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Defasagem Salarial dos Fiscais Agropecuários no RS: Uma Década de Perdas

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Nos últimos dez anos, os fiscais estaduais agropecuários do Rio Grande do Sul enfrentaram uma queda significativa em seus salários, com perdas que chegam a 62,3%, conforme levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Essa estimativa considera a inflação acumulada pelo IPCA/IBGE no período de novembro de 2014 a abril de 2024, apesar do reajuste geral de 6% concedido pelo governo estadual em 2022.

Giuliano Suzin, vice-presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), lamenta o cenário desafiador enfrentado pela categoria, essencial para o agronegócio gaúcho em diversas frentes, desde crises sanitárias até desastres naturais. Ele questiona a falta de valorização por parte do governo estadual diante das necessidades crescentes da profissão.

A defasagem salarial impacta ainda mais com o aumento dos custos básicos, como alimentação, evidenciado pelo aumento de 234% no custo da cesta básica do Dieese desde 2014. Enquanto isso, o salário base dos fiscais agropecuários permanece estagnado em R$ 3.370,02, muito abaixo dos pisos salariais de outras profissões relacionadas, como engenheiros agrônomos e médicos veterinários.

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Contribuição Essencial para o Agronegócio

Apesar das dificuldades enfrentadas, os fiscais agropecuários continuam desempenhando um papel crucial na valorização e no desenvolvimento da produção agropecuária gaúcha. Responsáveis pelo controle sanitário e pela abertura de novos mercados de exportação, esses profissionais são fundamentais para manter o estado livre de febre aftosa sem vacinação e para controlar pragas como o greening em pomares de citros.

A diretora da Afagro, Aline Lima de Souza, destaca a preocupação com a evasão de profissionais qualificados devido à falta de reconhecimento salarial adequado. Ela ressalta a importância urgente de uma reestruturação das carreiras para garantir a manutenção e o fortalecimento da fiscalização agropecuária no estado.

Enquanto celebram o Dia do Fiscal Estadual Agropecuário, instituído pela Assembleia Legislativa do RS em 2014, os fiscais enfrentam um ambiente desafiador, sem motivos adicionais para comemorar diante das condições salariais e estruturais desfavoráveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão leva regularização fundiária ao bairro Dr. Fábio Leite II a partir desta quarta (29)

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, realiza, a partir desta quarta-feira (29) até o dia 6 de maio, com exceção do feriado do Dia do Trabalhador, um mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Dr. Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis.

O atendimento será realizado das 09h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18. Para dar início ao processo de regularização, é necessário apresentar os documentos originais, conforme o estado civil. Confira os documentos necessários ao final da matéria.

A iniciativa tem como objetivo garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis. Durante o mutirão, os moradores poderão receber orientações sobre a documentação necessária, entregar documentos pendentes e contar com o apoio da equipe social para dar andamento ao processo de regularização fundiária.

De acordo com a secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Michelle Dreher, a ação busca facilitar o acesso da população ao direito à moradia regularizada, aproximando os serviços da Prefeitura da comunidade e agilizando os procedimentos. “O atendimento começa nesta quarta-feira (29), vai até quinta-feira e retorna de segunda a quarta-feira (6), na próxima semana”, afirmou a secretária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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