AGRONEGÓCIO

Cuiabá reforça busca por parcerias em mobilidade com embaixador da China

Publicado em

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura de Cuiabá, Fernando Medeiros, se reuniu nesta segunda-feira (3) com o embaixador do Brasil na China, João Batista, em Xangai. O encontro faz parte da missão oficial que a Prefeitura de Cuiabá realiza no país asiático, para fortalecer parcerias internacionais e atrair investimentos voltados à mobilidade sustentável, à tecnologia e ao desenvolvimento econômico da capital mato-grossense.

A missão é liderada pelo prefeito Abilio Brunini e conta com a participação dos vereadores Eduardo Magalhães e Demilson Nogueira, além de representantes do setor produtivo. A delegação cumpre uma intensa agenda de reuniões e visitas técnicas com empresas e autoridades chinesas, incluindo instituições ligadas à inovação, transporte inteligente e sustentabilidade urbana.

Durante o encontro com o embaixador, o secretário Fernando Medeiros destacou que a aproximação com o mercado chinês abre novas possibilidades para Cuiabá em áreas estratégicas. “Estamos conectando Cuiabá a um país que é referência mundial em tecnologia e infraestrutura. Discutimos parcerias com foco em mobilidade urbana, agronegócio e educação. Queremos criar um ambiente favorável para que empresas chinesas conheçam o potencial da nossa cidade e contribuam com soluções modernas para o nosso desenvolvimento”, afirmou o secretário.

Leia Também:  Minerva Foods Reverte Prejuízo e Registra Lucro Líquido de R$ 185 milhões no Primeiro Trimestre de 2025

O embaixador João Batista elogiou a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá e colocou a Embaixada à disposição para apoiar as tratativas e ampliar os laços institucionais entre os dois países.

A viagem oficial à China integra o calendário de cooperação internacional da Prefeitura, que busca novas experiências e tecnologias aplicáveis à realidade cuiabana. Desde o início da missão, a comitiva já participou de encontros com representantes da CRRC, uma das maiores fabricantes de trens do mundo, e de reuniões voltadas à captação de investimentos em mobilidade elétrica e infraestrutura urbana.

Com a presença do prefeito Abilio Brunini e de representantes do Legislativo, Cuiabá reforça sua inserção no cenário global, buscando consolidar um novo ciclo de inovação, sustentabilidade e oportunidades econômicas para a capital mato-grossense.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Projeto quer proibir exportar gado vivo. Setor já movimentou R$ 4,3 bi em 2026

Published

on

Uma proposta da deputada federal Gleisi Hoffmann, para proibir a exportação de animais vivos destinados ao abate ou à engorda, abriu uma nova discussão entre proteção animal e interesse econômico da pecuária. O mercado movimentou cerca de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com o embarque de aproximadamente 678 mil bovinos.

Apresentado em 27 de julho, o Projeto de Lei (PL) 4.795/2026 também alcança búfalos, ovinos, caprinos, suínos e equinos. Ficariam permitidas as vendas externas de reprodutores, matrizes, animais para pesquisa, exposições e programas de conservação, além de material genético.

A deputada sustenta que as viagens, principalmente por navios, submetem os animais a riscos de calor, superlotação, doenças, estresse e dificuldade de atendimento veterinário. A proposta prevê multas de R$ 2 mil a R$ 20 mil por animal, limitadas a R$ 50 milhões por infração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que reúne 374 deputados e senadores, reagiu à proposta e pediu que os impactos econômicos sejam avaliados antes da votação. A bancada critica a proibição imediata, sem período de transição, e afirma que o texto poderá retirar dos pecuaristas uma alternativa de comercialização.

Leia Também:  Leilões da programação do Mancha Crioula trazem genéticas premiadas para pista

Segundo a FPA, a presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelo rebanho e ajuda na formação dos preços, principalmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A bancada também alerta que os importadores poderão procurar animais em outros países, sem garantia de que passem a comprar carne processada do Brasil.

A controvérsia está no alcance da medida. Atualmente, as exportações precisam cumprir protocolos sanitários, períodos de quarentena, certificação veterinária e regras de transporte fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para os defensores da proibição, essas exigências não eliminam os problemas de bem-estar durante trajetos longos.

Na pecuária, porém, o embarque de animais vivos representa uma alternativa de comercialização, especialmente no Pará, no Rio Grande do Sul e no Tocantins. A presença de compradores estrangeiros amplia a concorrência pelos animais e pode melhorar os preços recebidos pelo produtor em algumas regiões.

O projeto parte da expectativa de que o gado atualmente exportado seja abatido no Brasil, mantendo no país a renda gerada pelo processamento da carne. Essa substituição não está garantida. Países como Turquia, Marrocos, Iraque e Egito podem procurar animais em outros fornecedores internacionais, em vez de comprar carne brasileira.

Leia Também:  Prefeitura promove operação de limpeza na Av. Fernando Corrêa da Costa

A proposta ainda está no início da tramitação na Câmara dos Deputados e não tem relator. Até que seja aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as exportações continuam autorizadas pelas regras atuais.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA