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Be8 anuncia ampliação da produção de biodiesel e nova fábrica de BeVant® no Piauí

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Expansão da Be8 em Floriano será marco para o setor de biocombustíveis

A Be8 anunciou um novo ciclo de investimentos para ampliar sua capacidade produtiva de biodiesel e instalar uma segunda fábrica dedicada ao biocombustível Be8 BeVant® na unidade de Floriano (PI). A decisão foi formalizada na última terça-feira (11), durante a COP 30, com a assinatura de uma Carta de Intenções entre o presidente da Be8, Erasmo Carlos Battistella, e o diretor-presidente do Investe Piauí, Victor Hugo Saraiva de Almeida.

O ato contou com a presença do governador do Piauí, Rafael Fonteles, no estande da Be8, localizado na Green Zone do evento, e representa um avanço significativo na estratégia da empresa para fortalecer sua atuação no Norte e Nordeste do país.

Cooperação estratégica e geração de empregos

Com o documento assinado, a Be8 dará início aos estudos de viabilidade técnica e econômico-financeira (EVTE), além do cronograma de implantação e das projeções de geração de empregos e faturamento.

O Investe Piauí apoiará a companhia na busca por parceiros estratégicos e na articulação de incentivos fiscais que viabilizem o projeto.

“Estamos honrados em firmar este compromisso, que reforça nossa meta de expandir a oferta de energias renováveis e aumentar a capacidade de produção para atender à Região Norte”, destacou Erasmo Battistella.

Segundo ele, o novo passo inclui a criação da segunda unidade de produção do Be8 BeVant®, biocombustível que foi testado com sucesso na Rota Sustentabilidade COP 30, iniciativa em parceria com a Mercedes-Benz.

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Be8 BeVant®: biocombustível com alta performance e baixo impacto ambiental

O Be8 BeVant® é um biocombustível 100% renovável e compatível com motores a diesel convencionais, podendo ser utilizado puro. Seu uso reduz significativamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e traz benefícios adicionais, como baixo índice de acidez, ausência de contaminantes, alto teor de éster e maior lubricidade, dispensando aditivos químicos.

De acordo com a empresa, o produto tem potencial para reduzir em até 99% as emissões “do tanque à roda” em comparação com o diesel fóssil. Além disso, proporciona:

  • Redução de mais de 50% nas emissões de monóxido de carbono (CO);
  • Corte de até 85% na emissão de materiais particulados;
  • Diminuição de até 90% da fumaça preta.

O BeVant® também apresenta 35% menos teor de água, menor contaminação residual (abaixo de 2 ppm) e nível de monoglicerídios inferior a 0,25%, garantindo alto desempenho e qualidade superior em relação ao diesel de baixo teor de enxofre (ULSD).

Piauí: novo polo da energia sustentável

O estado do Piauí vem se consolidando como um dos principais polos emergentes da matriz energética sustentável brasileira, com ambiente favorável a novos investimentos. O cenário inclui disponibilidade de recursos naturais, políticas públicas de incentivo, infraestrutura em expansão e um ecossistema de inovação em desenvolvimento.

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Para o diretor-presidente do Investe Piauí, Victor Hugo Saraiva de Almeida, a parceria com a Be8 simboliza o compromisso mútuo de transformar intenções globais em ações concretas.

“A celebração desta Carta de Intenções durante a COP 30 simboliza o compromisso das duas partes em colaborar ativamente para a agenda climática, convertendo intenções globais em investimentos reais e desenvolvimento regional sustentável”, afirmou Almeida.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

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O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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