AGRONEGÓCIO

Confirmação de volumes expressivos: Line-ups revelam forte comércio de trigo para exportação

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Os relatórios recentes sobre as transações envolvendo trigo no mercado doméstico mantêm-se precisos e pontuais. De acordo com Élcio Bento, analista e consultor da SAFRAS & Mercado, os moinhos encontram-se bem abastecidos, demonstrando interesse específico por grãos de qualidade superior e mostrando pouca flexibilidade em relação aos preços. Bento destaca que os detentores desse tipo de produto também não estão dispostos a ajustar suas ofertas.

Na última quinta-feira (11), tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná, a indicação de compra do trigo foi em torno de R$ 1.300 por tonelada CIF moinhos. Os preços FOB no interior variam de acordo com a localização do produto. Bento ressalta que os vendedores estão concentrados na comercialização de “feed wheat” para o mercado internacional.

Os line-ups, que representam a programação dos embarques de trigo para o Brasil, confirmam volumes substanciais de vendas de “feed wheat” para o exterior. A estimativa aponta para a exportação de 161,969 mil toneladas em fevereiro, com base nos dados elaborados pela SAFRAS & Mercado. Em janeiro, os line-ups indicam um total de 692,583 mil toneladas.

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No acumulado de agosto de 2023 a fevereiro de 2024, as projeções apontam para 1,809 milhão de toneladas. O porto de Rio Grande/RS lidera, com 1,415 milhão de toneladas (78% do total). O consultor destaca que, devido à saturação do porto de Paranaguá/PR, há registros de vendas de “feed wheat” paranaense pelo porto gaúcho. Pelo porto de Imbituba/SC, os line-ups somam 220,269 mil toneladas, enquanto por Paranaguá/PR, atingem 173,65 mil toneladas.

No cenário internacional, apesar da alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago na manhã desta sexta-feira, impulsionada pelo aumento da tensão no Oriente Médio, a semana permanece desfavorável. Por volta das 11 horas (horário de Brasília), a posição março/24 ainda acumulava perda de quase 1% ao longo da semana.

Ao longo da semana, o mercado enfrentou pressão devido à falta de demanda pelo produto dos Estados Unidos, evidenciada pelo relatório de exportações semanais do Departamento de Agricultura do país (USDA), que ficou significativamente abaixo das expectativas. As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2023/24, iniciada em 1º de junho, totalizaram 128.100 toneladas na semana encerrada em 4 de janeiro, com destaque para a venda de 137.200 toneladas para a China, abaixo das expectativas que variavam entre 200 mil e 475 mil toneladas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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