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Delegação do Vietnã Visita o Brasil em Busca de Parcerias no Setor Sucroenergético

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Entre os dias 7 e 11 de outubro, o Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil), por meio do Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, receberão uma delegação do Vietnã para uma série de visitas e rodadas de negócios no Brasil. O país é amplamente reconhecido como uma referência mundial na produção de açúcar e etanol, atraindo a atenção de autoridades e representantes do setor sucroenergético internacional em busca de parcerias e intercâmbio tecnológico.

A presença do Vietnã no Brasil se deve à experiência do país na indústria sucroenergética, especialmente em práticas de produção sustentável e na eficiente utilização do bagaço de cana-de-açúcar para cogeração de energia. “O protagonismo brasileiro na produção de etanol, mobilidade sustentável e energia renovável atrai outros países, como o Vietnã. Durante a semana, a delegação terá a oportunidade de conhecer tecnologias que podem ser replicadas para promover a eficiência energética e a sustentabilidade agrícola em suas produções”, afirmou Henrique Berbert de Amorim Neto, presidente do Apla.

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A programação contempla visitas a quatro cidades do interior de São Paulo: São Paulo, Sorocaba, Piracicaba e Ribeirão Preto. No dia 7 de outubro, a delegação visitará a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (ÚNICA), além da fábrica da Toyota em Sorocaba. Em 8 de outubro, os convidados seguirão para Piracicaba, onde participarão de rodadas de negócios do Brazil Sugarcane Bioenergy Solution no Parque Tecnológico e visitarão a Usina Costa Pinto. No dia 9, a programação inclui uma visita ao Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), e em 10 de outubro, a delegação irá a Ribeirão Preto para conhecer a Usina da Pedra e o Instituto Agronômico de Campinas.

Sobre o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution

Desde 2007, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution é uma parceria entre o Apla e a ApexBrasil que reúne empresas e instituições públicas e privadas do setor sucroenergético. O projeto abrange toda a cadeia agroindustrial da cana-de-açúcar, desde o desenvolvimento de tecnologias e fabricação de máquinas até a ampliação de variedades de cana e a prestação de serviços.

Diversas ações são implementadas pelo projeto, destacando-se o Projeto de Promoção Comercial de Exportações, que, em parceria com a ApexBrasil, organiza rodadas de negócios em diferentes países e participa de feiras, conferências e encontros com especialistas do setor. Além disso, no âmbito do Projeto Comprador e Imagem, o Apla e a ApexBrasil recebem potenciais compradores interessados no mercado sucroenergético brasileiro, visando fomentar e expandir as oportunidades de comércio exterior.

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As empresas brasileiras que desejam participar do projeto setorial devem estar vinculadas ao setor sucroenergético e apresentar um portfólio de produtos, serviços ou soluções com potencial exportador. Mais informações estão disponíveis no site www.portalapla.org.br.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

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As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

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A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

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O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

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