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Desaceleração nas negociações: Dia de lentidão previsto para o mercado brasileiro de Café

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O cenário para o mercado físico brasileiro de café nesta terça-feira aponta para um dia de negociações mais lentas. A Bolsa de Nova York (ICE Futures US) apresenta cotações em declínio, exercendo pressão sobre os preços internos. Além disso, a desvalorização do dólar em relação ao real pode impactar as transações voltadas para a exportação. Diante dessas condições, os produtores mostram propensão a aguardar uma estabilidade nos referenciais antes de efetivar negociações mais expressivas.

No decorrer da última segunda-feira (26), o mercado brasileiro de café manteve preços estáveis. Conforme análise da Safras Consultoria, a falta de direção na Bolsa de Nova York, caracterizada por alta volatilidade, e a fragilidade do dólar contribuíram para a estagnação nas negociações.

Houve um leve aumento de atividade pela manhã, com a presença mais significativa dos produtores quando a bolsa apresentava ganhos. Entretanto, a posterior reversão na bolsa resultou em um mercado “esvaziado”. Mesmo com o recuo final em Nova York e o dólar em território negativo, não foram observadas mudanças substanciais nos patamares de preços.

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Os valores para o café arábica de boa qualidade, com 15% de catação, mantiveram-se estáveis, sendo negociados entre R$ 1.000,00 e R$ 1.005,00 por saca. No cerrado mineiro, o café arábica de bebida dura, também com 15% de catação, apresentou preço de R$ 1.010,00 a R$ 1.015,00 por saca, sem alterações.

Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, foi cotado a R$ 900,00 a R$ 910,00 por saca, mantendo estabilidade.

O café conilon, tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, ficou entre R$ 835,00 e R$ 840,00 por saca, enquanto o 7/8 foi cotado a R$ 830,00 a R$ 835,00, ambos sem variações.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) em 26 de fevereiro de 2024 totalizaram 332.797 sacas de 60 quilos, representando um aumento de 8.640 sacas em relação ao dia anterior, conforme informações da ICE Futures.

Nova York

Os contratos com entrega em maio/24 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE) registram uma queda de 0,64%, cotados a 178,45 centavos de dólar por libra-peso. A posição maio/2024 fechou a segunda-feira a 179,60 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma baixa de 0,70 centavo, ou 0,4%.

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Câmbio

O dólar comercial registra uma baixa de 0,14%, sendo cotado a R$ 4,9739. O Dollar Index apresenta uma queda de 0,16%, atingindo 103,66 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia encerraram em alta, com Xangai subindo 1,29% e o Japão com um ganho mínimo de 0,01%. Já na Europa, as bolsas operam de forma mista, com Paris subindo 0,11% e Frankfurt 0,37%, enquanto Londres apresenta uma leve queda de 0,06%. Quanto ao petróleo, o contrato de abril do WTI em Nova York registra uma baixa de 0,28%, sendo negociado a US$ 77,36 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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