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Declaração de Renda será Obrigatória para Produtores Rurais com Faturamento Superior a R$ 169,4 mil em 2024

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Os produtores rurais já podem iniciar o processo de declaração de Imposto de Renda referente ao ano de 2024. A Receita Federal liberou o preenchimento da declaração no dia 17 de março, com prazo final para o envio até 30 de maio. A contadora Fabiane Machado, representante da Guapo Consultoria – Sucessão de Negócios Familiares, esclarece que o aumento na tabela de isenção do Imposto de Renda impactou diretamente o limite de faturamento para a atividade rural. Dessa forma, os produtores com receita bruta superior a R$ 169,44 mil estarão obrigados a declarar. Aqueles que desejam compensar prejuízos de exercícios anteriores ou do próprio ano-base de 2024 também precisarão realizar a declaração.

Além disso, Fabiane explica que existem outras situações de obrigatoriedade que envolvem, não apenas os produtores, mas também os demais contribuintes. “Quem, em 31 de dezembro de 2024, possuía bens ou direitos, incluindo a terra nua, cujo valor total fosse superior a R$ 800 mil, ou obteve rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil, deverá declarar. O mesmo se aplica àqueles que optaram pela atualização a valor de mercado dos seus bens imóveis neste ano”, detalha a especialista.

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Em relação ao preenchimento dos dados da atividade rural, Fabiane destaca a necessidade de atenção especial quanto à forma de exploração dos imóveis, seja ela individual, em parceria ou arrendamento. “É fundamental informar corretamente no campo de Pagamentos o valor e os dados do proprietário da terra”, orienta. A contadora ainda ressalta que as áreas exploradas devem ser compatíveis com o faturamento declarado.

As receitas e despesas precisam incluir todos os imóveis, considerando o percentual de participação nas parcerias. No caso da pecuária, é importante que os dados das movimentações do rebanho coincidam com o relatório da inspetoria do município onde a atividade é realizada. “A correção dos dados referentes aos bens da atividade e sua atualização na declaração, bem como a inclusão das dívidas vinculadas à atividade rural, deve ser feita com base nos informes de rendimentos fornecidos pelas instituições financeiras”, explica Fabiane.

Por fim, a especialista alerta que produtores com faturamento superior a R$ 4,8 milhões em 2024 deverão entregar o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), também com prazo até 30 de maio de 2025. Nesse caso, as informações prestadas nas duas declarações devem ser compatíveis. “Os produtores devem estar atentos, manter toda a documentação de suas operações de forma idônea e realizar a declaração de Imposto de Renda de maneira segura”, conclui.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo permite ao produtor reduzir impactos do clima e aumentar a previsibilidade da produção agrícola

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A agricultura brasileira vive um cenário de contrastes. Ao mesmo tempo em que registra recordes de produção e reforça sua importância econômica, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à irregularidade climática, custos elevados e à necessidade constante de ganho de produtividade.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o país atingiu uma safra histórica de 346,1 milhões de toneladas em 2025. No entanto, as projeções para 2026 indicam leve retração, influenciada principalmente por condições climáticas adversas e margens mais pressionadas no campo. O contexto reforça uma mudança estrutural no setor: o aumento da produção depende cada vez mais de eficiência, e não apenas de expansão de área.

Produção agrícola no Espírito Santo e Minas Gerais enfrenta desafios climáticos

Esse movimento já é perceptível em polos produtivos estratégicos do país. Na Região Serrana do Espírito Santo, culturas como hortifrúti e gengibre ganham relevância econômica, mas enfrentam desafios ligados à retenção de água no solo e à manutenção do vigor das plantas em períodos de estresse hídrico.

O gengibre, inclusive, se destaca como uma das culturas relevantes da agricultura capixaba, integrando uma cadeia produtiva em expansão no estado.

Já no Alto Paranaíba, em Minas Gerais, a cafeicultura segue como principal atividade. A produção nacional de café deve alcançar cerca de 66,2 milhões de sacas em 2026, um crescimento de 17,1%, impulsionado por condições climáticas mais favoráveis e pela adoção de tecnologias no campo. Ainda assim, o desempenho da cultura permanece altamente dependente da regularidade das chuvas e de um manejo eficiente ao longo do ciclo produtivo.

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Tecnologias agrícolas ampliam eficiência no uso da água e no desenvolvimento das plantas

Diante desse cenário, tecnologias voltadas à gestão hídrica e ao desenvolvimento fisiológico das plantas têm ganhado espaço no campo. Soluções como géis agrícolas e compostos naturais vêm sendo utilizadas para melhorar a disponibilidade de água no solo, reduzir perdas e aumentar o aproveitamento de insumos.

Na prática, produtos como o HyB Plus atuam na retenção e liberação gradual de água na zona radicular, favorecendo o desenvolvimento inicial das culturas e reduzindo os impactos de períodos de estiagem. Já soluções aplicadas à irrigação, como a linha HB 10, têm como foco aumentar a eficiência da água aplicada, reduzindo perdas por percolação e melhorando sua distribuição no solo.

Além disso, produtos naturais como Hapan e Valko atuam no estímulo fisiológico das plantas, contribuindo para maior equilíbrio e melhor resposta produtiva ao longo do ciclo.

Tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser estratégia de produção

Segundo o gerente comercial da Hydroplan-EB, Francisco Carvalho, empresa referência na aplicação de gel na agricultura e no uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, o avanço dessas tecnologias reflete uma mudança na forma como o produtor rural gerencia a lavoura.

“O produtor rural hoje precisa produzir mais com menos margem para erro. A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser parte da estratégia. Quando falamos de água e desenvolvimento de planta, estamos falando diretamente de produtividade e previsibilidade de resultado”, afirma.

Agricultura mais técnica busca estabilidade e eficiência produtiva

No campo, essa transformação já é perceptível. O foco do produtor deixa de estar apenas no volume produzido e passa a incluir fatores como estabilidade de resultados, qualidade da produção e melhor uso dos recursos disponíveis.

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Em um ambiente cada vez mais técnico e exigente, a capacidade de adaptar o manejo às condições climáticas e do solo pode ser determinante não apenas para o aumento da produtividade, mas também para a viabilidade econômica da atividade.

A tendência indica que essa mudança não é pontual, mas estrutural, consolidando um novo modelo de gestão agrícola baseado em eficiência e previsibilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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