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Coopavel deve registrar maior recepção histórica de milho safrinha em sua trajetória

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Recepção recorde de milho safrinha

A Coopavel, que completará 55 anos em dezembro, deve alcançar nesta safra a maior recepção de milho safrinha de sua história. Entre a primeira quinzena de junho e o final de julho, a cooperativa espera receber aproximadamente 9 milhões de sacas — um aumento de 30% em relação à meta inicial de 7,2 milhões.

Movimentação diária e expectativa no Paraná

Nas filiais da Coopavel, localizadas no Oeste e Sudoeste do Paraná, a média diária é de 600 caminhões descarregando entre 18 mil e 20 mil toneladas de milho. O presidente Dilvo Grolli destaca o bom clima e a excelente produtividade da região, que projeta um recorde de 16,5 milhões de toneladas no Paraná, com produtividade superior a 10,4 mil quilos por hectare em uma área plantada de 2,76 milhões de hectares.

Fatores que impulsionam a supersafra

Segundo Dilvo, o desempenho expressivo da safra também resulta dos avanços no melhoramento genético e da evolução dos índices de produtividade e qualidade dos grãos. Todo o milho recebido é destinado à fabricação de ração para as cadeias produtivas de frango e suíno da cooperativa. Essa combinação de qualidade e volume garantirá uma ração superior e competitiva, beneficiando toda a cadeia de carnes da Coopavel.

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Capacidade logística e atendimento diferenciado

A capacidade de armazenamento da cooperativa é outro fator determinante para a recepção recorde, atualmente com espaço para 22 milhões de sacas por ano — um aumento de 4,5 milhões de sacas somente em 2025. O presidente reforça também a importância do atendimento dedicado aos agricultores e profissionais envolvidos no processo de escoamento.

Presença e organização da equipe no campo

Dilvo destaca a atuação próxima dos líderes e gestores durante todo o processo de descarga, desde a balança até as áreas de moega e alimentação dos colaboradores. “Contamos com uma equipe que impulsiona a organização e o bom funcionamento das operações”, afirma.

Planos de expansão e perspectivas futuras

Para os próximos anos, a Coopavel projeta crescimento, com ampliação da estratégia geográfica para aumentar a recepção de grãos, além da venda de insumos e prestação de serviços. Novas filiais, como a de Nova Aurora, no Oeste do Paraná, deverão fortalecer ainda mais o desempenho e os resultados da cooperativa.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de carne bovina aos EUA expõe frigoríficos brasileiros a até 2,8 milhões de hectares de risco de desmatamento na Amazônia Legal

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As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos registraram forte expansão na última década, mas um novo levantamento acende alerta sobre riscos ambientais associados à cadeia produtiva.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, os embarques para o mercado norte-americano cresceram de 33.210 toneladas em 2016 para 271.826 toneladas em 2025, evidenciando a consolidação do Brasil como fornecedor estratégico.

No entanto, um estudo do Radar Verde aponta que frigoríficos habilitados na Amazônia Legal permanecem expostos a áreas com alto risco de desmatamento em suas cadeias de fornecimento.

Exposição ao risco pode chegar a 2,8 milhões de hectares

A análise avaliou sete empresas responsáveis por 15 frigoríficos habilitados a exportar carne para os Estados Unidos, com capacidade média de abate de 11.270 cabeças por dia.

De acordo com o estudo, essas unidades estão expostas a áreas de risco que variam entre 144 mil hectares e 2,8 milhões de hectares, considerando regiões com:

  • Áreas embargadas por desmatamento ilegal
  • Registros recentes de desmatamento
  • Potencial de desmatamento futuro em áreas fornecedoras

As regiões com maior concentração de risco estão localizadas principalmente em Mato Grosso e Rondônia, dentro da Amazônia Legal.

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Falhas de rastreabilidade e baixa transparência na cadeia

O estudo destaca que, apesar de 93% das plantas frigoríficas possuírem Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) firmados com o Ministério Público Federal, não há evidências consistentes de implementação efetiva ou monitoramento contínuo das políticas ambientais.

Outro ponto crítico é a rastreabilidade da cadeia produtiva:

  • 11 das 15 plantas controlam apenas fornecedores diretos
  • Nenhuma empresa apresentou dados auditados de fornecedores indiretos

Essa lacuna compromete a rastreabilidade completa do gado e dificulta a verificação de origem livre de desmatamento.

Proposta de lei nos EUA pode impactar exportações brasileiras

O estudo também avalia o cenário regulatório à luz da proposta conhecida como Forest Act 2023, ainda em tramitação no Congresso norte-americano.

A proposta exige que importadores de commodities como carne bovina, soja e cacau comprovem que os produtos não estão associados ao desmatamento ilegal, por meio de sistemas de due diligence e rastreabilidade completa.

Segundo o Radar Verde, caso a legislação estivesse em vigor atualmente, as exportações brasileiras de carne não estariam plenamente em conformidade com os requisitos propostos.

Pressões globais e impacto na produção agropecuária

O crescimento das exportações brasileiras para os EUA também está relacionado à necessidade de estabilização da oferta de alimentos no mercado norte-americano, em um cenário de inflação e eventos climáticos extremos que afetam a produção global.

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O estudo destaca ainda que a pecuária responde por 71% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, considerando emissões diretas e mudanças no uso da terra, segundo dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG).

Recomendações apontam para rastreabilidade total da cadeia

Entre as principais recomendações do estudo estão:

  • Priorizar compras de frigoríficos com baixo risco de desmatamento
  • Implementar rastreabilidade completa, incluindo fornecedores indiretos
  • Fortalecer mecanismos de controle e auditoria independente
  • Considerar restrições a produtos oriundos de áreas recentemente desmatadas

O Radar Verde também alerta que lacunas regulatórias podem incentivar o avanço do desmatamento caso não haja maior rigor nas exigências de mercado internacional.

Cenário reforça pressão sobre o agronegócio exportador

O levantamento evidencia que, embora o Brasil amplie sua participação no mercado global de carne bovina, o setor enfrenta desafios crescentes relacionados à rastreabilidade, conformidade ambiental e exigências regulatórias internacionais.

O avanço das exportações dependerá cada vez mais da capacidade de comprovar sustentabilidade e origem livre de desmatamento em toda a cadeia produtiva.

Novo Estudo Radar

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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