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Crescimento das Exportações para o Leste Europeu: Oportunidades e Perspectivas

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) publicou, nesta segunda-feira (13/01), o Perfil de Comércio e Investimentos do Leste Europeu, com foco em países da região que fazem parte da União Europeia: Bulgária, República Tcheca, Hungria, Polônia, Romênia e Eslováquia. O estudo revela informações estratégicas que destacam o potencial de crescimento das parcerias econômicas entre o Brasil e os países selecionados, além de trazer dados sobre tendências econômicas, exportações e investimentos.

Crescimento nas Exportações: Desafios e Oportunidades

Em 2023, as exportações brasileiras para o Leste Europeu somaram US$ 2,6 bilhões, com destaque para farelos de soja, alimentos para animais e minérios de cobre, que juntos representaram quase 70% do total exportado. Entre 2019 e 2023, o crescimento anual médio das exportações para a região foi de 14,9%, com destaque para produtos como açúcares e melaços, cujas vendas aumentaram 68,9% ao ano, e bombas para líquidos, cujas exportações cresceram 102,1% ao ano. A Polônia se consolidou como o principal destino das exportações, absorvendo 66,2% do total exportado para o bloco, enquanto os estados brasileiros que mais forneceram produtos para a região foram Pará (30,7%), Paraná (16%) e Rio Grande do Sul (10%).

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Oportunidades Comerciais Identificadas

O Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou 1.631 oportunidades comerciais para os países do Leste Europeu, distribuídas em diversos setores, como:

Combustíveis minerais: Destacando-se o petróleo e seus derivados.

  • Máquinas e equipamentos de transporte: Como automóveis de passageiros, aviões e partes de máquinas e aparelhos de ar-condicionado.
  • Artigos manufaturados: Incluindo granitos e produtos manufaturados de ferro ou aço.
  • Produtos alimentícios: Como resíduos sólidos da extração do óleo de soja, café não torrado e extratos e essências.

O projeto “It’s Natural – Brazilian Natural Stone”, da ApexBrasil em parceria com a Centrorochas, tem a Polônia como um dos mercados prioritários.

Acordo Mercosul-União Europeia: Perspectivas de Expansão

A conclusão das negociações do Acordo de Associação entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para dezembro de 2024, amplia as perspectivas de crescimento das exportações. A criação da maior área de livre comércio do mundo entre os dois blocos econômicos pode resultar em um aumento de 3 a 4% nas exportações do Mercosul para o bloco europeu, beneficiando setores como o de açúcar, café e couro.

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Investimentos e Fusões: Interesses a Longo Prazo no Brasil

No campo dos investimentos, destacam-se a inauguração de uma unidade de produção da Can-Pack (Polônia) em Itumbiara (GO) e a abertura da sede da Kanbanize (Bulgária) em São Paulo, ambos em 2022. Além disso, a compra de usinas hidrelétricas da Brookfield pela Energo-Pro (Rep. Tcheca) em 2024 reforça o interesse de longo prazo dos investidores do Leste Europeu no Brasil, particularmente no setor energético.

Estudo completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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