AGRONEGÓCIO

Dicas Essenciais para Ingressar na Pecanicultura São Compartilhadas em Live do IBPecan

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No dia 30 de outubro, foi ao ar o sexto episódio da série Segredos da Pecan, transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). O engenheiro agrônomo Luciano Mazuim, da Emater de Cachoeira do Sul, foi o convidado especial, enquanto Lailor Garcia, produtor e diretor do IBPecan, atuou como apresentador.

Mazuim iniciou sua apresentação abordando informações fundamentais que os agricultores devem considerar ao implementar um pomar de nogueira pecan. Ele destacou aspectos como clima, solo, topografia, espaçamento e seleção de cultivares. O agrônomo enfatizou que, apesar da crença comum de que a pecan seria uma alternativa de investimento para aposentados, o cultivo exige cuidados específicos para gerar resultados satisfatórios.

Um dos pontos críticos discutidos foi a temperatura da região de cultivo, uma vez que a nogueira pecan necessita de um mínimo de 7,2 graus Celsius por aproximadamente 400 horas anuais. Caso as condições climáticas não sejam favoráveis, Mazuim recomendou a consulta a um profissional especializado para avaliar a viabilidade da cultura na localidade. “Estamos lidando com uma árvore caduca, que perde suas folhas no inverno. No início da primavera, inicia-se a brotação, seguido do crescimento radicular e, posteriormente, a floração e formação dos frutos. Durante essa fase de crescimento, temperaturas entre 24 e 30 graus Celsius são ideais”, detalhou o engenheiro.

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A discussão também incluiu a análise do solo, levando em consideração suas características químicas e declividade. Mazuim ressaltou a importância de garantir acesso adequado para maquinário no pomar. Lailor Garcia complementou que a correção do solo deve ser realizada antes do plantio em toda a área, embora algumas correções possam ser feitas de maneira pontual e superficial posteriormente.

Sobre culturas coadjuvantes, como feijão e a integração lavoura-pecuária, Mazuim sugeriu um espaçamento de 12 m x 12 m entre as mudas. “Com os devidos cuidados e cercamento adequado, é possível manter a criação de gado e ovelhas junto ao pomar. Esse espaçamento maior pode oferecer sombra para os animais quando as árvores atingirem um porte considerável”, aconselhou. Ao abordar as cultivares, Mazuim alertou para a importância de adquirir mudas somente de viveiros certificados. Garcia, por sua vez, recomendou a elaboração de um plano de negócios robusto antes do início do plantio, afirmando que isso auxiliará na escolha da variedade mais adequada.

Os interessados em pecanicultura podem acessar o sexto episódio de Segredos da Pecan, bem como os episódios anteriores, no canal do IBPecan no YouTube, onde também estão disponíveis outros vídeos informativos sobre o cultivo da nogueira pecan.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Cachaça mineira movimenta mais de R$ 624 milhões e consolida Minas Gerais como líder nacional do setor

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Minas Gerais segue ampliando sua liderança na produção de cachaça no Brasil e reforçando a importância econômica e cultural da bebida para o agronegócio estadual. No Dia da Cachaça Mineira, celebrado nesta quinta-feira (21), a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) divulgou um panorama atualizado do setor, revelando que a cadeia produtiva movimentou R$ 624,7 milhões em 2025.

Os números consolidam a força da cachaça mineira dentro e fora do país, além de evidenciar o crescimento da atividade em geração de renda, arrecadação e empregos formais.

De acordo com a Seapa, o estudo apresenta informações estratégicas sobre produção, mercado, exportações e desempenho econômico da cadeia produtiva. O material também reforça o papel da bebida como patrimônio cultural e ativo relevante para a expansão do agronegócio mineiro no mercado internacional.

Segundo a assessora técnica da Seapa, Maíra Ferman, um dos principais destaques do levantamento é o avanço das vendas para fora de Minas Gerais. Atualmente, 54% do faturamento da cachaça mineira já vem do mercado interestadual e das exportações, demonstrando a crescente inserção do produto em novos mercados consumidores.

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Além do faturamento expressivo, o setor também tem forte impacto na arrecadação estadual. Em 2025, a cadeia produtiva gerou R$ 56,5 milhões em ICMS, fortalecendo a contribuição da atividade para a economia mineira.

Minas concentra 40% dos produtores de cachaça do Brasil

O levantamento confirma que Minas Gerais permanece como o principal polo produtor de cachaça do país. O estado reúne 501 estabelecimentos formais registrados, número que representa cerca de 40% de todas as unidades produtoras do Brasil.

A ampla presença da atividade em diferentes regiões mineiras evidencia a tradição histórica da produção artesanal e industrial da bebida, além da importância da cadeia para pequenos produtores, agroindústrias familiares e empreendimentos rurais.

A distribuição da produção também fortalece economias regionais, impulsionando o turismo rural, a gastronomia típica e a valorização de produtos de origem mineira.

Exportações avançam e ampliam presença internacional

O mercado externo também vem ganhando relevância para o setor. Segundo a Seapa, a cachaça produzida em Minas Gerais ampliou sua presença internacional em 2025, com destaque para exportações destinadas ao Uruguai, Estados Unidos e Itália.

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Os três países concentram parcela significativa das vendas externas da bebida e reforçam o potencial da cachaça como produto estratégico para a internacionalização do agro mineiro.

A expansão internacional acompanha o aumento da valorização da cachaça premium e artesanal no exterior, especialmente em mercados que buscam bebidas destiladas com identidade regional, tradição e produção diferenciada.

Setor amplia geração de empregos e fortalece produção artesanal

Outro ponto destacado no levantamento é o crescimento dos empregos formais ligados à fabricação de aguardente de cana-de-açúcar. O setor mantém trajetória positiva nos últimos anos, refletindo o aumento da produção, da formalização e da demanda por produtos de maior valor agregado.

Com dados consolidados e análise detalhada, o panorama divulgado pela Seapa reforça a importância da cadeia produtiva da cachaça para Minas Gerais, tanto na geração de renda quanto na valorização da cultura regional e no fortalecimento do agronegócio brasileiro.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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