AGRONEGÓCIO

Debate em Belo Horizonte Explora Impactos da Reforma Tributária na Economia Brasileira

Publicado em

No próximo dia 10 de setembro de 2024, Belo Horizonte será o palco de um importante evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC), através do Chapter MG, em parceria com a William Freire Advogados e Associados. O encontro, intitulado “Reforma Tributária: Aspectos Gerais e Setoriais”, reunirá especialistas e empresários para analisar as recentes mudanças tributárias e seus reflexos na economia nacional.

A reforma tributária de 2024 introduziu a promessa de desoneração de diversos bens e serviços, particularmente em transações B2B, com uma alíquota geral estimada em até 28%, conforme dados do Ministério da Fazenda. Embora muitos detalhes ainda precisem ser definidos e regulamentados, é claro que a redução e simplificação tributária visam diminuir custos operacionais e facilitar processos de exportação, fortalecendo a competitividade. No entanto, é fundamental compreender como essas alterações afetarão os negócios.

O evento terá como objetivo esclarecer como transformar as mudanças tributárias em oportunidades de negócios, com foco nos setores de mineração, energia e agronegócio. “Queremos traduzir essas complexas mudanças jurídicas em um entendimento prático e estratégico para as empresas brasileiras, especialmente para investidores e empreendedores que buscam expandir suas operações no Brasil”, afirma Tiago de Mattos, coordenador geral do Chapter MG e sócio líder da área de Mineração da William Freire Advogados Associados. “Nosso propósito é oferecer uma visão clara do cenário, ajudando os tomadores de decisão a se prepararem de forma eficaz, analisando tanto as propostas da reforma quanto as tendências futuras.”

Leia Também:  Há 30 anos, Plano Real derrubava hiperinflação e estabilizava economia

O evento contará com dois painéis principais: “Aspectos Gerais da Reforma Tributária sobre o Consumo” e “Efeitos Setoriais da Reforma Tributária”. Entre os palestrantes estão Rodrigo Pires, advogado e mestre em Direito Público pela PUC Minas; Bruno Feitosa, advogado e mestrando em Direito Tributário pela UFMG; Pamella Pires, advogada especializada em Direito Tributário; Brenda Aguiar, advogada graduada em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos; Paulo Honório, mestre em Direito pela USP e pela UFMG; e Gabriela Pessoa, especialista tributária na Samarco.

A reforma tributária também promete impulsionar Minas Gerais, que registrou um superávit da balança comercial de US$ 24,5 bilhões em 2023, potencializando a competitividade global do estado.

  • As inscrições para o evento estão disponíveis através do link: Sympla.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1 milhão de toneladas no primeiro quadrimestre

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026, impulsionadas principalmente pela demanda da China, dos Estados Unidos e de mercados estratégicos da América do Sul e Europa. Apenas em abril, o Brasil embarcou 288,7 mil toneladas da proteína, consolidando mais um mês de crescimento para o setor frigorífico nacional.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, mostram que o volume exportado em abril avançou 5,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando os embarques somaram 274,1 mil toneladas.

Na comparação com março deste ano, o crescimento foi de 6,6%, reforçando a continuidade do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina no mercado internacional.

Receita das exportações cresce quase 30% em abril

Além do aumento no volume exportado, o setor registrou forte avanço na receita cambial.

O faturamento das exportações brasileiras de carne bovina atingiu US$ 1,719 bilhão em abril de 2026, alta de 29,1% na comparação anual e crescimento de 15,9% frente ao mês anterior.

O desempenho reflete tanto o aumento da demanda internacional quanto a valorização média dos preços da proteína bovina brasileira no mercado global.

Os produtos in natura continuam liderando a pauta exportadora, representando 87,3% de todo o volume embarcado pelo Brasil no mês.

China amplia liderança e responde por quase metade das exportações

A China manteve posição isolada como principal destino da carne bovina brasileira em abril.

O país asiático importou 138,9 mil toneladas da proteína, gerando receita de US$ 886,5 milhões. O volume embarcado para os chineses cresceu 28,8% em relação a abril do ano passado.

Leia Também:  Ação contra exploração sexual infantil resulta em 115 presos em MG

Com isso, a China respondeu sozinha por 48,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição entre os maiores compradores da proteína brasileira, com 42,4 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 279,9 milhões.

Na sequência estão:

  • Chile: 10,5 mil toneladas e US$ 62,1 milhões;
  • União Europeia: 8,7 mil toneladas e US$ 78,4 milhões.
Brasil supera 1 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil exportou 1,091 milhão de toneladas de carne bovina, resultado que representa crescimento de 14,6% sobre o mesmo período do ano passado.

No primeiro quadrimestre de 2025, os embarques haviam somado 951,5 mil toneladas.

A receita total do setor alcançou US$ 6,047 bilhões no acumulado do ano, avanço expressivo de 32,8% frente ao mesmo intervalo de 2025.

Mais uma vez, a China liderou as compras da proteína brasileira no acumulado anual:

  • 474,2 mil toneladas importadas;
  • US$ 2,724 bilhões em receita;
  • participação de 43,5% no volume total exportado;
  • fatia de 45% do faturamento do setor.
Estados Unidos, Chile, Rússia e União Europeia ampliam compras

Os Estados Unidos seguem ampliando participação nas importações de carne bovina brasileira.

Entre janeiro e abril, os americanos compraram 149,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 962,5 milhões. O país respondeu por 13,7% de todo o volume exportado pelo Brasil no período.

Outros destaques do quadrimestre incluem:

  • Chile: 49,5 mil toneladas e US$ 286,6 milhões;
  • Rússia: 40,4 mil toneladas e US$ 178,8 milhões;
  • União Europeia: 34,7 mil toneladas e US$ 299,7 milhões.
Leia Também:  Transição energética: Brasil pode se tornar peça-chave no fornecimento global de insumos para biocombustíveis até 2050

A União Europeia apresentou crescimento de 17,7% no volume importado em comparação ao mesmo período de 2025.

Oriente Médio registra retração nas compras em abril

Apesar do cenário positivo nas exportações totais, alguns mercados do Oriente Médio e regiões impactadas pelo conflito geopolítico apresentaram retração nas compras de carne bovina brasileira em abril.

Os Emirados Árabes Unidos registraram uma das maiores quedas do período. As importações caíram de 3.147 toneladas em março para apenas 606 toneladas em abril, recuo de 80,7%.

Na comparação anual, a redução chegou a 84,3%.

Outros mercados também apresentaram retração:

  • Turquia: queda de 58,9% frente a março;
  • Israel: recuo mensal de 40,8%;
  • Líbia: redução de 57,9%;
  • Egito: baixa de 10,8% no comparativo mensal.

Mesmo com a desaceleração em parte do Oriente Médio, o setor segue sustentado pela forte demanda asiática e pela ampliação das compras em mercados estratégicos.

Setor mantém perspectiva positiva para 2026

O desempenho das exportações reforça a competitividade da carne bovina brasileira no cenário internacional, sustentada pela elevada capacidade produtiva, diversificação de mercados e forte demanda global por proteína animal.

A expectativa do setor é de manutenção do ritmo positivo ao longo de 2026, especialmente diante da continuidade das compras chinesas, do crescimento das exportações para os Estados Unidos e da abertura de novos mercados para a proteína brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA