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Como Aproveitar as Altas Taxas do Tesouro IPCA

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O Tesouro IPCA, título público que paga a variação da inflação medida pelo IPCA somada a uma taxa prefixada, tem despertado grande interesse nas últimas semanas. Isso se deve ao fato de a taxa prefixada estar acima de 6% de juros reais, algo raro no mercado de renda fixa. Segundo um levantamento da Quantum Finance, o Tesouro IPCA+ alcançou 6% ou mais de retorno real em menos de 25% das sessões nos últimos 10 anos, tornando essa uma oportunidade notável. Emitidos pelo governo federal, esses títulos são considerados dos mais seguros do mercado.

Contexto Econômico e Impacto nas Taxas

Octávio Gomes, especialista em mercado de capitais e sócio da AVG Capital, aponta que fatores como o déficit recorde nas contas públicas e o aumento da dívida em relação ao PIB, indicando descontrole fiscal, têm contribuído para a alta nas taxas de juros. “O cenário internacional também tem sua influência, com a volatilidade e a possibilidade de o Banco Central americano manter ou aumentar as taxas de juros para controlar a economia dos EUA, refletindo diretamente em nossa economia”, explica Gomes. Esses fatores elevam a percepção de risco ao investir em títulos públicos brasileiros, resultando em taxas de juros mais altas.

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Atratividade dos Títulos

Jaqueline Kist, especialista em mercado de capitais e sócia da Matriz Capital, destaca a atratividade dos títulos IPCA+ pela rentabilidade oferecida acima da inflação, protegendo o poder de compra do investidor. “Historicamente, poucas vezes tivemos taxas reais acima de 6% ao ano. Com a inflação atual, a rentabilidade real mensal pode ser em torno de 0,49%, enquanto ganhos nominais de 1% podem ser quase totalmente corroídos pela inflação”, observa Kist.

Estratégias de Investimento

Segundo Kist, as altas taxas atuais oferecem duas principais estratégias: a proteção do poder de compra para investidores conservadores e a possibilidade de ganhos táticos, aproveitando a eventual queda das taxas no futuro. Kaique Fonseca, economista e sócio da A7 Capital, aconselha a manutenção dos títulos adquiridos, especialmente os de vencimentos entre 8 e 12 anos, considerando que os juros devem cair, ainda que lentamente.

Gabriel Lago, planejador financeiro e sócio da The Hill Capital, reforça que investir no Tesouro IPCA+ com taxas elevadas é ideal para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou educação dos filhos. “A rentabilidade real positiva e a proteção contra a inflação asseguram que o poder de compra será preservado ao longo dos anos. Além disso, esses títulos apresentam baixo risco de crédito, sendo um componente estável para portfólios de longo prazo”, afirma Lago.

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Para investidores em busca do primeiro milhão, o Tesouro IPCA+ com taxas acima de 6% pode ser fundamental. “Estabelecer um plano de aportes consistentes e aproveitar essas oportunidades de taxa elevada pode acelerar significativamente o crescimento do patrimônio”, conclui Lago.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de cana pode reduzir emissões em até 19% até 2030 e fortalecer transição energética no Brasil

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O avanço da produção de etanol de cana-de-açúcar no Brasil pode reduzir em até 19% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de fortalecer a segurança energética, estimular o crescimento econômico e ampliar a segurança alimentar. A conclusão faz parte de um estudo da Agroicone, obtido com exclusividade pela CNN, que analisa os impactos da expansão dos biocombustíveis no país.

A pesquisa avaliou de forma integrada os efeitos da indústria sucroenergética sobre agricultura, energia, uso da terra, renda, consumo e comércio internacional. O levantamento reforça que a ampliação da produção de biocombustíveis não compete com a produção de alimentos e pode gerar impactos positivos tanto no campo econômico quanto ambiental.

Segundo o estudo, a substituição gradual de combustíveis fósseis pelo etanol de cana será decisiva para que o Brasil avance nas metas de descarbonização e na consolidação da transição energética.

Expansão do etanol pode impulsionar PIB, renda e consumo

A análise da Agroicone destaca que o crescimento do setor sucroenergético contribui diretamente para a geração de empregos, aumento da renda e fortalecimento do consumo interno.

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De acordo com a pesquisadora Luciane Chiodi Bachion, os cenários de mitigação climática avaliados no estudo apontam impactos positivos sobre a economia e o acesso à alimentação.

“Os resultados indicam tendência de aumento de até 6% no consumo de alimentos e crescimento de 2% a 3,5% no PIB per capita até 2030”, afirma a pesquisadora.

O estudo defende que a segurança alimentar deve ser analisada não apenas sob a ótica dos preços, mas também considerando renda, acesso aos alimentos e desenvolvimento socioeconômico.

Outro ponto destacado é que a expansão da cana-de-açúcar ocorre, em grande parte, sobre áreas degradadas, reduzindo a pressão sobre novas áreas agrícolas e minimizando a competição com outras culturas alimentares.

Biocombustíveis ganham força na agenda climática

Além dos ganhos econômicos, a pesquisa aponta que o etanol de cana desempenha papel estratégico na redução das emissões de carbono e no cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil.

Segundo Sofia Arantes, pesquisadora da Agroicone, cenários mais ambiciosos de descarbonização podem ampliar significativamente os ganhos ambientais do setor.

“Em cenários de maior participação da bioenergia, a substituição de combustíveis fósseis por etanol pode levar a reduções de emissões em aproximadamente 19% até 2030”, destaca.

A pesquisa ressalta ainda que o setor sucroenergético brasileiro apresenta elevada eficiência energética, circularidade no sistema produtivo e autossuficiência energética na cadeia industrial, fatores que fortalecem sua importância na matriz energética nacional.

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Cana-de-açúcar avança como peça-chave da transição energética

O estudo conclui que a expansão do etanol de cana-de-açúcar representa uma solução estratégica para o Brasil ao unir segurança energética, desenvolvimento socioeconômico e mitigação das mudanças climáticas.

Com a crescente demanda global por combustíveis renováveis e pela redução das emissões de carbono, o setor sucroenergético brasileiro ganha protagonismo como uma das principais alternativas sustentáveis para a transição energética mundial.

A análise também reforça que não há conflito entre produção de alimentos e biocombustíveis, contrariando uma das principais críticas historicamente associadas à expansão da cana-de-açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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