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Números fechados pela Abiove confirmam recordes na soja em 2023

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De acordo com os dados da entidade, o complexo soja bateu todos os recordes da série histórica na safra passada (2023). A produção do grão ficou em 160,3 milhões/t e o esmagamento em 54,16 milhões/t. Já a produção do farelo totalizou 41,6 milhões/t e a do óleo 10,8 milhões/t.

Comércio Exterior

As exportações também apresentaram volumes inéditos no ano passado. As vendas para o exterior fecharam em: 101,86 milhões/t de soja em grão, 22,5 milhões/t de farelo e 2,3 milhões/t do óleo de soja. A receita consolidada com essas exportações foi de US$ 67,3 bilhões.

Safra 2024

As projeções da ABIOVE para o atual ciclo não sofreram alterações em relação ao último levantamento, sendo: 153,8 milhões/t para a produção de soja em grão e esmagamento de 54,5 milhões/t, 41,7 milhões/t para a produção do farelo e 11 milhões/t para a produção do óleo de soja.

Vale mencionar que o processamento da soja em fevereiro/24 foi de 3,53 milhões/t, aumento de 4,7% em relação a janeiro/24 e 7,7% maior do que o registrado em fevereiro do ano passado, quando ajustado pelo percentual amostral de 88,6%.

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Os volumes de exportação também foram quase todos mantidos: 97,8 milhões/t de soja em grão e 21,6 milhões/t de farelo de soja. Somente a estimativa de venda para o exterior do óleo de soja que caiu de 1,45 milhão/t (último relatório) para 1,15 milhão/t (atual), devido a uma maior demanda pelo produto no mercado doméstico. A expectativa de receita proveniente das exportações do complexo soja em 2024 é de US$ 59,7 milhões.

Fonte: Abiove

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Greening avança na citricultura brasileira e reduz safra de laranja em até 14,7% no cinturão citrícola

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A citricultura brasileira atravessa um dos cenários mais desafiadores das últimas décadas com o avanço do greening (HLB – Huanglongbing), considerado a principal ameaça fitossanitária da cultura dos citros no mundo. A doença já provoca perdas expressivas de produtividade, reduz a longevidade dos pomares e aumenta significativamente os custos de produção em toda a cadeia citrícola.

Os efeitos mais recentes do problema ficaram evidentes na nova estimativa da safra 2026/27 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, principal região produtora de laranja para suco do planeta.

Segundo o Fundecitrus, a produção deve atingir 255,20 milhões de caixas de 40,8 kg, queda de 12,9% em relação à safra anterior e retração de 14,7% na comparação com a média das últimas dez safras.

Clima e greening ampliam perdas na produção de citros

De acordo com o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a combinação entre adversidades climáticas e o avanço do greening tem intensificado os impactos sobre a produção.

“O cenário é resultado da variabilidade climática e da maior pressão do greening, com efeitos no pegamento, na carga e na queda de frutos. Mesmo com avanços tecnológicos nos pomares, o momento exige manejo rigoroso e monitoramento constante”, destacou.

Os dados foram apresentados durante a Expocitros 2026 e a Semana da Citricultura, eventos realizados no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis (SP), que reúnem pesquisadores, produtores, empresas e lideranças do setor para debater inovação, sustentabilidade e desafios fitossanitários.

Incidência do HLB chega a quase 50% dos pomares

Especialistas alertam que o avanço do greening já atingiu níveis críticos no cinturão citrícola. Segundo o consultor Gilberto Tozatti, a incidência média de plantas sintomáticas chega a 47,6%, enquanto a severidade da doença alcança 22,7%.

A severidade indica o grau de comprometimento da planta e está diretamente associada à queda de produtividade e à perda de frutos.

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O consultor Hamilton Rocha reforça que a doença, detectada na região em 2004, continua em expansão. Atualmente, o HLB já está presente em áreas produtoras de Minas Gerais, Paraná e outros estados.

Impacto econômico compromete qualidade e rendimento industrial

Além da redução de produtividade, o greening impacta diretamente a qualidade da fruta e o rendimento industrial da cadeia de suco de laranja.

Estimativas do setor indicam que mais de 50% da queda prematura de frutos está associada ao HLB, o que compromete a competitividade do Brasil no mercado global.

Segundo especialistas, os prejuízos acumulados ao longo das últimas duas décadas incluem redução do vigor das plantas, queda de produtividade e deterioração da qualidade industrial do suco.

Manejo integrado segue como principal estratégia de controle

Sem cura definitiva, o controle do greening segue baseado em manejo integrado, com monitoramento constante e controle do psilídeo Diaphorina citri, vetor da bactéria associada ao HLB.

Em regiões menos afetadas, a recomendação é a erradicação rápida de plantas contaminadas e o controle intensivo do inseto vetor para evitar a disseminação da doença.

Já em áreas com alta incidência, o foco dos produtores está na manutenção da produtividade, com práticas voltadas à nutrição equilibrada, melhoria da fertilidade do solo e preservação do sistema radicular.

Especialistas destacam que não há reversão da doença em plantas sintomáticas, sendo possível apenas reduzir a velocidade de avanço dentro dos pomares.

Novas tecnologias ganham espaço no combate ao greening

Diante da limitação das estratégias atuais, o setor citrícola intensifica a busca por novas tecnologias de controle. Entre as soluções em desenvolvimento está o sistema Trecise, da Invaio Sciences, que propõe uma aplicação localizada de ingredientes ativos diretamente no tronco das plantas.

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A tecnologia permite o uso de menores doses de produtos, com redução estimada de até 90% em comparação a métodos convencionais, além de menor exposição ambiental e ocupacional.

Em testes de campo, pesquisadores relatam resultados promissores, incluindo recuperação de plantas em estágios iniciais da doença e ganhos de produtividade de até 35% em áreas avaliadas.

Especialistas veem tecnologia como avanço complementar no manejo

Para consultores do setor, a inovação representa uma ferramenta adicional no enfrentamento do greening, sem substituir o manejo integrado.

Segundo Gilberto Tozatti, a tecnologia surge como uma alternativa promissora no controle da bactéria dentro da planta, contribuindo para a manutenção da produtividade dos pomares.

Hamilton Rocha também avalia positivamente a abordagem, destacando o potencial da aplicação localizada para maior eficiência no controle fitossanitário.

Produtores reforçam que o HLB continua sendo o principal desafio da citricultura brasileira, com impactos diretos na queda de frutos, baixa floração e mortalidade de plantas.

Citricultura aposta em integração de soluções para conter avanço da doença

Especialistas e representantes do setor destacam que o futuro do controle do greening depende da integração entre diferentes ferramentas, incluindo controle químico e biológico, manejo do solo, eliminação de plantas doentes e adoção de novas tecnologias.

A combinação de estratégias é vista como o caminho mais viável para reduzir perdas e garantir a sustentabilidade da produção no longo prazo.

Diante da pressão crescente do HLB, a citricultura brasileira entra em uma fase decisiva, em que inovação tecnológica e manejo rigoroso se tornam fundamentais para preservar a competitividade do país no mercado global de suco de laranja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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