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Mercado de soja no Brasil segue lento com perspectiva de negócios limitados

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A sexta-feira no mercado brasileiro de soja promete ser marcada por negócios restritos e preços entre estáveis e em leve queda. A baixa nas cotações em Chicago, que intensificou as perdas acumuladas ao longo da semana, e o dólar estável acima de R$ 5,80 ajudam a manter o cenário de lentidão nas transações. As atenções seguem voltadas para o término do plantio da safra no país.

Na quinta-feira, o mercado também registrou poucos negócios, com preços mistos nas principais regiões produtoras. Apesar de momentos pontuais favoráveis à comercialização, o movimento geral foi travado. A pressão de Chicago impactou as cotações nos portos, reforçando a lentidão do mercado.

Preços nas principais praças
  • Passo Fundo (RS): recuo de R$ 132,00 para R$ 131,50 por saca de 60 kg.
  • Missões (RS): queda de R$ 131,00 para R$ 130,50.
  • Porto de Rio Grande (RS): baixa de R$ 141,00 para R$ 140,50.
  • Cascavel (PR): estabilidade em R$ 136,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): preço mantido em R$ 142,00.
  • Rondonópolis (MT): redução de R$ 150,00 para R$ 147,00.
  • Dourados (MS): queda de R$ 139,00 para R$ 137,00.
  • Rio Verde (GO): alta de R$ 131,00 para R$ 133,00.
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Desempenho em Chicago

Os contratos futuros de soja para janeiro registraram leve queda de 0,15%, sendo negociados a US$ 9,76 1/4 por bushel. Essa é a quarta sessão consecutiva de perdas, reflexo das condições climáticas favoráveis às lavouras brasileiras e da valorização do dólar frente a outras moedas, fatores que diminuem a competitividade da soja norte-americana no mercado global.

Apesar disso, um movimento técnico de recuperação diante das recentes quedas tem limitado um declínio mais expressivo. Até o momento, o contrato para janeiro/25 acumula uma retração semanal de 2,2%.

Câmbio e indicadores financeiros

O dólar comercial abriu com leve alta de 0,01%, cotado a R$ 5,8123, enquanto o índice dólar (DXY) registrou uma queda de 0,02%, chegando a 106,65 pontos.

Nos mercados globais, as principais bolsas da Ásia fecharam com desempenho misto:

  • Xangai: +3,06%.
  • Tóquio: +0,68%.

Na Europa, o movimento também foi misto:

  • Paris: -0,12%.
  • Frankfurt: +0,28%.
  • Londres: +0,64%.

Já no mercado de petróleo, o barril do WTI para janeiro apresentou queda de 0,49%, sendo cotado a US$ 69,75.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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