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Cuiabá tem ônibus grátis para população durante sexta santa e aniversário da cidade

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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública informa que o transporte coletivo vai operar gratuitamente em Cuiabá em 7 dias neste início do mês de abril. Conforme o Decreto nº 11.897, assinado pelo prefeito Abilio Brunini e publicado no dia 2, a população será beneficiada na sexta-feira (3) e nos dias 6, 7, 8, 9 e 10, durante toda a semana da programação de aniversário dos 307 anos da cidade. Além disso, a gratuidade no dia (5) também está validada desde o mês de maio do ano passado, quando o prefeito instituiu a gratuidade aos domingos. A gratuidade não se aplica ao transporte intermunicipal.

O objetivo é facilitar o deslocamento da população, especialmente para atividades de lazer, visitas familiares e participação em eventos diversos. Dias de pontos facultativos e feriados são oportunidades de buscar alternativas para fugir da rotina do dia a dia, portanto tendem a aumentar a circulação de pessoas.

A iniciativa também é um meio de incentivar o uso do transporte público, contribuindo para a redução do fluxo de veículos particulares em circulação.

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Para garantir o pleno funcionamento com a oferta regular de ônibus, as empresas que prestam o serviço de transporte público foram notificadas. Isso porque, em dias de feriado, a frota não opera em sua totalidade, sendo semelhante aos domingos, aproximadamente 60% dos veículos.

Importante esclarecer que, para usufruir da gratuidade, é necessário ter o cartão Transporte para passar pela catraca do ônibus, onde é registrada a passagem gratuita.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública fiscalizará o cumprimento do decreto.

Programação de aniversário

Cuiabá celebra seus 307 anos com quatro dias de programação festiva no Parque das Águas, entre 7 e 10 de abril. O evento reúne atrações nacionais e regionais, com uma agenda diversa que valoriza a cultura local e mistura ritmos como sertanejo, samba, pagode, gospel, rasqueado e lambadão, além de manifestações tradicionais como o siriri e o cururu.

No dia 7, a abertura conta com artistas regionais em uma grande “Violada dos Amigos” e roda de samba, além dos shows nacionais de Dilsinho e da dupla César Menotti & Fabiano. No dia 8, feriado, a programação destaca apresentações culturais de siriri e cururu, atrações gospel e o show nacional da Banda Morada.

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Já no dia 9, o foco é o rasqueado cuiabano, com diversas apresentações regionais e participação da atração nacional Boca Nervosa. Encerrando a festa, no dia 10, o público acompanha uma noite dedicada ao lambadão, com vários grupos e bandas locais.

Durante todos os dias, o evento também conta com a Feira Cultural Herança Cuiabana e o Festival do Baguncinha, reforçando a valorização da cultura, da gastronomia e dos talentos regionais.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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