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Mato Grosso sediará Congresso Mundial da Carne

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Um dos principais fóruns globais de debates sobre proteína animal será realizado em Mato Grosso e reunirá representantes deste segmento do mundo todo. O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) e o Secretariado Internacional de Carne (IMS) irão promover o Congresso Mundial da Carne – World Meat Congress (WMC)”, em Cuiabá. O importante evento acontecerá no 2º semestre de 2025 e abordará temas relacionados à produção, processamento, regulação e ao consumo de proteína animal.

A Diretora Executiva do Imac, Paula Queiroz Sodré afirma que realizar o congresso internacional em Cuiabá irá inserir Mato Grosso em discussões estruturais sobre a cadeia produtiva de proteína animal.

“A partir do conhecimento que desenvolvemos ao longo de décadas, podem surgir novas soluções para serem aplicadas mundo afora. Toda proteína animal entra em discussão, bovina, suína, peixes, aves e outras. O Estado figura entre os maiores produtores de proteína animal do mundo. Se Mato Grosso fosse um país, hoje estaria na sétima posição em termos de produção e exportação. É preciso ter essa consciência de que Mato Grosso tem um diferencial. Essa capacidade toda de produção e qualidade pode inspirar mudanças”, disse Paula.

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O congresso WMC acontece bianualmente e já passou por países como Estados Unidos, Argentina e Uruguai. A última edição foi realizada na Holanda. E Mato Grosso é o estado brasileiro escolhido para sediar a edição de 2025, no segundo semestre do ano.

Tanto o Imac como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) serão as únicas entidades brasileiras do setor que irão representar o Brasil nesse fórum de discussão. Será o momento de entender as ameaças e criar oportunidades para atendimento dos interesses da sociedade e dos consumidores de proteína animal.

Número expressivos

Com maior rebanho nacional, de pouco mais de 34 milhões de cabeças de gado, a carne bovina de Mato Grosso alcançou boa participação no mercado internacional em 2023, com um volume exportado de 589,19 mil toneladas em equivalente carcaça. Com este resultado, o ano que passou teve o segundo maior volume exportado, ficando atrás apenas de 2022, quando a exportação foi cerca de 3% maior.

E o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) vem promovendo informações sobre a sustentabilidade e qualidade da carne de Mato Grosso pelo mundo.

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Mato Grosso produziu 6 milhões de animais para a produção de carne bovina em 2023. Exportamos proteína animal para mais de 80 mercados. Os produtores utilizam muitas tecnologias para produzir hoje animais mais jovens e de altíssima qualidade.

World Meat Congress – WMC

Há décadas o WMC é um importante evento para todas as partes interessadas na cadeia de valor da carne em todo o mundo, onde são discutidos desafios e oportunidades relevantes relacionados com a produção de proteínas.

Com a participação internacional de diferentes setores integrantes da cadeia produtiva da carne, na programação serão abordadas questões como as melhorias na produtividade, sustentabilidade, temas relativos à sanidade, negociações comerciais, cuidados com os animais, nutrição e tendências de consumo.

Serão realizados painéis sobre temas específicos, análises das tendências do mercado atual da carne no mundo e apresentações de pesquisas científicas que proponham mecanismos para produção sustentável. Além de discutir desafios difíceis, incluindo as barreiras não tarifárias e proteínas desenvolvidas em laboratórios.

Fonte: Assessora de Imprensa IMAC

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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