AGRONEGÓCIO

Manejo Sustentável: Cuidados Essenciais com a Sanidade do Agrossistema

Publicado em

O manejo agrícola eficiente não se resume apenas à aplicação de soluções químicas, mas também à compreensão dos efeitos residuais desses produtos no ambiente. Assim como o uso indiscriminado de antibióticos pode tornar as bactérias mais resistentes, a persistência prolongada de ingredientes ativos no solo pode gerar impactos negativos significativos para as culturas subsequentes.

Gerenciando a Persistência dos Produtos no Solo

Segundo Elialdo Alves de Souza, consultor técnico da Satis e especialista em agronomia, cada produto agrícola possui um tempo específico de persistência no solo, durante o qual seu ingrediente ativo permanece ativo. Produtos com maior persistência podem aumentar o risco de efeitos negativos, como a fitotoxidez em culturas subsequentes, comprometendo a saúde do agrossistema.

Impactos e Recomendações Práticas

Além do risco de fitotoxidez, o aumento da resistência de biotipos de plantas daninhas devido ao tempo prolongado de exposição aos ingredientes ativos também é uma preocupação. Esses fenômenos podem afetar a composição da microbiota do solo, essencial para o equilíbrio do agrossistema.

Leia Também:  Trump afirma que negociações comerciais com a China avançam e anuncia possível visita ao país
Estratégias de Prevenção e Gestão

Para mitigar esses riscos, Elialdo recomenda o uso de doses recomendadas e a aplicação dirigida, utilizando técnicas como o “Chapéu de Napoleão” para evitar a contaminação excessiva das linhas de plantio. O planejamento detalhado também é crucial, envolvendo a avaliação do período residual do produto, sua meia-vida e níveis tóxicos para a próxima cultura a ser plantada.

A Importância da Análise Antecipada do Solo

Identificar potenciais problemas antes do plantio é fundamental. Recomenda-se a realização de análises de solo em laboratórios especializados para verificar a presença de resíduos de produtos químicos. Essa prática permite ajustes preventivos e garante um manejo mais sustentável e eficaz do agrossistema.

A gestão adequada dos efeitos residuais no agrossistema não só protege a saúde das plantações como também promove a sustentabilidade dos processos agrícolas. Com conhecimento e planejamento, é possível minimizar os impactos ambientais e econômicos, garantindo um ambiente de cultivo saudável e produtivo a longo prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

Published

on

A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

Leia Também:  Ibovespa oscila após queda e mercados globais operam mistos com pressão da inflação e juros nos EUA

O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

Leia Também:  Plano de manejo da Serra Ricardo Franco é apresentado em audiência da ALMT

Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA