AGRONEGÓCIO
Zoetis destaca avanços na reprodução bovina e oportunidades do mercado durante o GERAR Corte 2025
Publicado em
19 de novembro de 2025por
Da Redação
Mercado aquecido e desafios da pecuária em 2025
Em um cenário marcado pela valorização do bezerro, aumento no abate de fêmeas e recordes de exportação de carne bovina, a Zoetis, líder mundial em saúde animal, promoveu mais uma edição do GERAR Corte 2025. O evento consolidou-se como uma das principais plataformas técnicas de discussão sobre reprodução bovina no Brasil, reunindo especialistas e produtores para debater os rumos do setor.
19 anos de dados e evolução tecnológica na reprodução
Nesta edição, o GERAR Corte apresentou o 19º Caderno GERAR, com análises baseadas em 1,4 milhão de dados de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), coletados em fazendas de diferentes regiões do país.
Os resultados mostraram taxa média de prenhez de 50%, com um terço das propriedades acima dessa média, evidenciando o potencial de crescimento do sistema reprodutivo brasileiro por meio do uso contínuo de tecnologias.
Criado pela Zoetis em parceria com o professor José Luiz Moraes Vasconcelos, o GERAR (Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho) reúne há quase duas décadas o maior grupo de médicos-veterinários atuantes em reprodução bovina no país — cerca de 450 profissionais que participam anualmente de seis encontros regionais.
Conexão entre elos da cadeia e estratégias produtivas
De acordo com Vasconcelos, o GERAR Corte 2025 teve como foco aproximar os diferentes elos da cadeia pecuária, promovendo o diálogo entre frigoríficos, consultores e produtores.
“Nosso propósito é levar conhecimento e estratégias práticas que aumentem a eficiência reprodutiva. Com o mercado aquecido e o bezerro valorizado, investir em tecnologias que melhorem a taxa de prenhez e concentrem partos no início da estação é essencial para garantir rentabilidade e produtividade”, afirma.
Dados apontam avanços e oportunidades
Entre os destaques do levantamento, as novilhas induzidas e inseminadas nos primeiros 60 dias da estação de monta apresentaram 3,2 pontos percentuais a mais de prenhez em comparação às não induzidas — resultado que reforça a importância do manejo técnico e do uso de biotecnologias reprodutivas.
Outro ponto relevante foi a baixa taxa de ressincronização, observada em menos de 60% das matrizes. Segundo os especialistas, a prática é fundamental para aumentar a eficiência produtiva, concentrar partos e reduzir o tempo da estação de monta, favorecendo a uniformidade e a produtividade dos rebanhos.
Sustentabilidade e inovação como pilares do futuro da pecuária
Para Francisco Lopes, gerente técnico de Reprodução da Zoetis, o GERAR continua sendo um espaço essencial de troca de conhecimento e inovação, estimulando práticas que conectam os diferentes segmentos da pecuária de corte.
“Com base em dados e tecnologia, buscamos fomentar uma pecuária mais técnica, produtiva e sustentável”, ressalta.
Com abordagem prática e foco em resultados, o GERAR Corte 2025 reafirmou que o uso inteligente das tecnologias Zoetis representa um grande potencial de avanço para a eficiência reprodutiva e a gestão de rebanhos de alta performance, consolidando o evento como referência no setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões
Published
4 horas agoon
3 de agosto de 2026By
Da Redação
As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.
Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.
As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.
No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.
O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.
A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.
A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.
Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.
O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.
A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.
Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.
O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.
Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.
O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.
No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.
Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.
A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.
Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.
Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.
Fonte: Pensar Agro
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