AGRONEGÓCIO

Café Brasileiro: Perspectivas de crescimento nas exportações para 2023/24

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O Rabobank, em seu mais recente relatório detalhado, apresenta estimativas e análises para o setor de agronegócio brasileiro em 2024, destacando o potencial impulsionador das ofertas favoráveis de café nas exportações. As projeções indicam um crescimento consistente na demanda, com a colheita de 2023 e a perspectiva de uma safra robusta em 2024, elevando as exportações nacionais.

O banco estima a demanda brasileira de café para 2022/23 em 21,3 milhões de sacas, representando um aumento de 0,6% em relação ao ciclo anterior. Para 2023/24, antevê-se um crescimento de 1,3%, atingindo 21,6 milhões de sacas. Considerando esses números, o Rabobank projeta exportações entre 40 e 42 milhões de sacas para o próximo ciclo.

No curto prazo, desafios como baixos estoques e problemas logísticos podem gerar volatilidade nos preços, mas a expectativa é de um alívio na oferta que deve limitar os preços ao longo de 2024, projetados próximos a USD 1,5/lp (ICE-NY).

A análise destaca a divergência nos preços entre os cafés arábica e robusta a partir do segundo semestre de 2023. Enquanto os preços do arábica apresentaram quedas em Nova Iorque (ICE-NY) e no Brasil, o robusta (ICE-Londres) experimentou um aumento significativo. As razões para essa disparidade estão relacionadas às perspectivas de produção, com o arábica prevendo um crescimento de 12%, enquanto o robusta projeta uma diminuição de 1%.

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No cenário internacional, as exportações de café brasileiro estão se recuperando, impulsionadas por uma boa safra. Apesar de um início de ano com embarques 9% abaixo do período anterior, a expectativa é de aumento nas exportações nos próximos meses. Destaque para o desempenho expressivo das exportações de café conilon, que aumentaram 111% em relação a 2022.

O relatório aborda ainda o crescimento do consumo de café no Brasil em 2023, após um ano desafiador em 2022. A Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC) aponta um aumento de 0,9% nas vendas no varejo nos primeiros 8 meses do ano. O Rabobank estima a demanda brasileira em 21,3 milhões de sacas em 2022/23, com projeção de crescimento para 21,6 milhões de sacas em 2023/24.

No entanto, desafios persistem, como a influência do El Niño nas safras futuras, incertezas geradas pela Regulação Europeia de Combate ao Desmatamento (EUDR) e recentes atrasos nos embarques de café devido à falta de logística. Apesar das incertezas, o Rabobank projeta preços do café (ICE-NY) em torno de USD 1,50/lp em média durante 2024.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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