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Desafios na produção de feijão: Semana encerra com novidades positivas para produtores, mas alerta para ameaça de mosca branca na segunda safra

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O encerramento da semana traz boas notícias para os produtores de feijão, com um aumento significativo de compradores no mercado. Diante dos negócios mais baixos realizados ao longo da semana, os empacotadores buscaram repor seus estoques. No entanto, o número de negócios reportados não foi expressivo, pois, em diversos polos, os produtores adotaram uma postura cautelosa, testando o mercado para determinar o mínimo que podem aceitar como pagamento.

Contudo, nem tudo são boas notícias, e um novo desafio surge com a avaliação do impacto das infestações de mosca branca na área destinada à segunda safra de feijão. Relatos e vídeos indicam uma pressão significativa, especialmente em regiões entre Minas Gerais e Goiás. A mosca branca (Bemisia tabaci) é uma praga que afeta a cultura do feijão, causando danos diretos e indiretos.

Os danos diretos incluem a sucção de seiva das folhas, reduzindo a fotossíntese e o vigor das plantas. Além disso, a mosca branca pode transmitir vírus, como o mosaico dourado, afetando o desenvolvimento e a produtividade das plantas. A praga também produz uma substância açucarada chamada melada, favorecendo o crescimento de fungos e outros insetos.

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O impacto da mosca branca nas lavouras de feijão pode ser significativo, chegando a inviabilizar o cultivo em algumas áreas e épocas devido à alta infestação. Estima-se que as perdas causadas pela mosca branca possam atingir até 100% de perda na produtividade da lavoura. Mesmo produtores experientes, que adotam medidas de manejo integrado da praga, podem ser impactados, levando a uma redução na área cultivada devido a esse risco iminente. O setor enfrenta o desafio de equilibrar as boas notícias do aumento da demanda com a preocupação crescente sobre a ameaça da mosca branca.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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