AGRONEGÓCIO

Biodiesel: governo quer permitir que porcentual de mistura no diesel chegue a 25%

Publicado em

De acordo com Silveira, a mudança seria encaminhada por meio do projeto de lei do “combustível do futuro”, que já está no Congresso Nacional. “Queremos que o biodiesel no Brasil seja o que é o petróleo na Arábia Saudita”, afirmou, durante apresentação da proposta de decreto que reestrutura o Selo Biocombustível Social.

O Selo Biocombustível Social é uma chancela dada a indústrias que adquirem porcentual mínimo de biodiesel de agricultores familiares enquadrados no Pronaf (o Programa Nacional de Agricultura Familiar). O selo confere ao produtor de biodiesel alíquotas reduzidas de PIS/Pasep e Cofins, que variam de acordo com a matéria-prima adquirida e região da aquisição.

De acordo com o governo, o decreto que reestrutura o Selo Biocombustível Social cria investimentos na ordem de R$ 740 milhões já em 2024. A partir de 2025, esse valor será de R$ 1,6 bilhão. “Até 2026, estimamos ampliar em mais de 300% o número de agricultores familiares nessas regiões, quando esperamos incluir novas 14 mil famílias ao programa”, citou.

Leia Também:  Governo lança linha de crédito emergencial de R$ 700 milhões para ajudar produtores de leite
Questão tarifária

Silveira voltou a defender que é necessário buscar uma solução para a questão das tarifas de energia no Brasil. Silveira voltou a citar que os subsídios embutidos nas contas de luz penalizam os consumidores de energia. “É necessário que, de forma serena, se busque solução para questão tarifária”, disse.

O ministro voltou a citar que o setor elétrico se tornou uma “colcha de retalhos”, referindo-se aos subsídios suportados pela conta de luz e citou ainda as restrições atuais para acesso ao mercado livre de energia elétrica. Hoje, apenas grandes consumidores podem negociar nesse ambiente.

Fonte: Estadão Conteúdo

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado de trigo mantém preços firmes no Brasil em maio apesar da baixa liquidez nas negociações

Published

on

O mercado brasileiro de trigo encerrou o mês de maio com ritmo lento de negociações, mas com preços sustentados pela escassez de produto disponível nas principais regiões produtoras do país. A restrição de oferta, especialmente de trigo com padrão de qualidade adequado para moagem, limitou movimentos de baixa e manteve vendedores firmes ao longo do período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, mesmo diante de compradores mais cautelosos e com dificuldades para repassar custos ao mercado de farinha e farelo, a oferta reduzida continuou sendo o principal fator de sustentação das cotações.

Segundo ele, o mercado permaneceu seletivo, mas sem pressão consistente para recuos nos preços. A disponibilidade limitada de trigo panificável foi determinante para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Paraná registra valorização de 2% em maio

No Paraná, principal referência da formação de preços do trigo no mercado interno, a média FOB interior fechou maio em R$ 1.430 por tonelada, acumulando valorização de 2% no mês.

Nos últimos dias de maio, as cotações apresentaram estabilidade, refletindo um ambiente mais acomodado, embora ainda sustentado pela baixa disponibilidade de cereal no mercado físico.

Leia Também:  Dólar Registra Pequena Queda após Dados Econômicos dos EUA e Alívio nas Pressões Externas

No acumulado de 2026, os preços do trigo no estado avançam 22%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, a valorização chega a 2%.

Apesar da baixa fluidez nos negócios, o mercado paranaense consolidou uma recuperação importante ao longo do ano, apoiado principalmente pela restrição de oferta e pela busca dos moinhos por matéria-prima de melhor qualidade.

Rio Grande do Sul tem alta mais intensa e mercado segue pouco líquido

No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais expressivo durante maio. A média FOB interior subiu 5% no mês, encerrando o período em R$ 1.360 por tonelada.

A firmeza das cotações também foi observada na reta final do mês, com negócios pontuais realizados em patamares mais elevados e maior resistência por parte dos vendedores.

Segundo Bento, o mercado gaúcho continua operando com baixa liquidez, mas o encurtamento da oferta disponível e o escalonamento dos preços conforme os prazos de pagamento reforçaram a sustentação das referências internas.

Em 2026, o trigo gaúcho já acumula valorização de 32%, enquanto o avanço frente ao mesmo período de 2025 é de 5%.

Trigo argentino segue sustentando mercado brasileiro

No cenário internacional, a Argentina — principal fornecedora de trigo ao Brasil e referência importante para a formação da paridade de importação — encerrou maio com preços estáveis em US$ 250 por tonelada.

Leia Também:  Investimentos do Governo de MT em Barra do Garças promovem desenvolvimento regional

Mesmo sem variações no mês, o cereal argentino acumula alta de 11% em 2026 e avanço de 4% na comparação anual.

Para o analista, o comportamento do mercado externo mostra que o custo de reposição via Mercosul continua acima dos níveis observados no início do ano, fator que segue oferecendo sustentação ao mercado brasileiro.

Além disso, a qualidade do trigo argentino permanece como variável estratégica para os moinhos nacionais, especialmente diante da necessidade de abastecimento com cereal panificável de melhor padrão.

Mercado de trigo segue atento à oferta e à qualidade do cereal

Com estoques internos mais ajustados e compradores priorizando lotes de melhor qualidade, o mercado brasileiro de trigo deve continuar operando com viés firme no curto prazo.

A combinação entre oferta restrita, custos elevados de importação e necessidade de trigo de padrão superior para moagem segue limitando pressões baixistas, mesmo em um ambiente de comercialização ainda lenta no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA