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Dólar à vista cai ante real com mercado de olho nos EUA e no Congresso

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O dólar à vista abriu a sexta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante a maior parte das demais divisas no exterior, com investidores à espera de novos dados de inflação nos Estados Unidos e da votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso brasileiro.

Às 9:11 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,33%, a 4,8721 reais na venda.

Na B3, às 9:11 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,25%, a 4,8720 reais.

Esta sexta-feira encerra a última semana completa de 2023, e a expectativa é de que a liquidez dos mercados já seja menor, em especial durante a tarde, com investidores fazendo os últimos ajustes para as pausas de Natal e Ano Novo.

Até lá, porém, sai nos EUA às 10h30 o índice PCE, medida preferida de inflação do Federal Reserve. Os investidores avaliarão o resultado em busca de pistas sobre o espaço do Fed para de fato iniciar o ciclo de cortes de juros em março do próximo ano, como vem sendo precificado no mercado de títulos norte-americano.

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“Em janelas de tempo menores, como o acumulado de 6 meses, por exemplo, o indicador já deve mostrar uma inflação ainda mais próxima dos 2,0%. Assim, caso confirmadas estas estimativas, o dado pode sacramentar mais uma semana positiva para ativos de risco”, pontuou a equipe da Guide em comentário enviado a clientes.

O título norte-americano de dez anos — referência global de investimentos — voltava a recuar na manhã desta sexta-feira, o que favorecia a queda do dólar ante diversas divisas, incluindo o real.

No Brasil, as atenções seguem voltadas para o Congresso, que deve votar a LOA de 2024. O governo corre para aprovar a proposta antes do recesso parlmentar.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8880 reais na venda, em baixa de 0,48%.

O Banco Central fará nesta sessão leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de fevereiro de 2024.

Fonte: Reuters

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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