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Novo carro da Xiaomi é tão potente que exige teste de direção para aquisição; entenda

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Novo carro da Xiaomi é tão potente que exige teste de direção para aquisição
Pedro Reis

Novo carro da Xiaomi é tão potente que exige teste de direção para aquisição

A Xiaomi, gigante tecnológica conhecida principalmente por seus smartphones, deu um passo ousado no mercado automobilístico ao confirmar a produção do seu primeiro sedã esportivo, o SU7 Ultra Prototype. O veículo promete revolucionar o setor com um foco inédito em desempenho e segurança, chegando ao ponto de exigir um teste de direção para todos os compradores em potencial.

O SU7 Ultra Prototype vem equipado com três motores elétricos, que juntos produzem uma potência impressionante de até 1.570 cavalos de força. Este novo modelo é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 1,97 segundos e alcançar 200 km/h em 5,96 segundos. Com uma velocidade máxima projetada de 350 km/h, o sedã esportivo promete superar concorrentes como o Porsche Taycan GT e o Tesla Model S Plaid, tanto em desempenho quanto em leveza.

O sistema de frenagem também é de alto nível: o SU7 Ultra é capaz de parar completamente de 100 km/h em apenas 25 metros.

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Devido ao alto desempenho e potência do veículo, a Xiaomi decidiu implementar uma medida de segurança única no mercado: um teste de direção obrigatório para todos os interessados em adquirir o SU7 Ultra Prototype. Conforme explicado pelo CEO da Xiaomi, Lei Jun, o processo inclui uma série de testes práticos que funcionarão como um curso para os compradores, garantindo que todos tenham habilidades suficientes para manusear o veículo de alta performance.

Além do SU7 Ultra Prototype, a Xiaomi oferece outras versões do sedã, como o SU7, SU7 Pro e SU7 Max, que variam em potência e autonomia. O modelo básico SU7 conta com um motor elétrico de 295 cv e uma autonomia de 552 km, enquanto o SU7 Max, a versão topo de linha anterior ao Ultra, possui dois motores elétricos que geram 663 cv e uma autonomia de até 800 km com uma única carga.

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Xiaomi SU7
Xiaomi SU7 | Foto: reprodução/ X

O SU7 Ultra Prototype será lançado inicialmente como um conceito, com produção em série prevista para o futuro. A Xiaomi já planeja colocar o carro à prova na famosa pista de Nürburgring, na Alemanha, na tentativa de quebrar o recorde de tempo para veículos elétricos, atualmente detido pelo Volkswagen ID.R.

Embora o preço exato do SU7 Ultra Prototype ainda não tenha sido divulgado, espera-se que ele seja consideravelmente mais alto do que o do SU7 Max, que tem preço inicial de US$42.000. As encomendas devem começar no primeiro trimestre de 2025, inicialmente disponíveis apenas na China.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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