AGRONEGÓCIO

Cuidados Essenciais na Aquisição de Chácaras e Sítios: Guia para uma Compra Bem-Sucedida

Publicado em

Possuir uma propriedade rural é o sonho de muitas famílias brasileiras, especialmente para aquelas que vivem em grandes centros urbanos e buscam um refúgio tranquilo para relaxar e se conectar com a natureza. No entanto, antes de adquirir uma chácara ou um sítio, é fundamental prestar atenção a diversos detalhes para garantir uma compra bem-sucedida e um uso eficiente do imóvel. Além da documentação, é essencial definir a finalidade do espaço e planejar os custos de manutenção.

Georgia Oliveira, CEO do portal especializado em propriedades rurais Chaozão, explica: “A compra de um imóvel rural deve ser guiada pela destinação pretendida. Chácaras e sítios são procurados por pessoas que desejam propriedades menores para lazer, como passar os finais de semana, receber amigos e familiares, ou até mesmo para uso como segunda residência. Além disso, essas propriedades podem ser usadas para pequenos cultivos, criação de animais, como porcos e galinhas, ou até mesmo para pequenos rebanhos de vacas leiteiras.”

Para aqueles que têm uma vida urbana, entender a diferença entre chácara e sítio é crucial. Chácaras são propriedades rurais menores, destinadas a atividades agrícolas e/ou pecuárias em pequena escala, além de lazer. Geralmente, são terrenos a partir de mil metros quadrados, podendo chegar até 12 hectares. Por outro lado, sítios são propriedades intermediárias, com áreas entre 12 e 97 hectares, que podem ser comparadas a mini fazendas.

Leia Também:  Estimativa da Conab para safra de grãos 2024/25 aponta produção recorde de 322,47 milhões de toneladas

Na hora da compra, um dos primeiros cuidados deve ser com a documentação. É essencial garantir que a documentação do imóvel esteja regularizada, incluindo certidões cartoriais, certidões do proprietário, e cadastros ambientais legais, como a Reserva Legal e o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além disso, verificar os registros no Incra, como o Imposto Territorial Rural (ITR) e o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR), é fundamental.

Outro aspecto importante é a presença de água na propriedade. A proximidade de cursos d’água é desejável, mas caso não haja, é necessário verificar a situação do lençol freático para a possível abertura de poços. Dependendo da finalidade do imóvel, a topografia e o tipo de solo também são considerações importantes. Para propriedades de lazer, esses aspectos são menos críticos, mas para cultivo ou criação de animais, é necessário um solo adequado e, se possível, uma topografia mais plana.

Além desses cuidados, é essencial avaliar a capacidade financeira para a compra e os custos de manutenção do imóvel. Considerar se será necessário contratar um caseiro ou se o futuro proprietário realizará a manutenção pessoalmente é crucial. “O ditado ‘fazenda é fazendo’ se aplica a qualquer propriedade rural. A manutenção constante e o cuidado com a terra são fundamentais, seja para rentabilidade comercial ou para o prazer de ter um espaço no campo”, afirma Renata Apolinário, Diretora Operacional do Chaozão.

Leia Também:  Biodiesel: governo quer permitir que porcentual de mistura no diesel chegue a 25%

No dia a dia, os cuidados básicos incluem manter cercas adequadas, áreas limpas, pontos de água acessíveis, poda de árvores próximas a fiações e segurança nas entradas da propriedade. As necessidades específicas vão depender da utilização do imóvel. Para propriedades que envolvem criação de animais, como vacas leiteiras, é necessário garantir uma pastagem adequada, cercas, curral para ordenha e armazenamento de ração, e muitas vezes a presença de um caseiro para cuidados diários.

“Essas atividades podem ser realizadas pelo próprio dono, se ele tiver o tempo e o conhecimento necessários. Caso contrário, um caseiro ou prestador de serviço temporário pode ser necessário para manter a propriedade em boas condições. Independentemente da finalidade, é importante seguir essas dicas para que a compra e a utilização da propriedade atendam às expectativas”, conclui Apolinário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Arroz e feijão chegam ao fim de agosto com oferta menor e preços firmes

Published

on

A dupla mais tradicional da mesa brasileira chega ao fim de agosto com um mercado mais apertado. O arroz acumula valorização superior a 16% em um mês, enquanto o feijão mantém preços firmes diante da menor disponibilidade de lotes de boa qualidade. Por enquanto, não há indicação de falta dos dois alimentos, mas a redução da produção nacional limita a oferta e aumenta a importância do comportamento de produtores, indústrias e consumidores nas próximas semanas.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá cerca de 11,1 milhões de toneladas de arroz na safra 2025/26, após redução de 14% na área plantada. Para o feijão, considerando as três safras cultivadas ao longo do ano, a produção deve ficar próxima de 3 milhões de toneladas, queda de 3,2% em relação ao ciclo anterior.

Mesmo com a redução, os volumes são considerados suficientes para atender o mercado interno. O ponto de atenção está menos no risco de desabastecimento e mais na quantidade de produto efetivamente disponível para negociação e nos preços necessários para que produtores aceitem vender seus estoques.

No arroz, esse movimento já aparece com maior intensidade. O produto em casca no Rio Grande do Sul encerrou quinta-feira (27) cotado a R$ 79,35 por saca de 50 quilos, segundo o Indicador Safras. A alta foi de 1,98% em uma semana e chegou a 16,15% em um mês. Na comparação anual, o avanço é de 15,26%.

A recuperação devolveu parte da remuneração perdida pelos produtores, mas começa a encontrar resistência na outra ponta da cadeia. Depois de um período de compras mais intensas, as indústrias beneficiadoras recompuseram estoques e passaram a negociar com menor urgência.

Leia Também:  Alergias de inverno: conheça cuidados essenciais para evitar as crises

O varejo também resiste ao repasse integral das altas ao consumidor. Esse comportamento pode funcionar como um freio para novas valorizações: se supermercados não conseguirem elevar os preços na mesma proporção, a indústria terá menor espaço para pagar mais pela matéria-prima.

Ao mesmo tempo, produtores continuam retendo parte do arroz à espera de melhores preços. Isso significa que existe produto, mas nem todo o estoque está sendo colocado à venda nas condições atuais. A disputa entre a necessidade de compra da indústria e a disposição do produtor para comercializar será determinante para saber se a saca conseguirá permanecer próxima ou acima dos R$ 80.

No feijão, a situação é diferente. A oferta também está limitada, mas os compradores demonstram menos disposição para elevar suas propostas.

O feijão-carioca começou a semana com negociações mais aquecidas, porém perdeu liquidez depois que os empacotadores reforçaram seus estoques. Com menor necessidade imediata de reposição, as empresas passaram a selecionar melhor os lotes e evitar compras antecipadas.

A menor disponibilidade impede, entretanto, uma queda generalizada das cotações. Produtores que possuem feijão de melhor qualidade continuam firmes nas pedidas, principalmente quando não enfrentam necessidade imediata de caixa.

A qualidade passou, inclusive, a aumentar a diferença entre os preços. Em Itapeva (SP), uma das principais referências do mercado, lotes de feijão-carioca de melhor padrão chegaram ao fim da semana cotados a R$ 332,73 por saca. Para produtos classificados entre notas 8 e 8,5, a referência ficou em R$ 309,53.

Leia Também:  Novo carro da Xiaomi é tão potente que exige teste de direção para aquisição; entenda

Em outras regiões produtoras, as cotações ficaram próximas de R$ 306,67 por saca em Barreiras (BA) e de R$ 305,60 no Sul e Sudoeste de Minas Gerais.

O feijão-preto apresenta um mercado ainda mais acomodado. A entressafra ajuda a sustentar as cotações, mas as vendas permanecem reduzidas. As referências variam de pouco mais de R$ 210 a cerca de R$ 255 por saca, dependendo da região, qualidade e disponibilidade.

Para o produtor de feijão, a próxima rodada de compras dos empacotadores será decisiva. Se várias empresas precisarem recompor estoques simultaneamente enquanto a oferta de produto de boa qualidade continuar curta, haverá espaço para novas altas. Se os compradores permanecerem abastecidos, os preços tendem a continuar sustentados, mas sem grande avanço.

Arroz e feijão chegam, portanto, ao mesmo ponto por caminhos diferentes. No arroz, a valorização já ocorreu e agora encontra resistência da indústria e do varejo. No feijão, a oferta curta sustenta as cotações, mas ainda falta demanda para desencadear uma nova rodada de altas.

Para quem produz, o cenário melhora a capacidade de negociação depois de períodos de preços pressionados. Para quem compra, o sinal é de cautela. E para o consumidor, a evolução do prato mais tradicional do País dependerá de quanto dessa disputa entre produtores, indústrias e varejo chegará às prateleiras nas próximas semanas.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA