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Decreto gaúcho para o leite traz medidas importantes para conter crise do setor

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A resposta do governo do Rio Grande do Sul, em menos de duas semanas do lançamento da Fenasul Expoleite, onde o setor reivindicou medidas do Estado para combater a falta de competitividade do leite em relação aos produtos importados, foi satisfatória, mas infelizmente não pode ser adotada imediatamente. A avaliação é do presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang. Decreto foi apresentado na tarde desta quinta-feira, 18 de abril, em ato no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, em Porto Alegre (RS).

Assinado pelo governador em exercício, Gabriel Souza, o decreto de estímulo e fortalecimento do setor leiteiro gaúcho prevê a vedação, a partir de 2025, da utilização de benefícios fiscais por empresas que adicionem leite em pó ou queijo importados no processo industrial. A medida também se aplica a produtos de fora do país adquiridos dentro do mercado brasileiro. O objetivo é incentivar o uso de leite e queijo de produção no mercado interno, o que fortalece a indústria local, os produtores rurais e as cooperativas gaúchas.

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, falando em nome dos produtores e entidades produtivas, agradeceu ao governo por ter ouvido o chamado do setor. Destacou que a medida é interessante, mas lamenta que o decreto não pode ser adotado imediatamente por força de lei. O dirigente lembrou dos investimentos feitos pelos produtores na qualidade do produto, mas que faltava essa competitividade contra o produto importado. “O produtor se adaptou, investiu em sanidade e qualidade. E é esse produtor que investiu, que entrega o seu leite, que hoje está apenando, com dificuldade. E nós, se queremos ter a competitividade, temos que ter as mesmas regras. Portanto, aqui está o governador ajudando-nos a aliviar um pouquinho essa injustiça, nessas regras e tornando-nos um pouco mais competitivos”, observou.

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Tang agora espera que o governo federal seja ágil e também se atente para trabalhar em medidas para os produtores de leite. “O governo federal também deve fazer algo em proteção aos produtores de leite. Nós precisamos dessas medidas, somos uma cadeia que perdeu mais de 50% dos seus produtores aqui no Rio Grande do Sul nos últimos anos, portanto é urgente que se realizem outras medidas como essa”, salientou.

O governador em exercício, Gabriel Souza, afirmou que o governo do Estado está buscando proteger o seu produtor de leite que hoje tem um acordo no Mercosul muito desfavorável na medida em que há incentivos para a importação de leite em pó e outros produtos lácteos. Salientou que o Rio Grande do Sul já praticava alíquota de 12% para o leite em pó importado e de 17% para a mussarela importada, como uma política protetiva do ponto de vista tributário ao produtor rural. “Agora, nós estamos avançando, sendo o Estado brasileiro que mais protege o produtor de leite”, destacou, explicando que será condicionado o acesso ao benefício do crédito presumido às indústrias de produtos lácteos, ou seja, para usufruir do benefício terá que comprar leite nacional, especialmente o gaúcho.

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De acordo com Souza, a expectativa é aumentar o consumo de leite gaúcho, melhorando o preço na regra de oferta e demanda do mercado, uma vez que hoje o produtor recebe um valor abaixo do custo de produção. O governador em exercício colocou, ainda, que espera que as medidas anunciadas pelo Estado possam servir de inspiração ao governo Federal, “que é quem trata no país dos acordos comerciais bilaterais, em especial no âmbito do Mercosul”. “Nós sabemos que os acordos bilaterais têm perdas e ganhos dos países, mas no que tange à perda que o Brasil está tendo, do ponto de vista comercial, em relação ao leite, está pesando demais sobre uma atividade tão produtiva que gera emprego e renda no minifúndio, na pequena propriedade rural. Então, fica aqui também o nosso registro de que o governo do Rio Grande do Sul solicita que o governo Federal revise esta política comercial bilateral que pratica hoje no Mercosul”, finalizou.

O decreto será publicado nesta sexta-feira, 19 de abril, no Diário Oficial do Estado. Também participaram do ato, entre outras autoridades, os secretários da Agricultura, Giovani Feltes, do Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo, secretário do Desenvolvimento Rural, Ronaldo Santini, além de representantes de entidades da cadeia produtiva.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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