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Minerva Foods Reverte Prejuízo e Registra Lucro Líquido de R$ 185 milhões no Primeiro Trimestre de 2025

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A Minerva Foods obteve um significativo avanço financeiro no primeiro trimestre de 2025, com um lucro líquido de R$ 185 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 186,2 milhões registrado no mesmo período de 2024. A companhia, uma das líderes no setor de proteína animal, também teve crescimento expressivo em suas receitas e no volume de abates, refletindo um bom momento no mercado internacional de carne bovina.

Resultados Financeiros Destacados

A receita líquida da Minerva subiu 55,8% em comparação ao primeiro trimestre do ano anterior, totalizando R$ 11,2 bilhões. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também apresentou alta, alcançando R$ 962,5 milhões, um crescimento de 53,1% no mesmo período.

De acordo com a administração da empresa, os números refletem a excelência operacional e financeira da Minerva, que se beneficia do crescimento da demanda internacional por carne bovina e dos avanços na integração de novos ativos. “Este desempenho demonstra o sólido momento na demanda internacional de carne bovina, principalmente devido aos avanços no processo de integração dos novos ativos”, afirmou a empresa em seu relatório.

Expansão no Volume de Vendas e Abates

O volume total de vendas da Minerva no primeiro trimestre foi de 414,6 mil toneladas, um aumento de 19,8% em relação ao ano passado. O volume consolidado de abate de bovinos atingiu 1,4 milhão de cabeças, registrando um crescimento de 39% em comparação ao mesmo período de 2024. Além disso, o volume de abate de ovinos nas operações da Austrália cresceu 6%, totalizando 960 mil cabeças.

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Esses resultados são reflexos do forte desempenho da empresa, tanto no mercado interno quanto no externo, com destaque para os volumes de exportação. Aproximadamente 57% da receita bruta consolidada da Minerva teve origem no mercado internacional, com destaque para os Estados Unidos e China, que juntos representaram 50% da receita de exportação de carne bovina no trimestre.

Expansão de Mercados e Novas Habilitações

A Minerva tem ampliado sua presença global. Em 2024, a empresa obteve habilitação para exportar para a China e os Estados Unidos, além de expandir suas operações no Paraguai. O foco é fortalecer sua atuação em mercados-chave, como o mercado chinês e norte-americano, e aproveitar as oportunidades que surgem com as restrições na oferta de carne bovina em países como os Estados Unidos.

A empresa também vê com otimismo o mercado da América do Sul, especialmente o Brasil e o Paraguai, onde a oferta de gado tem se mostrado robusta, o que pode contribuir para a recuperação do ciclo pecuário na região.

Desempenho no Mercado Interno

A operação da Minerva no Brasil também tem se mostrado forte, com a companhia alcançando uma receita bruta de R$ 5,3 bilhões no primeiro trimestre. O desempenho foi impulsionado pela boa oferta de matéria-prima e pelo fortalecimento das marcas da empresa no continente.

Dívida e Fluxo de Caixa

Embora os resultados financeiros sejam positivos, a empresa registrou um aumento de 73,3% na dívida líquida em relação ao mesmo período de 2024, totalizando R$ 15,6 bilhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA, ficou em 3,7 vezes. O fluxo de caixa livre da companhia foi negativo em R$ 514,2 milhões no trimestre, mas, no acumulado dos últimos 12 meses, ultrapassou R$ 1,5 bilhão positivo.

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Projeções para 2025

A Minerva projeta uma receita líquida entre R$ 50 bilhões e R$ 58 bilhões para o exercício de 2025. No entanto, a companhia ressalta que essas projeções são baseadas em expectativas racionais e que estão sujeitas a variáveis econômicas, como a gestão de suas operações e condições de mercado.

“A Minerva segue comprometida com a integração de seus novos ativos e com a captura de sinergias, enquanto continua se expandindo no Brasil e no exterior, especialmente em mercados como a China e os Estados Unidos”, destacou a empresa em sua análise.

A companhia reforça que, apesar de ser otimista quanto ao desempenho do ano, o cumprimento das metas está condicionado ao ambiente macroeconômico e à capacidade de gestão das suas finanças e operações.

O primeiro trimestre de 2025 marcou um período de recuperação e crescimento para a Minerva Foods, com lucros expressivos e expansão de sua capacidade operacional. A empresa continua focada em aproveitar as oportunidades globais, além de fortalecer sua posição no mercado interno. Com metas ambiciosas para o ano, a Minerva segue em sua trajetória de crescimento e consolidação no setor de proteína animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil colhe recorde de 4,14 milhões de toneladas de algodão em área menor

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O Brasil encerrou a colheita de algodão da safra 2025/26 com produção estimada em 4,14 milhões de toneladas de pluma, a maior da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume supera em 1,5% o resultado do ciclo anterior, apesar da redução da área plantada. Com a fibra retirada do campo, o desempenho das exportações e a preservação da qualidade passam a pesar no resultado do produtor.

O avanço veio do rendimento das lavouras. A produtividade média atingiu 2.053 quilos de pluma por hectare, alta de 4,9% sobre a temporada passada, suficiente para compensar a diminuição de 3,2% da área cultivada, que ficou em 2,02 milhões de hectares. O país conseguiu, assim, ampliar a oferta sem expandir o plantio.

A etapa de colheita já ficou para trás nas principais regiões produtoras. No acompanhamento divulgado pela Conab os trabalhos alcançaram 100% da área monitorada, incluindo Mato Grosso e Bahia. A atividade prossegue nas algodoeiras, onde o beneficiamento separa a fibra do caroço e prepara a pluma para comercialização.

O mercado externo é decisivo para absorver essa produção. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pela Conab, o Brasil exportou 2,08 milhões de toneladas de algodão de janeiro a agosto, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período de 2025.

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Para 2026, a companhia projeta embarques de 3,42 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico é estimado em 740 mil toneladas. A distância entre os dois volumes mostra o peso das vendas internacionais para o escoamento da fibra brasileira.

Dentro do país, a indústria têxtil continua cautelosa. Conforme a Conab, as empresas evitam grandes aquisições porque encontram dificuldade para repassar o encarecimento da matéria-prima aos produtos acabados. O estoque de passagem é projetado em 2,72 milhões de toneladas ao fim do ano, ligeiramente abaixo de 2025.

A quantidade colhida, porém, não conta toda a história. No Paraná, a Conab registrou que as chuvas na fase final da colheita, sobretudo no norte do Estado, comprometeram a qualidade da fibra, embora sem impactos relevantes no rendimento.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chuvas persistentes durante a abertura dos capulhos — os frutos abertos que expõem a fibra — favorecem a deterioração do algodão. A umidade e a ação de fungos podem provocar amarelecimento e perda de brilho, brancura e resistência, prejudicando a qualidade da pluma.

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Como a colheita já terminou, a atenção agora se volta ao produto armazenado e ao beneficiamento. A Embrapa alerta que o excesso de umidade no algodão pode favorecer fermentação e microrganismos, com danos à cor e à resistência da fibra. A retirada do campo, portanto, precisa ser acompanhada de armazenamento adequado para preservar o resultado obtido na lavoura.

Para o cotonicultor, a orientação técnica é manter o algodão protegido da água, verificar as condições de armazenamento e controlar a umidade antes do processamento. Na comercialização, volume disponível e qualidade da fibra precisam ser considerados juntos: o recorde nacional amplia a oferta, mas cada lote conserva suas próprias características.

Fonte: Pensar Agro

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