AGRONEGÓCIO

Exportação de soja do Brasil dispara em abril e line-up aponta mais de 19 milhões de toneladas

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O mercado brasileiro de soja mantém ritmo acelerado nas exportações em 2026, com projeções robustas para os embarques nos principais portos do país. Dados atualizados do line-up indicam avanço significativo frente ao ano anterior, consolidando o Brasil como protagonista global no fornecimento da oleaginosa.

Mercado externo: demanda global sustenta embarques elevados

A demanda internacional por soja segue firme, impulsionando o ritmo de exportações brasileiras. O Brasil continua sendo o principal fornecedor global, especialmente para mercados asiáticos, em um cenário de competitividade elevada e boa oferta interna.

Esse ambiente externo favorável tem sustentado volumes expressivos de embarques, com expectativa de continuidade ao longo do segundo trimestre.

Mercado interno: logística portuária acompanha ritmo forte

No mercado interno, a programação de embarques — conhecida como line-up — aponta para intensa movimentação nos portos brasileiros. A logística segue como fator-chave para garantir o escoamento da safra recorde, com operações concentradas principalmente nos corredores de exportação.

O bom desempenho operacional tem permitido avanço consistente nos volumes programados, mesmo diante de desafios pontuais.

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Preços e volumes: abril registra forte crescimento nas exportações

Segundo levantamento da Safras & Mercado, o line-up prevê a exportação de 19,082 milhões de toneladas de soja em grão em abril de 2026.

O volume representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram embarcadas 13,476 milhões de toneladas.

Para maio de 2026, a programação indica embarques de 5,785 milhões de toneladas, após março ter registrado 15,860 milhões de toneladas.

Indicadores: acumulado do ano mantém ritmo superior

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o line-up projeta embarques de 52,046 milhões de toneladas de soja.

O volume supera levemente o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando, de acordo com dados da Secex, foram exportadas 51,526 milhões de toneladas.

O indicador reforça a consistência do fluxo de صادرات brasileiras ao longo do ano.

Análise: Brasil reforça liderança global nas exportações de soja

O avanço dos embarques em abril evidencia a força da soja brasileira no mercado internacional, sustentada por oferta elevada, demanda aquecida e competitividade logística.

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Apesar de uma programação mais moderada para maio, o acumulado do ano segue robusto e aponta para mais um ciclo positivo nas exportações.

A tendência é de manutenção do ritmo elevado no curto prazo, com o desempenho dos portos e a demanda externa sendo determinantes para a continuidade desse cenário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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