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“Conexão Aviagen” Promove Compartilhamento de Conhecimento com Produtores em Todo o Brasil

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A Aviagen®, empresa líder no setor avícola, realizou sua tradicional série de eventos “Conexão Aviagen” nos meses de março e abril, viajando por todo o Brasil para compartilhar conhecimento e discutir as mais recentes práticas para melhorar o desempenho dos frangos Ross® 308 AP. Cerca de 500 produtores participaram dos encontros, realizados em cidades como Pará de Minas (MG), Goiânia (GO), Cascavel (PR), Maringá (PR), Garibaldi (RS), Chapecó (SC), Rio Claro (SP) e Recife (PE).

O formato interativo dos seminários ofereceu aos produtores a oportunidade de discutir com especialistas sobre temas relevantes, como o ciclo de vida do Ross 308 AP, manejo durante o inverno e qualidade da carcaça. Além disso, foram apresentados detalhes sobre o autocontrole e estratégias para melhorar o rendimento e reduzir custos por meio de processos fabris.

A Importância do Melhoramento Genético Balanceado

Durante o evento, Jane Lara Grosso, coordenadora de Produto da Aviagen, falou sobre como 20 anos de seleção genética balanceada impactaram o desempenho, a saúde e o bem-estar dos frangos de corte. Ela destacou que a seleção genômica e a tomografia computadorizada permitem maior precisão na escolha das aves, melhorando a saúde das pernas e a conversão alimentar. Jane também destacou a importância da sustentabilidade na produção de frangos de corte.

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Manejo Eficiente e Controle Ambiental

Os supervisores regionais de Serviços Técnicos da Aviagen Brasil, Rodrigo Tedesco e Alessandro Lopes, apresentaram análises do desempenho do Ross 308 AP, mostrando os benefícios em termos de robustez óssea, crescimento muscular e eficiência de abate. Eles enfatizaram a importância do manejo adequado para evitar problemas de saúde e alcançar o melhor potencial de crescimento. Tedesco também discutiu o manejo de inverno, destacando a necessidade de um bom controle ambiental para manter a saúde das aves durante os períodos mais frios.

Qualidade da Carcaça e Redução de Custos

Alessandro Lopes, por sua vez, ressaltou a importância do manejo eficaz para garantir uma produção de carne de alta qualidade. Ele falou sobre a relevância do alojamento adequado, programas de luz específicos e manejo eficiente de comedouros e bebedouros para evitar problemas de qualidade da carcaça. Lopes também apontou que a qualidade da cama é fundamental para o desenvolvimento saudável dos frangos e influencia diretamente o resultado final no frigorífico.

Regulamentação e Processos de Inspeção

Liris Kindlein, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenadora do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), abordou a modernização da inspeção na indústria avícola. Ela discutiu mudanças regulatórias que visam aprimorar a gestão de condenações e a qualidade das carcaças, destacando a importância da integração entre o campo e o frigorífico para otimizar o processo de abate.

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Envolvimento e Colaboração para o Sucesso

Leandro München, diretor de Operações da Aviagen no Brasil, destacou que a empresa está comprometida com investimentos contínuos e colaboração para apoiar o sucesso dos clientes. Ele ressaltou a importância do Brasil como um mercado-chave para a Aviagen e a satisfação com o envolvimento dos produtores brasileiros no “Conexão Aviagen”.

Os eventos “Conexão Aviagen” são uma oportunidade para a empresa e os produtores trocarem informações e fortalecerem a parceria, contribuindo para o crescimento e sucesso da avicultura no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária no agro: regulamentação da CBS exige revisão fiscal, integração de sistemas e atenção ao fluxo de caixa

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A regulamentação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), estabelecida pelo Decreto nº 12.955/2026, marca uma nova etapa da reforma tributária sobre o consumo no Brasil e já começa a provocar mudanças profundas na rotina financeira e fiscal das empresas do agronegócio. Mesmo antes da implementação integral da cobrança, o novo modelo redefine regras de tributação, aproveitamento de créditos e circulação de recursos dentro das operações empresariais.

Especialistas alertam que os impactos vão além da simples substituição de tributos federais. A nova estrutura exige adaptação imediata de sistemas, contratos, controles fiscais e integração entre áreas financeiras, tributárias e tecnológicas.

Segundo Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária no agronegócio e CFO da consultoria Palin & Martins, a CBS inaugura uma lógica operacional mais complexa e dependente da qualidade das informações fiscais.

“A CBS amplia a não cumulatividade, o que teoricamente permite mais créditos tributários. Mas, na prática, só terá acesso a esses créditos quem possuir processos organizados, dados consistentes e integração entre as áreas. Quem não se preparar pode pagar mais imposto e ainda perder créditos importantes”, afirma.

Novo modelo tributário muda regras de cálculo e impacta contratos

A regulamentação estabelece que a CBS incidirá sobre praticamente todas as operações com cobrança, independentemente do formato jurídico adotado. Além disso, a base de cálculo passa a considerar diversos valores envolvidos na operação, exigindo revisão de contratos comerciais, políticas internas e formas de registro contábil.

Outro ponto considerado estratégico é a adoção da tributação no destino. Na prática, o imposto deixa de ser concentrado na origem da operação e passa a ser direcionado ao local de consumo.

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Essa alteração exige ajustes em sistemas de gestão, revisão cadastral e nova parametrização fiscal, principalmente em operações interestaduais e cadeias produtivas longas, realidade comum no agronegócio brasileiro.

No setor agropecuário, onde existe grande volume de operações, diversidade de atividades e forte dependência de créditos tributários, o impacto tende a ser ainda mais significativo.

Erros fiscais podem gerar perdas financeiras diretas

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Contadores, mais de 70% das empresas brasileiras já enfrentaram problemas relacionados a documentos fiscais, como classificação incorreta de produtos, ausência de informações obrigatórias ou inconsistências cadastrais.

Com a CBS, esse tipo de falha passa a representar risco financeiro direto.

Isso porque o aproveitamento de créditos tributários dependerá não apenas da emissão da nota fiscal, mas também da coerência entre operação, pagamento e apuração do imposto.

“O crédito passa a depender da consistência entre documentação, faturamento e efetivo pagamento. Qualquer divergência pode impedir o aproveitamento tributário e comprometer o capital de giro das empresas”, explica Altair Heitor.

Split payment muda dinâmica financeira das empresas

Outro ponto de atenção é a possibilidade de adoção do modelo de split payment, mecanismo em que o imposto pode ser recolhido automaticamente antes da disponibilidade integral dos recursos para a empresa.

Na prática, parte do valor da venda deixará de passar completamente pelo caixa das companhias, alterando a dinâmica financeira tradicional do setor.

No agronegócio, onde são comuns vendas parceladas, operações via tradings e diferentes modalidades de pagamento, o impacto pode ser ainda maior.

“O produtor rural está acostumado a receber os recursos e posteriormente organizar a parte tributária. Com o split payment, o imposto pode ser recolhido antes mesmo do valor estar disponível para a operação”, destaca o especialista.

Crédito tributário ganha importância estratégica no agro

O tema se torna ainda mais sensível em cadeias produtivas longas, como soja, milho, proteína animal, açúcar e insumos agrícolas, nas quais o crédito tributário funciona como instrumento essencial para equilíbrio financeiro das operações.

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Falhas cadastrais, erros na classificação fiscal ou inconsistências entre documentos poderão impedir o reconhecimento de créditos ou atrasar pedidos de ressarcimento.

“Hoje, muitos erros geram apenas retrabalho. Com a CBS, eles podem representar perda financeira direta. No agronegócio, isso impacta margens e reduz capacidade de reinvestimento”, afirma Altair.

A regulamentação também estabelece novas regras para ressarcimento de créditos, com prazos definidos que poderão variar conforme o nível de conformidade fiscal da empresa.

Empresas do agro precisam acelerar adequações

Especialistas recomendam que produtores rurais, cooperativas, agroindústrias e empresas do setor iniciem imediatamente processos de revisão cadastral, análise de sistemas e mapeamento de riscos fiscais.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão:

  • Revisão de cadastros de clientes e fornecedores;
  • Conferência da qualidade das notas fiscais emitidas;
  • Integração entre áreas fiscal, financeira e tecnologia;
  • Testes em sistemas de gestão e faturamento;
  • Revisão de contratos e operações interestaduais;
  • Mapeamento de riscos tributários e operacionais.

Para Altair Heitor, a adaptação não pode mais ser tratada como um projeto futuro.

“As empresas precisam agir agora. Quem deixar para se adaptar apenas quando a cobrança estiver totalmente em vigor pode iniciar o novo modelo já acumulando perdas financeiras”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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