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Cooperativas do Paraná fortalecem vínculos e alcançam números expressivos em 2023

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Em um cenário desafiador, marcado por adversidades climáticas e o fenômeno El Niño impactando o plantio, as cooperativas do Paraná encerraram 2023 fortalecendo estratégias e ampliando suas atividades. Investindo em tecnologia, infraestrutura e expansão de mercado, essas cooperativas conseguiram atrair novos associados e gerar empregos em diversas frentes.

Panorama Cooperativista no PR

O Paraná abriga 225 cooperativas registradas no Sistema Ocepar, atuando em sete ramos econômicos. Esses ramos incluem agropecuário, crédito, saúde, transporte, consumo, infraestrutura, trabalho e produção de bens e serviços. As cooperativas desempenham um papel vital na economia do estado, movimentando o comércio local, democratizando o acesso ao crédito, facilitando serviços de saúde e gerando emprego e renda.

Resultados Significativos

Em 2023, as cooperativas do estado registraram um aumento de 8,5% no faturamento conjunto, totalizando impressionantes R$ 202 bilhões. O número de cooperados cresceu 13,8%, atingindo cerca de 3,6 milhões. O ramo agropecuário, com 62 cooperativas de produção, desempenha um papel crucial no agronegócio nacional, movimentando uma significativa parcela da produção de grãos e proteína animal do Paraná.

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Diversificação e Expansão

As cooperativas diversificaram suas atividades, investindo em novas plantas industriais e ampliando infraestruturas existentes. Destaques incluem a nova esmagadora de soja da C.Vale, um investimento de mais de R$ 1 bilhão, e a Maltaria Campos Gerais, projeto de intercooperação entre seis cooperativas com um investimento de R$ 1,6 bilhão.

Perspectivas para 2024

Apesar dos desafios, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, expressa otimismo para 2024. Ele destaca a importância de manter as estratégias, focar no planejamento e fortalecer a representação técnica, econômica e institucional. Entre os desafios mencionados estão a regulamentação da reforma tributária, garantia de recursos para crédito, seguro rural e investimentos, além de questões logísticas e a expectativa de redução dos juros.

Impacto Positivo Local

Um diferencial fundamental das cooperativas é que os resultados financeiros permanecem nas regiões de origem, dinamizando a economia local. Além disso, as cooperativas contribuem para o desenvolvimento social e econômico, buscando melhorar a renda e qualidade de vida de seus cooperados.

Em Números
  • Faturamento: R$ 202 bilhões
  • Cooperados: 3,6 milhões
  • Empregos: 150 mil
  • Investimentos: R$ 6,5 bilhões
  • Exportações: US$ 9,4 bilhões
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O ano de 2023 é celebrado não apenas por números expressivos, mas pelas histórias de transformação e pelo impacto positivo nas comunidades locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tarifa de 25% dos EUA ameaça exportações brasileiras e exige reação imediata das empresas

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A possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta entre exportadores e autoridades brasileiras. A medida, proposta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), ainda está em fase de consulta pública e audiência, mas já exige atenção das empresas que mantêm negócios com o mercado norte-americano.

Embora a lista preliminar contemple exceções relevantes, como café, carne bovina, energia, metais, terras raras e componentes aeronáuticos, especialistas alertam que os impactos podem ultrapassar a questão tarifária e atingir diretamente a competitividade das empresas brasileiras.

Investigação envolve temas além das tarifas

Segundo Fernando Canutto, sócio do Godke Advogados e especialista em Direito Internacional Empresarial, o processo conduzido pelos Estados Unidos possui alcance mais amplo do que uma simples discussão sobre tarifas de importação.

A investigação inclui temas estratégicos como comércio digital, meios de pagamento, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, políticas anticorrupção e questões relacionadas ao desmatamento.

Na avaliação do especialista, o avanço da investigação pode criar um ambiente de maior insegurança regulatória para empresas brasileiras que atuam no comércio internacional, exigindo monitoramento constante e planejamento antecipado.

Brasil tem três caminhos para responder à medida

No campo institucional, o governo brasileiro dispõe de diferentes mecanismos para contestar ou negociar a proposta norte-americana.

A primeira frente é diplomática, conduzida por órgãos como o Itamaraty, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Câmara de Comércio Exterior (Camex), que podem atuar diretamente junto ao USTR para tentar modificar ou reduzir os efeitos da medida.

Como a proposta ainda está em fase de consulta pública, existe espaço para negociações e eventuais ajustes antes de uma decisão definitiva.

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A segunda alternativa envolve o sistema multilateral de comércio, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil já manifestou, em episódios anteriores, posicionamento contrário à adoção de medidas unilaterais fora das regras multilaterais estabelecidas pela entidade.

A terceira possibilidade está prevista na Lei de Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que criou instrumentos para que o Brasil possa responder a ações comerciais consideradas prejudiciais à competitividade nacional.

No entanto, especialistas alertam que qualquer reação deve ser cuidadosamente calibrada para evitar prejuízos às cadeias produtivas brasileiras, importadores e consumidores.

Empresas precisam revisar contratos e operações

Mesmo sem uma definição sobre a implementação das tarifas, especialistas recomendam que empresas exportadoras iniciem imediatamente uma análise detalhada de sua exposição ao mercado norte-americano.

O primeiro passo é identificar quais produtos poderão ser atingidos pela sobretaxa e avaliar os impactos sobre contratos em andamento e negociações futuras.

Em muitos casos, uma tarifa adicional de 25% pode comprometer a viabilidade econômica de operações já contratadas, especialmente em setores que trabalham com margens reduzidas.

Além disso, torna-se fundamental revisar cláusulas contratuais, estratégias de precificação, alternativas logísticas e possibilidades de diversificação de mercados.

Setores mais vulneráveis podem sentir maior impacto

Os segmentos mais expostos aos efeitos da medida tendem a ser aqueles que exportam produtos não contemplados pelas exceções anunciadas pelos Estados Unidos.

Empresas que atuam em mercados altamente competitivos, com baixa margem de lucro e pouca capacidade de repassar custos aos compradores americanos, podem enfrentar maiores dificuldades caso a tarifa seja efetivamente implementada.

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Por outro lado, setores ligados ao café, carne bovina, energia, mineração estratégica e indústria aeronáutica devem sofrer impacto direto mais limitado devido à exclusão preliminar desses produtos da lista tarifária.

Lista de exceções revela interesses estratégicos dos EUA

Para Ricardo Inglez de Souza, sócio do IW Melcheds Advogados e especialista em Comércio Internacional, a composição da lista de exceções evidencia uma lógica geopolítica e econômica por trás da proposta norte-americana.

Segundo ele, os produtos isentos são justamente aqueles em que os Estados Unidos dependem fortemente do fornecimento brasileiro ou enfrentam dificuldades para substituí-los rapidamente por outros mercados.

Entre os itens preservados estão carne bovina, café, frutas tropicais, petróleo, fertilizantes, aeronaves e componentes aeronáuticos.

Na avaliação do especialista, a medida busca proteger cadeias estratégicas de abastecimento norte-americanas ao mesmo tempo em que aumenta a pressão sobre outros segmentos exportadores brasileiros.

Cenário exige planejamento e gestão de riscos

Enquanto o processo segue em análise nos Estados Unidos, empresas brasileiras com operações internacionais devem reforçar suas estratégias de gestão de risco e acompanhar de perto a evolução das negociações.

Além dos possíveis impactos financeiros, a discussão evidencia o crescente peso das questões geopolíticas, regulatórias e ambientais nas relações comerciais globais.

Para exportadores, a antecipação de cenários, a revisão de contratos e a diversificação de mercados podem ser decisivas para reduzir riscos e preservar a competitividade diante de um ambiente internacional cada vez mais complexo e imprevisível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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