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Demanda fraca pressiona preços do açúcar e etanol no mercado interno brasileiro

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Mercado internacional do açúcar apresenta leve alta

Nesta terça-feira (21), o mercado internacional do açúcar opera com leve valorização. O contrato para julho/25 em Nova Iorque avançou 0,12%, sendo negociado a 17,31 cents de dólar por libra-peso. Já o contrato para outubro se manteve estável, cotado a 17,49 cents, repetindo o fechamento do dia anterior.

A valorização, porém, é limitada pelo fraco apetite dos compradores e pelas projeções de maior produção nos principais países produtores.

Clima pode favorecer safra de cana na Índia

Jim Roemer, meteorologista e diretor da Best Weather Inc., destacou em vídeo no seu canal no YouTube o impacto das condições climáticas nas lavouras de cana pelo mundo. Segundo ele, o atual cenário de neutralidade climática tem beneficiado os canaviais indianos, que já registram chuvas de monções acima da média. Esse fator deve favorecer uma safra mais produtiva no país asiático.

Queda dos preços do açúcar cristal no mercado brasileiro

No Brasil, os preços do açúcar cristal continuam em queda no mercado spot de São Paulo. Segundo o Cepea, a demanda permanece enfraquecida, e os compradores demonstram pouco interesse em negociar grandes volumes para entrega imediata. Além disso, os contratos futuros também têm registrado baixa movimentação.

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Entre os dias 19 e 23 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ (cor Icumsa 130 a 180) apresentou média de R$ 134,14 por saca de 50 kg, com queda de 3,39% em relação à semana anterior.

Por outro lado, o açúcar cristal tipo Icumsa 150 manteve preços firmes, sustentado pela menor disponibilidade no mercado interno, uma vez que grande parte da produção está direcionada para exportação.

Queda expressiva no volume negociado de etanol

No mercado de etanol, os volumes negociados sofreram forte retração na última semana. O Cepea registrou uma queda de 46% no volume de etanol hidratado negociado em comparação à semana anterior.

Essa redução está associada à cautela dos compradores, somada ao avanço da moagem, que tem levado as usinas a buscar fechar negócios a preços mais baixos.

Entre 19 e 23 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado fechou em R$ 2,6860 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), com recuo de 0,81%. Já o etanol anidro foi cotado a R$ 3,1067 por litro (líquido de impostos), apresentando queda de 0,79% no mesmo período.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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