AGRONEGÓCIO

Prefeitura promove operação de limpeza na Av. Fernando Corrêa da Costa

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A avenida Fernando Corrêa da Costa, um dos corredores mais movimentados de Cuiabá, recebe neste fim de semana uma grande ação de zeladoria coordenada pela Prefeitura, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb). Diariamente, 66 mil veículos trafegam pela via.

Ao todo, serão contemplados cerca de 10 quilômetros de extensão da via, com início na Praça dos Motoristas e término na Trincheira do Tijucal. Para executar o trabalho, aproximadamente 280 servidores foram mobilizados, divididos em 20 equipes e três frentes de serviço. As atividades incluem varrição, roçagem, capinagem, poda de árvores, pintura de meio-fio e manutenção da iluminação pública, com troca de lâmpadas e reparos em fios, bocais, fusíveis e postes danificados.

O mutirão também contempla a retirada de entulhos e resíduos acumulados em pontos de descarte irregular. Para dar agilidade à execução, a operação conta com apoio de retroescavadeiras hidráulicas, tratores, caçambas, caminhões bobcat e veículos do programa cata-treco, destinados à coleta de móveis e eletrodomésticos sem uso.

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Além de garantir uma avenida mais limpa e organizada, a ação também tem foco preventivo na saúde pública. As equipes atuam na eliminação de recipientes que possam acumular água parada e servir de criadouros para o mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, zika e chikungunya.

De acordo com o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, a ação reforça o compromisso da gestão em manter os principais eixos viários em boas condições de uso e conservação. “A Fernando Corrêa é uma das avenidas mais importantes da cidade, por isso estamos dedicando uma força-tarefa para deixar seus 10 quilômetros de extensão limpos, seguros e iluminados. Essa iniciativa melhora a qualidade de vida dos moradores e contribui também para a prevenção de doenças”, destacou.

Segundo a Limpurb, a iniciativa integra o calendário contínuo de manutenção das principais vias da capital, com o objetivo de reforçar a segurança viária, preservar a paisagem urbana e reduzir riscos à saúde da população.

#PraCegoVer

A imagem mostra um colaborador da Limpurb durante força-tarefa de limpeza.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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