AGRONEGÓCIO

Dia das Mães impulsiona mercado de suínos e eleva demanda por cortes nobres, aponta Cepea

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O mercado de suínos no Brasil registrou maior movimentação na última semana com a aproximação do Dia das Mães, período tradicionalmente associado ao aumento do consumo de proteínas animais. A demanda mais aquecida por cortes como lombo e costela contribuiu para a elevação das cotações no atacado, segundo dados acompanhados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Consumo sazonal e início de mês reforçam demanda no mercado

De acordo com agentes do mercado consultados pelo Cepea, dois fatores principais explicam o avanço recente na procura pela carne suína: a proximidade do Dia das Mães e o início de mês, período em que tradicionalmente há maior capacidade de compra por parte do varejo e das famílias.

Esse cenário resultou em aumento das vendas de cortes mais nobres, com destaque para lombo e costela, que costumam ter maior giro em datas comemorativas.

Preço do animal vivo segue estável após sequência de quedas

Apesar do aquecimento no mercado de carne suína, os preços do animal vivo permaneceram estáveis nos últimos dias. O movimento interrompeu uma sequência de quedas observada ao longo do mês anterior.

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Pesquisadores do Cepea destacam que, embora tenha havido aumento na demanda por carregamentos adicionais, essa melhora não foi suficiente para provocar reação imediata nas cotações do suíno vivo.

Perspectiva para as próximas semanas é de estabilidade ou leve alta

Para o curto prazo, o cenário pode ser de manutenção ou até recuperação dos preços do animal vivo. Segundo o Cepea, o recente fortalecimento da demanda por cortes suínos pode sustentar o mercado nas próximas semanas, especialmente caso o consumo interno se mantenha firme após o período do Dia das Mães.

A tendência, no entanto, dependerá do ritmo de reposição dos frigoríficos e da continuidade do fluxo de vendas no atacado e varejo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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