A Secretaria de Segurança Pública (Sesp-MT) entregou neste domingo (7.5) mais 66 câmeras do Programa Vigia Mais MT para o município de Cáceres (225 km de Cuiabá). Além disso, enviou equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), unidade especializada da Polícia Militar para reforçar as ações da Operação Território Livre, em curso na região desde o mês de abril.
Com esse novo lote de câmeras, somadas as 89 que já estão em funcionamento, Cáceres passa a contar com 155 equipamentos de videomonitoramento em pontos estratégicos de saídas e entradas da cidade, e vias das áreas centrais e da periferia.
“Sabemos o quanto as câmeras do Vigia Mais são importantes ao reforço das ações policiais. Quero informar que estamos à disposição para ceder mais equipamentos de videomonitoramento, se forem necessários, e para continuar fortalecendo as ações de segurança na região. Ainda hoje estamos reforçando o policiamento em Cáceres, as ações da Operação Território Livre, que lançamos em abril, com envio de equipes do Bope”, informou a secretária de Segurança, coronel Susane Tamanho.
O comandante do 5º CR, tenente-coronel Adão Cesar, informou à secretária Susane Tamanho que os pontos para instalação das novas câmeras foram definidos de maneira integrada e embasados em estudos e dados estatísticos, pelas polícias Militar, Civil, Penal, Corpo de Bombeiros e Prefeitura.
“Com a chegada das novas câmeras estamos fazendo um cerco virtual que nos permite reforçar a atuação das forças policiais tanto na prevenção quanto na repressão da criminalidade, para melhoria da segurança da população”, assinalou o comandante regional, TC Adão Cesar. Para ampliar o número de câmeras de 89 para 155, ele também considerou fundamental as parcerias firmadas com a Prefeitura, por meio da prefeita Eliene Liberato, que ficou com a responsabilidade de fornecer energia elétrica, internet e fazer a manutenção dos equipamentos, e com o Fórum, unidade do Poder Judiciário na região que viabilizou os recursos para custear a instalação equipamentos.
A formalização do termo aditivo para as novas câmeras é parte do convênio já firmada com a Prefeitura de Cáceres e ocorreu em Cuiabá, com a presença da secretária de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho; do secretário-ajunto de Integração Operacional, coronel PM Paulo Cesar da Silva; do comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar, tenente-coronel Adão Cesar Rodrigues da Silva; o superintendente do Ciosp, tenente coronel Wangles dos Santos Lino; o coordenado operacional do Ciosp, tenente-coronel Castro, e das representantes da prefeitura de Cáceres, a coordenadora de Planejamento e a assessora de Convênios, Gésica Chaika e Girlane Vieira, respectivamente.
O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, nesta quarta-feira (5), Gabriel Brites de Morais pelos crimes de participação em organização criminosa armada e pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Lucas Mendonça Neves, de 17 anos, e Luiz Fernando Ribeiro Batista, de 29 anos. A pena fixada foi de 45 anos e 9 meses de reclusão, acolhendo integralmente os pedidos do Ministério Público. O crime ocorreu na noite de 27 de agosto de 2025, no interior de uma comunidade terapêutica localizada no bairro Treze de Setembro, em Várzea Grande. Segundo a acusação, o réu, agindo em concurso com outros criminosos, invadiu o local e executou as vítimas por elas integrarem uma facção rival. O homicídio foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a reação defensiva das vítimas. Durante o julgamento, o Ministério Público demonstrou que a execução fazia parte da disputa entre facções criminosas pelo domínio territorial e do cumprimento de ordens da organização criminosa, reforçando que o assassinato representou um típico “tribunal do crime”, mecanismo utilizado para impor o terror e eliminar integrantes de grupos rivais. As investigações apontaram que homens armados invadiram a clínica de recuperação, renderam os internos e conduziram as vítimas para o quintal, onde efetuaram diversos disparos de arma de fogo. O caso teve grande repercussão em Mato Grosso em razão da violência empregada e da ligação direta com a guerra entre facções criminosas. Ao final da sessão, os jurados reconheceram a responsabilidade de Gabriel Brites de Morais por todos os crimes narrados na denúncia, acolhendo integralmente a pretensão da Promotoria de Justiça. Com a condenação, o Tribunal do Júri reafirmou a resposta da sociedade diante da escalada da violência promovida por organizações criminosas e da utilização de execuções como instrumento de controle e intimidação da população.
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