando a produção pelo segundo ano consecutivo, contribuindo para um cenário de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional da fibra.

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Brasil mantém posição de destaque entre os maiores produtores

Entre os principais países produtores, o USDA manteve inalteradas suas projeções para a temporada 2026/27.

A China deverá colher 33,5 milhões de fardos, permanecendo como a maior produtora mundial. A Índia segue com estimativa de 24 milhões de fardos, enquanto o Paquistão deverá produzir 5,1 milhões de fardos.

Para o Brasil, a projeção continua em 17,5 milhões de fardos, consolidando o país entre os principais fornecedores globais da fibra e reforçando sua crescente relevância no comércio internacional de algodão.

Mercado acompanha demanda e exportações

Apesar do cenário internacional indicar redução dos estoques globais, os agentes do setor seguem atentos ao comportamento da demanda, especialmente da indústria têxtil mundial, que continua sendo o principal fator de influência sobre os preços.

No mercado brasileiro, a expectativa é de que o ritmo das exportações e a evolução do consumo global sejam determinantes para definir o comportamento das cotações ao longo do segundo semestre.

Enquanto isso, o produtor acompanha um ambiente de preços mais pressionados internamente, mas sustentado por fundamentos globais que apontam para uma oferta mundial relativamente mais ajustada nos próximos ciclos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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