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GO: Prazo para declaração de rebanho em Goiás inicia em 1º de Maio

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Os produtores rurais de Goiás devem se preparar para o início do prazo da primeira etapa de declaração de rebanho e vacinação contra raiva de herbívoros, que começa no dia 1º de maio. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) reforça a importância de cumprir o calendário estabelecido pela Portaria nº 182, de 10 de abril de 2024, para garantir a sanidade animal e a segurança no Estado.

Declaração de Rebanho e Vacinação contra Raiva

Entre 1º de maio e 30 de junho, os produtores devem declarar todo o rebanho existente nas propriedades rurais em Goiás por meio do Sistema de Defesa Agropecuária (Sidago). Além disso, o período para vacinação contra a raiva de herbívoros nos municípios de alto risco se estende de 1º de maio a 15 de junho, para espécies bovinas, bubalinas, equídeas (equina, muar, asinina), caprinas e ovinas. O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, ressalta a necessidade de reforçar esses prazos para assegurar a saúde animal. “Goiás é referência na pecuária, e isso se deve ao compromisso dos produtores e ao trabalho da defesa agropecuária”, destaca Ramos.

Como Fazer a Declaração

A declaração de rebanho deve ser feita no Sidago, utilizando login e senha exclusivos do proprietário da fazenda. É essencial que os dados inseridos reflitam com precisão a situação real da propriedade, incluindo número de animais, mortes, nascimentos e evolução do rebanho. Uma novidade deste ano é que os produtores precisam detalhar o mês de nascimento de todos os bovinos e bubalinos com até 12 meses de idade. Para facilitar esse processo, quem tem até 50 cabeças pode realizar a declaração presencialmente nas Unidades Operacionais Locais (UOLs) da Agrodefesa.

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O Papel da Agrodefesa na Sanidade Animal

O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Augusto Amaral, reforça a importância de fornecer informações corretas no Sidago para permitir um monitoramento eficaz dos rebanhos em Goiás. “Com dados atualizados, podemos agir rapidamente no caso de focos de doença, protegendo rebanhos e produtores, bem como toda a sociedade”, afirma Amaral. Ele também enfatiza que um sistema de defesa agropecuária forte evita a disseminação de doenças e garante um alimento saudável e seguro para os consumidores.

Regras para a Vacinação contra Raiva de Herbívoros

A vacinação contra a raiva ocorre em duas etapas em Goiás: a primeira de 1º de maio a 15 de junho, e a segunda de 1º de novembro a 15 de dezembro. A Agrodefesa flexibilizou o prazo para 45 dias, a partir da segunda etapa de 2023, atendendo a pedidos do setor rural. Durante a primeira etapa, a Portaria nº 182 estabelece que os produtores precisam adquirir vacinas entre 29 de abril e 15 de junho, em revendas cadastradas pela Agrodefesa. O controle de comercialização e estoque de vacinas é feito pelo responsável legal das revendas, com monitoramento semanal do Serviço Veterinário Oficial (SVO).

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Rafael Vieira, gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, destaca a importância da vacinação para prevenir a raiva e o trabalho contínuo no controle da população de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença. “A raiva é uma zoonose com alto índice de letalidade, portanto, a vacina é a melhor medida para evitar problemas sanitários e econômicos”, alerta Vieira.

O índice de vacinação contra a raiva de herbívoros na segunda etapa de 2023 alcançou 98,53%, com cerca de cinco milhões de animais imunizados em Goiás. O compromisso dos produtores rurais com a vacinação e a declaração de rebanho é essencial para manter a segurança e a sanidade do setor pecuário no Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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