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Crescimento expressivo: Exportações de algodão atingem marca de 156% no porto de Salvador

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Num impulso significativo para a economia nacional, as exportações de algodão pelo Porto de Salvador experimentaram um notável crescimento de 156% ao longo deste ano, solidificando a posição do Brasil como o segundo maior exportador mundial dessa commodity tão procurada. Esse desenvolvimento é especialmente animador para a região do Matopiba, responsável pela produção de 28.900 toneladas da cobiçada fibra de algodão, destinadas aos principais mercados importadores, a Ásia e a Euroásia.

De janeiro a novembro, o Tecon Salvador testemunhou o embarque de 1.156 contêineres contendo o “ouro branco” brasileiro. O mês de novembro destacou-se, alcançando o maior volume mensal do período, totalizando 421 unidades e 10.525 toneladas. Essa trajetória ascendente culmina em 2023 como um ano recorde, superando as expectativas ao atingir 451 contêineres exportados.

O Brasil, renomado por sua posição proeminente na exportação de algodão, utiliza o Porto de Salvador como uma rota estratégica para levar sua produção até a Ásia (com destaque para Paquistão, Bangladesh, China, Indonésia e Vietnã) e a Euroásia (especificamente a Turquia). A região do Matopiba, abrangendo os estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, desempenha um papel crucial nesse cenário, contribuindo para a consolidação do país como líder global no mercado de algodão.

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Guilherme Dutra, diretor comercial do Tecon Salvador, enfatiza o papel essencial do Centro Logístico, localizado a apenas 15 km do Porto de Salvador, que opera como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex). Este espaço oferece serviços especializados, garantindo agilidade e segurança para as indústrias, além de superar os desafios logísticos enfrentados por outros portos do Sul e Sudeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil busca reverter histórico de subinvestimento e impulsiona expansão ferroviária com novos aportes

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O Brasil inicia um novo ciclo de investimentos no setor ferroviário, impulsionado pela Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, anunciada pelo Ministério dos Transportes no fim de 2025. A iniciativa prevê a realização de novos leilões e investimentos que podem ultrapassar R$ 140 bilhões em 2026, com potencial de movimentar cerca de R$ 600 bilhões ao longo do ano. O objetivo é ampliar a malha ferroviária e retomar projetos estruturantes, em um movimento considerado inédito nas últimas décadas.

Expansão ferroviária busca reduzir dependência do transporte rodoviário

Atualmente, entre 60% e 65% das cargas no Brasil são transportadas por rodovias, segundo dados de 2024 da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Diante desse cenário, a nova política ferroviária busca reduzir a dependência do modal rodoviário e ampliar a participação das ferrovias na matriz logística nacional.

A estratégia também prioriza maior integração entre diferentes modais de transporte, com foco em ganhos de eficiência, competitividade e equilíbrio estrutural no escoamento de cargas.

Histórico explica atraso do setor ferroviário no Brasil

Para o presidente da Fundação Memória do Transporte (FuMTran), Antonio Luiz Leite, a compreensão do histórico do setor é fundamental para entender os desafios atuais.

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Segundo ele, o enfraquecimento das ferrovias está relacionado à mudança do modelo de desenvolvimento a partir da década de 1950, quando o país passou a priorizar o transporte rodoviário, impulsionado pela industrialização e pela expansão da indústria automobilística.

Redução da malha e mudança de prioridade na matriz de transporte

Até meados do século XX, o Brasil contava com cerca de 30 mil quilômetros de malha ferroviária, utilizada principalmente no escoamento do café e no transporte de passageiros.

Com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek (1956–1961), houve uma reorientação da política de transportes, com forte expansão das rodovias e incentivo à indústria automobilística. Esse movimento reduziu os investimentos em ferrovias, resultando na deterioração da malha, desativação de trechos e perda gradual de competitividade ao longo das décadas seguintes.

Problemas estruturais agravaram a eficiência do sistema ferroviário

De acordo com Antonio Luiz Leite, fatores estruturais também contribuíram para o enfraquecimento do setor. Entre eles estão a falta de padronização técnica — especialmente em relação às bitolas —, a gestão fragmentada e as limitações operacionais da Rede Ferroviária Federal, criada em 1957.

Nos anos 1990, o processo de concessões concentrou o uso das ferrovias no transporte de commodities, o que restringiu a diversificação e reduziu a integração com outras cadeias logísticas.

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Privatizações dos anos 1990 deixaram lacunas no transporte de passageiros

A privatização das ferrovias iniciada na década de 1990 também teve impacto relevante no setor, especialmente no transporte de passageiros. A ausência de obrigações contratuais para esse segmento, somada à desativação de linhas históricas, reduziu alternativas de mobilidade no país.

Além disso, os altos custos necessários para reativação dessas linhas ainda representam um desafio para a retomada do serviço ferroviário de passageiros.

Novo ciclo exige planejamento de longo prazo e integração logística

Para a Fundação Memória do Transporte, o atual ciclo de investimentos representa uma oportunidade importante para o setor, mas ainda depende de planejamento estruturado e visão de longo prazo.

Antonio Luiz Leite destaca que decisões estruturais moldam a eficiência logística por décadas. Segundo ele, a reconstrução consistente do modal ferroviário no Brasil exige integração entre os modais, ampliação do transporte de carga geral por ferrovias e um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos sustentáveis e duradouros.

Fonte: Portal do Agronegócio

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