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Desaceleração do mercado externo impacta as cotações internas do algodão

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Na última semana, o mercado internacional do algodão enfrentou um recuo em seus preços, o que, embora tenha influenciado pouco o comportamento do mercado interno durante boa parte dos dias, acabou refletindo nas cotações nacionais. A demanda permaneceu mais comedida, e os produtores ajustaram a oferta devido à disponibilidade mais restrita da fibra, conforme aponta a Safras Consultoria.

A comercialização da pluma foi moderada. Na quinta-feira (20), a indústria local negociava o algodão CIF paulista a R$ 4,21 por libra-peso, um pequeno aumento de 0,48% em relação à semana anterior, quando o valor estava em R$ 4,19. Já no Mato Grosso, em Rondonópolis, a cotação da pluma ficou em torno de R$ 4,01 por libra-peso, ou R$ 132,70 por arroba, o que representou uma queda de 0,30% em comparação com a semana anterior, quando o preço era de R$ 4,02 por libra-peso (R$ 133,10 por arroba).

Exportações de algodão de Mato Grosso mantêm crescimento

O Brasil segue com volumes recordes nas exportações de algodão. Em fevereiro de 2025, o país exportou 274,63 mil toneladas da fibra, marcando um crescimento de 6,37% em relação ao mesmo mês de 2024, o maior volume já registrado para o mês de fevereiro. Mato Grosso, o maior produtor nacional, foi responsável por 66,32% das exportações brasileiras, com 182,14 mil toneladas enviadas ao exterior.

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No acumulado da safra 2023/2024, entre agosto de 2024 e fevereiro de 2025, o estado já exportou 1,18 milhão de toneladas, um aumento de 17,35% em comparação ao mesmo período da safra anterior, representando o maior volume da história para este intervalo. Os principais destinos das exportações mato-grossenses foram Vietnã, China e Paquistão, que, juntos, responderam por mais de 57% dos embarques do estado.

Com o ritmo aquecido das exportações, a expectativa é que o Brasil, e especialmente Mato Grosso, estabeleçam novos recordes de exportação até o final do ciclo comercial da safra 2023/2024, mantendo o país como o principal exportador mundial da fibra. Essas informações foram divulgadas no Boletim Semanal do Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do suíno vivo segue pressionado pela oferta elevada e preocupa produtores

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O mercado brasileiro de suínos encerrou a semana com preços estáveis a mais baixos tanto para o animal vivo quanto para os principais cortes comercializados no atacado. O cenário continua desafiador para os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas diante da combinação entre oferta elevada e demanda ainda insuficiente para sustentar uma recuperação consistente das cotações.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o setor segue pressionado pelo excedente de oferta disponível no mercado interno e pelo comportamento cauteloso da indústria frigorífica, que mantém postura conservadora nas compras.

De acordo com o analista Allan Maia, a comercialização permanece lenta, refletindo diretamente na formação dos preços do suíno vivo. Os frigoríficos acompanham o desempenho da carne suína no atacado, que continua apresentando pouca movimentação e sem sinais concretos de valorização no curto prazo.

Expectativa de melhora no consumo nas próximas semanas

Apesar das dificuldades atuais, agentes do mercado mantêm perspectivas mais favoráveis para o consumo nas próximas semanas. Entre os fatores que podem estimular a demanda estão a entrada de salários na economia, a maior competitividade da carne suína frente à carne bovina, as temperaturas mais amenas registradas em diversas regiões do país e a aproximação da Copa do Mundo.

A carne suína tem ganhado espaço nas escolhas dos consumidores devido à diferença de preços em relação à proteína bovina, o que pode contribuir para um aumento das vendas no varejo e no atacado.

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Ainda assim, a preocupação entre os suinocultores permanece elevada. O enfraquecimento das cotações tem impactado diretamente a rentabilidade da atividade, aumentando a pressão sobre os custos de produção e reduzindo as margens do setor.

Média nacional do suíno vivo recua

Levantamento realizado pela Safras & Mercado aponta que a média nacional do quilo do suíno vivo caiu de R$ 5,38 para R$ 5,36 ao longo da semana.

No mercado atacadista, a média dos cortes de carcaça permaneceu em R$ 8,83 por quilo, enquanto o pernil registrou preço médio de R$ 11,40 por quilo.

Entre os principais estados produtores, as cotações apresentaram comportamento predominantemente estável, com algumas quedas pontuais.

Cotações regionais do suíno vivo
  • São Paulo: arroba recuou de R$ 102,00 para R$ 101,00;
  • Rio Grande do Sul: integração estável em R$ 5,70/kg; mercado independente caiu de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Santa Catarina: integração mantida em R$ 5,70/kg; mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 5,00/kg;
  • Paraná: estabilidade em R$ 5,00/kg no mercado livre e R$ 5,75/kg na integração;
  • Mato Grosso do Sul: queda de R$ 5,15 para R$ 5,10/kg em Campo Grande; integração mantida em R$ 5,65/kg;
  • Goiás: recuo de R$ 5,35 para R$ 5,25/kg;
  • Minas Gerais: estabilidade em R$ 5,60/kg no interior e R$ 5,80/kg no mercado independente;
  • Mato Grosso: estabilidade em R$ 5,50/kg em Rondonópolis e R$ 5,70/kg na integração.
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Exportações de carne suína mantêm crescimento em volume

Apesar da desaceleração observada em maio na comparação com meses anteriores, as exportações brasileiras de carne suína continuam apresentando resultados positivos.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques de carne suína in natura geraram receita de US$ 278,27 milhões durante os 20 dias úteis de maio. A média diária foi de US$ 13,91 milhões.

O volume exportado alcançou 111,16 mil toneladas no período, com média diária de 5,56 mil toneladas. Já o preço médio da carne embarcada ficou em US$ 2.503,30 por tonelada.

Na comparação com maio de 2025, houve:

  • Crescimento de 1,4% na receita média diária;
  • Aumento de 4,9% no volume médio diário exportado;
  • Redução de 3,3% no preço médio por tonelada.
Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O desempenho das exportações continua sendo um importante fator de sustentação para a suinocultura brasileira. No entanto, especialistas avaliam que uma recuperação mais consistente dos preços dependerá principalmente de um melhor equilíbrio entre oferta e demanda no mercado doméstico.

Enquanto isso, produtores acompanham com atenção o comportamento do consumo interno e a evolução dos embarques internacionais, na expectativa de que esses fatores contribuam para reduzir a pressão sobre as cotações do suíno vivo nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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