AGRONEGÓCIO

Preços futuros do milho começam a terça-feira no vermelho na B3 e em Chicago

Publicado em

A terça-feira (31) começa com os preços futuros do milho operando em campo levemente negativo na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 60,57 e R$ 68,02 por volta das 10h14 (horário de Brasília).

O vencimento novembro/23 era cotado à R$ 60,57 com desvalorização de 0,48%, o janeiro/24 valia R$ 64,13 com perda de 0,34%, o março/24 era negociado por R$ 68,02 com queda de 0,26% e o maio/24 tinha valor de 67,60 com baixa de 0,29%.

Mercado Externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) abriu as atividades desta terça-feira com os preços internacionais do milho futuro praticamente inalterados, com recuos mínimos sendo registrados por volta das 09h44 (horário de Brasília).

O vencimento dezembro/23 era cotado à US$ 4,78 com queda de 0,25 pontos, o março/24 valia US$ 4,92 com desvalorização de 0,50 pontos, o maio/24 era negociado por US$ 5,00 com baixa de 0,25 pontos e o julho/24 tinha valor de US$ 5,07 com perda de 0,50 pontos.

Leia Também:  Açúcar registra alta nos contratos futuros com manutenção das restrições de exportação pela Índia

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os futuros do milho foram negociados praticamente estáveis esta manhã, oscilando entre ganhos e perdas no valor de menos de um centavo durante o pregão noturno.

A publicação destaca que, os ganhos foram limitados pelas recentes chuvas na América do Sul, o que deverá encorajar o progresso do plantio em todo o continente.

“A chuva que caiu nas principais regiões produtoras na semana passada provavelmente não só beneficiará as culturas de trigo, mas também deverá facilitar o plantio de soja e milho. Isto é relevante para o preço do milho, em particular porque a janela em que o milho pode ser plantado fechará em breve”, disse o Commerzbank em um memorando, conforme relatado pela Reuters.

Fonte: Notícias Agrícolas

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

BNDES financia R$ 83,96 milhões para biotecnologia e impulsiona sementes sintéticas de cana-de-açúcar no Brasil

Published

on

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos que somam R$ 83,96 milhões para três projetos estratégicos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), referência global em pesquisa e inovação na cana-de-açúcar.

As iniciativas incluem o desenvolvimento de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, a implantação de uma planta industrial de demonstração e a criação de uma variedade resistente ao besouro Sphenophorus levis, conhecido como bicudo-da-cana.

Investimento total ultrapassa R$ 165 milhões

Os recursos serão viabilizados pela linha BNDES Mais Inovação e poderão ser aplicados em obras civis, aquisição de equipamentos, serviços técnicos especializados em pesquisa e desenvolvimento, além de custos operacionais.

No total, os três projetos somam R$ 165,54 milhões, com participação adicional da Finep (R$ 72,9 milhões) e do próprio CTC (R$ 8,68 milhões).

Sementes sintéticas podem transformar o plantio de cana

A principal inovação do pacote é o desenvolvimento das sementes sintéticas de cana-de-açúcar, tecnologia que promete mudar o modelo tradicional de plantio da cultura no Brasil.

Hoje, o sistema convencional utiliza grandes volumes de colmos e máquinas pesadas, o que gera alto custo operacional, consumo elevado de combustível e impactos como compactação do solo e erosão.

Com a nova tecnologia, o plantio passaria a se assemelhar ao de culturas como soja e milho, utilizando cerca de 400 kg de sementes sintéticas por hectare.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução da compactação do solo
  • Menor consumo de combustíveis e insumos
  • Diminuição do uso de água no plantio
  • Eliminação de viveiros de colmos
  • Maior rapidez na renovação dos canaviais
  • Aumento da produtividade agrícola
Leia Também:  Supersafra de Arroz em 2025 Contrasta com Alta da Cesta Básica

As sementes são produzidas in vitro e envolvidas por uma estrutura protetiva que permite armazenamento, transporte e plantio mecanizado, além de já serem livres de doenças.

Planta-piloto será instalada em Piracicaba (SP)

Parte do investimento será destinada à implantação da primeira planta industrial de demonstração de sementes sintéticas, na Fazenda Santo Antônio, sede do CTC em Piracicaba (SP).

A unidade ocupará 10 mil metros quadrados e terá capacidade inicial para produzir sementes suficientes para até 500 hectares de cana por ano. A operação deve gerar 72 novos empregos diretos.

Segundo o CEO do CTC, César Barros, a tecnologia representa uma mudança estrutural no setor.

“Estamos dando um passo fundamental para colher os resultados dessa tecnologia. O uso da semente sintética será uma disrupção no plantio da cana, com ganhos de produtividade, margens agroindustriais e redução de emissões”, afirmou.

Pesquisa busca ampliar eficiência e escala da tecnologia

Outro eixo do investimento prevê avanços na qualidade das sementes sintéticas, com foco em maior taxa de germinação, maior seletividade do material biológico e ampliação da vida útil, permitindo armazenamento prolongado e logística mais eficiente.

A meta é expandir o alcance da tecnologia para produtores em regiões mais distantes dos centros de produção.

Nova variedade combate principal praga da cana no Brasil

O terceiro projeto apoiado pelo BNDES envolve o desenvolvimento de variedades de cana-de-açúcar resistentes a insetos, com destaque para o Sphenophorus levis, o bicudo-da-cana.

Leia Também:  Redução nos preços do etanol: hidratado recua 2,07% e anidro cai 0,44% na semana

A praga é uma das mais agressivas à cultura no país, com registros significativos em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, podendo levar à morte da planta e perdas expressivas de produtividade.

CTC reforça papel estratégico na inovação do agro

Fundado em 1969, o CTC é hoje uma das principais instituições de pesquisa em biotecnologia agrícola do mundo. A entidade tem participação relevante no desenvolvimento de variedades de cana que respondem por cerca de 31% da produção nacional.

Com histórico ligado ao Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o centro evoluiu para uma sociedade anônima com forte atuação em melhoramento genético, biotecnologia e soluções sustentáveis para o setor sucroenergético.

A instituição também foi responsável pela primeira cana geneticamente modificada do mundo, aprovada em 2017 pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), resistente à broca-da-cana (Diatraea saccharalis).

Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

Com os novos investimentos, o CTC reforça sua atuação em tecnologias voltadas à eficiência produtiva, redução de custos e menor impacto ambiental, alinhadas às demandas globais por sustentabilidade e transição energética no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA