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Reforma Tributária intensifica exigência sobre emissão da Nota Fiscal Eletrônica no agronegócio

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A nova Reforma Tributária, que unificará tributos sobre o consumo no Brasil a partir de 2026, traz mudanças significativas para os produtores rurais. Uma das principais adaptações será o rigor no controle e emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que se tornará peça fundamental para o cálculo, compensação e rastreamento do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA dual).

Nova realidade fiscal para produtores rurais

Com a implementação dos tributos CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), todas as etapas da produção e comercialização no setor agropecuário precisarão ser registradas digitalmente. Isso abrange desde a venda direta da produção até a compra de insumos.

Viviane Morales, diretora administrativa da Lastro Agronegócios, destaca a importância da NF-e nesse processo: “Será por meio da Nota Fiscal Eletrônica que o produtor poderá comprovar quanto pagou de imposto e qual valor tem direito a receber de ressarcimento”.

Obrigatoriedade da NF-e vigente desde fevereiro de 2025

A emissão da NF-e tornou-se obrigatória em todo o país a partir de fevereiro de 2025, após um período de implantação e discussões sobre o sistema. Contudo, segundo Viviane Morales, muitos produtores ainda não cumprem essa exigência, o que representa um alerta para o setor.

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“Antes de falarmos da Reforma Tributária, precisamos olhar para a situação atual, que ainda não é satisfatória”, afirma a especialista.

Riscos para quem não se adequar à nova exigência

Gustavo Venâncio, diretor comercial da Lastro Agronegócios, reforça que a correta emissão da NF-e será indispensável para garantir o ressarcimento do crédito tributário acumulado, além de evitar problemas fiscais e perda de competitividade.

“No novo modelo, o imposto será calculado por nota fiscal emitida. As informações declaradas nas notas de entrada e saída serão a base da apuração tributária. Isso não é mais uma escolha, mas uma exigência legal”, alerta.

Recomendações para o setor

A Lastro Agronegócios orienta os produtores a profissionalizarem o controle fiscal, revisarem seus processos internos, capacitar suas equipes e buscar apoio especializado para se adaptar ao novo modelo.

“Não dá mais para deixar tudo na mão do contador ou emitir notas somente no momento da entrega. O produtor precisa entender o papel estratégico da NF-e no novo sistema tributário”, finaliza Viviane Morales.

Entenda a Reforma Tributária

Aprovada em 2023, a Reforma Tributária será implementada gradualmente a partir de 2026 e adotará o modelo de IVA dual, que substituirá tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por duas contribuições: CBS (federal) e IBS (estadual/municipal). O objetivo é simplificar o sistema, reduzir a cumulatividade e facilitar o crédito tributário na cadeia produtiva.

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Importância da NF-e no agronegócio

A Nota Fiscal Eletrônica é um documento digital que formaliza a circulação de mercadorias e prestação de serviços. No agronegócio, ela garante rastreabilidade, regularidade fiscal e será essencial para comprovar o crédito do imposto pago e a legalidade das operações, sendo fundamental para a saúde financeira do produtor no novo cenário tributário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

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Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

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É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

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O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

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