AGRONEGÓCIO

Crianças de Cuiabá são protagonistas em peça de teatro voltada à conscientização no trânsito

Publicado em

Estudantes matriculados na escola pública de Cuiabá, Ranulpho Paes de Barros, com idades entre 7 e 8 anos, foram protagonistas, na manhã desta terça-feira (30), da peça de teatro “Trânsito Mágico da Cidade Encantada”, apresentada no Cine Teatro. Trata-se da segunda etapa estadual da 20ª edição do Festival Temático de Teatro para o Trânsito (Fetran).

Nesta quarta-feira (1º), às 9h20, está programada a apresentação dos estudantes da Escola Municipal Silva Freire, com a peça “Saber e Não Cumprir Não Salva Vidas, Apaga Futuros, Apressa às Despedidas”. O evento, realizado em parceria entre a Prefeitura de Cuiabá, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e o Governo do Estado, segue até quinta-feira (2), com a participação de estudantes de escolas públicas de diversos municípios de Mato Grosso. As melhores produções serão escolhidas para a etapa nacional do festival.

Durante a apresentação de 30 minutos, as crianças usaram trajes de árvores encantadas e mini-fardas de policiais militares, explorando criatividade e imaginação para transmitir mensagens de conscientização no trânsito. Houve também canções com letras que pediam atenção de pedestres e motoristas às regras de circulação em rotatórias e preferenciais, em um cenário de cidade montado com caixas de papelão.

Leia Também:  Tendências do mercado de café: Chuvas no Brasil impactam negociações em Nova York, estabilidade em Londres acompanha o Vietnã

No dia 9 de setembro, a peça foi premiada pelo Núcleo de Educação do Trânsito da Polícia Rodoviária Federal (PRF) como “melhor espetáculo”. Por isso, concorre agora à etapa nacional do festival, podendo figurar entre as melhores produções estudantis do país.

O estudante Pedro Henrique Campos, do 3º ano da Escola Ranulpho Paes de Barros, integra o elenco da peça teatral e já se considera satisfeito com a experiência. “Estou gostando porque aprendo muito sobre regras de trânsito. Estou aqui fazendo o meu melhor, porque foi concedido por Deus e aos meus colegas a oportunidade de participar desta fase”, disse.

A estudante Ana Júlia Cruz, também da mesma escola, interpretou uma policial militar. Encantada com o teatro, ela destacou a alegria de participar da etapa estadual. “É uma participação muito importante e legal para aprender as regras de trânsito. Melhor do que ganhar é se divertir. Já somos vitoriosos em chegar nesta etapa. O que mais importa é a minha felicidade e a dos meus amigos.”

A diretora da Escola Ranulpho Paes de Barros, Adriana Leonina Ferreira, enalteceu o empenho dos alunos. “É um momento maravilhoso, mágico. Conseguimos enxergar a dedicação pela arte nos olhos de cada criança.” A professora de Artes Elisangela Batista, que ajudou a desenvolver a peça, também celebrou o resultado. “Foi uma ótima atuação, refletindo nosso total compromisso com a arte e a educação. A dedicação dos alunos é marcante.”

Leia Também:  China Aumenta Participação nas Compras de Produtos Agropecuários Brasileiros para 35% em um Ano

Entenda

O Festival Estudantil Temático de Teatro para o Trânsito é dividido em duas modalidades:

Teatro na Escola: montagens realizadas em unidades escolares (públicas ou privadas), dirigidas por professores ou projetos pedagógicos das secretarias de Educação.

Projetos Teatrais: produções de grupos culturais, escolas de teatro, companhias teatrais, centros culturais e projetos sociais externos à rede educacional.

Essa divisão valoriza a diversidade artística e pedagógica, permitindo que cada iniciativa seja avaliada em seu contexto específico.

Júri especializado e plural

A comissão julgadora contará com avaliadores de diferentes áreas:

Jurados pedagógicos: servidores do Detran-MT e uma convidada do Detran-SC;

Jurados temáticos: servidores da PRF, com conhecimento em segurança viária e educação para o trânsito;

Jurados cênicos: artistas renomados das artes cênicas, garantindo avaliação técnica e artística de excelência.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

Published

on

O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

Leia Também:  Programa Arroz da Gente abre inscrições para técnicos em acompanhamento agrícola

O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

Leia Também:  China Aumenta Participação nas Compras de Produtos Agropecuários Brasileiros para 35% em um Ano

Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA