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Dólar Avança com Aversão ao Risco Antes de Decisões de Juros no Brasil e EUA

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O dólar apresentou valorização frente ao real nesta quarta-feira, contrariando a tendência observada em outros mercados internacionais. A movimentação reflete a aversão ao risco por parte dos investidores, que estão atentos às próximas decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Além disso, a recente elevação dos juros anunciada pelo Banco do Japão e a disputa pela Ptax influenciam o cenário.

Às 9h43, o dólar à vista registrava alta de 0,84%, sendo cotado a R$ 5,6671 para venda. Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo subia 0,78%, negociado a R$ 5,6535.

Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia cotado a R$ 5,6197, uma leve queda de 0,10%.

Nesta sessão, as atenções dos agentes financeiros estão voltadas para as decisões de juros em diferentes partes do mundo, que podem oferecer sinais importantes sobre o futuro das políticas monetárias e seus impactos nos ativos brasileiros.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil finaliza sua reunião de dois dias nesta quarta-feira, com a expectativa de manter a taxa Selic em 10,50% ao ano pela segunda vez consecutiva. O anúncio oficial está previsto para as 18h30, e os mercados estarão atentos ao comunicado que acompanhará a decisão.

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Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também divulgará sua decisão de política monetária nesta quarta-feira. A expectativa é de que a taxa de juros seja mantida entre 5,25% e 5,50%. Os analistas estarão de olho nas sinalizações do Fed sobre os próximos passos da política monetária.

A possibilidade de cortes nos juros americanos em setembro tem ganhado força, com expectativas de uma nova redução até o final do ano. “Se a queda na taxa de juros começar por lá, acaba trazendo um certo alívio para o nosso câmbio”, explicou Diego Faust, operador de renda variável da Manchester Investimentos. Ele acrescentou que essa expectativa pode abrir espaço para o Banco Central brasileiro seguir com o ciclo de redução dos juros.

Na manhã desta quarta-feira, o Banco do Japão surpreendeu ao elevar sua taxa básica de juros para 0,25%, contrariando a expectativa de muitos analistas, que esperavam a manutenção dos níveis anteriores. A especulação sobre um aperto monetário no Japão fortaleceu o iene, pressionando moedas de mercados emergentes.

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Nesta sessão, o iene continuou a se valorizar, com o dólar caindo 1,75% frente à moeda japonesa, cotado a 150,08. O comportamento do dólar em mercados emergentes foi misto, com queda frente ao rand sul-africano e ao peso chileno, e alta em relação ao peso mexicano.

Outro fator relevante nesta quarta-feira é a disputa entre comprados e vendidos pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que serve como referência para a liquidação de contratos futuros. A Ptax de fim de mês também será definida hoje.

Os mercados permanecem atentos aos preços das commodities, especialmente do petróleo, após o assassinato do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, no Irã, ocorrido na madrugada de quarta-feira.

O índice do dólar, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas, registrava queda de 0,43%, a 104,000.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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