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Programa Arroz da Gente abre inscrições para técnicos em acompanhamento agrícola

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Profissionais interessados em atuar como agentes de acompanhamento técnico no Programa Arroz da Gente já podem se inscrever no edital lançado pelo Campus Parnamirim do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). O programa, desenvolvido e implementado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), tem como foco o apoio à agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais.

As oportunidades contemplam técnicos para atuação em 17 estados: Maranhão, Piauí, Minas Gerais, Bahia, Pará, Paraíba, Sergipe, Ceará, Tocantins, Goiás, Rio Grande do Norte, Roraima, Pernambuco, Mato Grosso, Alagoas, Rondônia e Acre.

As inscrições seguem abertas até o dia 14 de março. O processo seletivo será realizado em duas etapas eliminatórias e classificatórias. A primeira fase consiste na análise documental, enquanto a segunda etapa, destinada aos aprovados na fase inicial, será uma entrevista. Os candidatos convocados para essa fase receberão, por e-mail, as informações sobre data, horário e link de acesso.

Os interessados devem atender aos requisitos estabelecidos no edital, que incluem formação acadêmica compatível, habilitação veicular e experiência na região onde pretendem atuar. A comprovação dessas exigências deve ser feita no momento da inscrição, por meio do formulário online.

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Os selecionados para a função de Agente de Acompanhamento Técnico em Agroecologia e Tecnologias para Agricultura Familiar receberão auxílio financeiro no formato de bolsa, no valor de R$ 2.500, além de R$ 700 destinados ao transporte, totalizando R$ 3.200 mensais. O contrato terá duração de 13 meses.

Arroz da Gente: incentivo à produção e segurança alimentar

Lançado pelo Governo Federal em 2023, o Programa Arroz da Gente tem como objetivo fortalecer a produção de arroz em áreas que já cultivam o grão, garantindo suporte técnico e acesso a tecnologias adaptadas à realidade local. Entre os equipamentos disponibilizados estão pequenas máquinas, colheitadeiras e silos secadores de pequeno porte.

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) destinará incentivos à produção de arroz para famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Além disso, a Conab disponibiliza instrumentos de política agrícola e comercialização, como o Contrato de Opção de Venda (COV), que funciona como um seguro de preço, permitindo que agricultores familiares vendam sua produção ao Governo Federal em uma data futura por um valor previamente fixado. Essa medida busca garantir a formação de estoques públicos e proteger os produtores contra oscilações de preços.

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O programa também pretende ampliar a participação do arroz no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), cujo edital está aberto até 20 de março, fortalecendo a rede socioassistencial que atende famílias em situação de insegurança alimentar. Outra possibilidade de comercialização será o fornecimento do grão ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que possui alta demanda pelo produto.

A iniciativa será implementada em 161 municípios de 37 territórios distribuídos por 17 estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Estima-se que cerca de 20 mil famílias agricultoras familiares, indígenas e de comunidades tradicionais sejam beneficiadas, promovendo uma nova dinâmica para a produção de arroz no Brasil.

  • Clique aqui e acesse mais informações sobre o processo seletivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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