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Milho tem movimentações distintas entre Chicago e B3, impulsionado por dólar, exportações e preços do petróleo

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Milho recua em Chicago no início do dia

Nesta sexta-feira (13), os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) abriram em queda, registrando realização de lucros antes do fim de semana.

  • Maio/26: US$ 4,61/bushel, baixa de 1,50 ponto
  • Julho/26: US$ 4,72/bushel, recuo de 1,75 ponto
  • Setembro/26: US$ 4,74/bushel, queda de 2,75 pontos

De acordo com o site internacional Farm Futures, o recuo inicial do milho acompanhou a queda nos preços do petróleo bruto, após os EUA anunciarem a suspensão temporária das sanções ao petróleo russo já transportado, aumentando a oferta disponível.

Bolsa Brasileira registra alta parcial nos contratos futuros

Enquanto Chicago abriu em baixa, a B3 mostrou predominância de valorização nas posições futuras do milho, por volta das 10h (horário de Brasília).

  • Março/26: R$ 71,82, leve recuo de 0,07%
  • Maio/26: R$ 75,42, alta de 0,29%
  • Julho/26: R$ 71,72, ganho de 0,34%
  • Setembro/26: R$ 71,86, alta de 0,28%

A valorização parcial na B3 é influenciada principalmente pelo aumento do dólar, que eleva a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.

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Expectativa de exportações impulsiona o mercado

Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), as exportações de milho para março foram revisadas para 801,7 mil toneladas, um crescimento de cerca de 69% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O aumento na demanda externa, aliado ao câmbio favorável, tem sustentado os preços do milho brasileiro, mesmo diante de um mercado interno com liquidez limitada em algumas regiões.

Cenário regional do mercado interno

O mercado físico do milho apresenta movimentações distintas por estado:

  • Rio Grande do Sul: preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca; preço médio estadual em R$ 57,96
  • Mato Grosso do Sul: recuperação gradual, com valores entre R$ 55,00 e R$ 57,00, impulsionados pela demanda do setor de bioenergia
  • Paraná e Santa Catarina: negociações travadas devido ao descompasso entre oferta e procura

A Emater revisou para cima a estimativa de produção no Rio Grande do Sul, projetando 5,96 milhões de toneladas para a safra 2025/26, com 803 mil hectares e produtividade média de 7.424 kg/ha. A colheita já atinge cerca de 65% da área cultivada.

Chicago fecha em alta com suporte de demanda e petróleo

Apesar da queda inicial, os contratos de milho fecharam a sessão em valorização:

  • Maio/26: US$ 4,62 ½/bushel, alta de 0,48%
  • Julho/26: US$ 4,74/bushel, ganho de 0,42%
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O movimento de alta foi sustentado pelos sinais de demanda nos EUA, principalmente para etanol, e pela valorização contínua do petróleo, influenciada pela guerra no Oriente Médio.

As vendas líquidas de milho para a temporada 2025/26 somaram 1.530.800 toneladas, lideradas pelo Japão com 670 mil toneladas, segundo dados do USDA. Para a temporada 2026/27, foram mais 500 toneladas negociadas.

Perspectivas do mercado

O cenário do milho mostra uma dinâmica complexa, com oscilações entre os mercados internacionais e interno, influenciadas por câmbio, exportações, demanda externa e preços do petróleo.

No Brasil, apesar das oscilações nos contratos futuros, a produção segue firme, com colheita avançada em estados como Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, mas com liquidez limitada em algumas regiões, refletindo desafios logísticos e oferta restrita para compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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